segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Natal! Boa nova de grande alegria!


Natal! Boa-nova de grande alegria!

Evangelho de Lucas 2.10-12 


Um anjo anunciou o nascimento de Jesus aos pobres pastores que tomavam conta das ovelhas durante o turno da noite. Primeiramente o anjo disse: “Não temas!”. Como é bom ouvir uma voz celestial dizendo “não temas” num mundo tão conturbado e ameaçador. 

E o anjo continua dizendo: “eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.” Que boa-nova! A boa-nova do Evangelho. 

Aliás, Evangelho significa: Boa nova. O Natal do Senhor Jesus, Filho de Deus, é a melhor de todas as notícias, pois é mensagem de vida, de paz, de amor e de tremenda alegria para todos que clamam por justiça e que anseiam ver o bem triunfando sobre o mal, a luz dissipando todas as trevas, o amor destruindo o ódio e a vida sobrepujando de uma vez por todas a morte.

É boa-nova para todos os povos, sejam eles judeus ou árabes, negros ou brancos, pobres ou ricos. Deus não faz acepção de pessoas. 


E o grande anúncio angelical termina apontando para um curioso sinal: “encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura”. Intrigante, pois era de se esperar que o futuro Rei nascesse em berço de ouro. Lembro, que os Reis Magos, primeiramente, procuraram em vão pelo bebê no Palácio do Rei Herodes. Uma manjedoura parece um berço muito inadequado para alguém tão especial. Lucas nos informa que Maria deu a luz numa estrebaria ou estábulo, porque todas as portas das hospedarias se fecharam para o casal. Numa hora tão importante como a do parto, o pobre casal parece abandonado e em apuros. Mas esta é uma falsa impressão. José e Maria são agraciados com o nascimento de Jesus.

Aquele estábulo foi palco do momento mais extraordinário da história humana. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14). Jesus se identificou com os mais humildes, injustiçados e desfavorecidos. Natal é ocasião em que os últimos se tornam os primeiros! Lembramos também que são os pobres pastores que trabalhavam no turno da noite os primeiros a receberem a maior e mais alegre notícia de todos os tempos!

As hospedarias estavam cheias, Jesus encontrou lugar para nascer em um estábulo e seu berço foi uma manjedoura. Jesus continua buscando corações humildes como uma manjedoura para repousar e manifestar a Sua glória!

Bispo José Ildo Swartele de Mello

Experimente o Verdadeiro Natal!


Experimente o Verdadeiro Natal!
O Natal tem assumido contornos cada vez mais materialistas e consumistas. A simplicidade da estrebaria e da manjedoura, cenário original do Natal de Jesus, tem sido substituída por luxo, ostentação e extravagância, onde Papai Noel e seus presentes têm usurpado o lugar de Jesus e sua salvação.

Por este motivo, o Natal tem se tornado um momento triste para muitos, pois um Natal materialista acentua ainda mais a dor e aflição dos pobres, dos desempregados, dos sem-teto, dos desamparados, dos doentes e dos desfavorecidos. Mas o verdadeiro Natal é boa notícia para todos, tanto para os ricos Reis Magos quanto para os pobres pastores que estavam fazendo hora extra no turno daquela bendita noite!

Quando o anjo se aproximou daqueles pastores para anunciar o nascimento de Jesus, a primeira coisa que ele disse a eles foi:  “Não temas!”. Como é bom ouvir uma voz celestial dizendo “não temas” num mundo tão conturbado e ameaçador, principalmente quando nos encontramos numa condição desfavorável de fragilidade e opressão.

E o anjo continuou o anuncio, dizendo: “eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.10-11)!

Que maravilha! O Natal do Filho de Deus é a melhor de todas as notícias, pois é mensagem de vida para os que estão à beira da morte, de luz para os que estão em trevas, de paz para os que estão em guerra, de esperança para os que estão desesperados, de justiça para os que estão oprimidos, de cura para os que estão enfermos, de fartura para os que estão famintos, de água viva para os que estão sedentos, de abrigo para os que estão sem teto, de família para os que estão desamparados e de amor para os que são desprezados. Sim, o Natal é a melhor de todas as manchetes!

E o anjo conclui o anúncio apontando para um espantoso sinal: “encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura”. Era de se esperar que o futuro Rei nascesse em berço de ouro. Por isto mesmo foi que os Reis Magos começaram sua busca do Menino Rei no Palácio de Herodes. Uma manjedoura parece um berço muito inadequado para alguém tão especial. O que será que isto significa?

Uma primeira razão que podemos inferir é que se Jesus tivesse nascido num palácio, o acesso ficaria restrito aos nobres. Já a estrebaria era acessível tanto aos reis como também aos pastores. Outra razão é que o Natal se deu em um lugar tão humilde para demonstrar o apreço especial de Jesus pelos pobres (Mt 11.5). Assim, a noite mais feliz da história humana aconteceu num lugar bem pobre, num sinal também de que a felicidade não depende da abundância de bens materiais.

Os pobres encontram grande identificação com o verdadeiro Natal. José e Maria estavam literalmente sem teto. Numa hora tão delicada como a do parto, o pobre casal se vê abandonado e em apuros.  Pois, uma a uma, todas as portas haviam se fechado diante deles. Mas, finalmente, uma porta se abriu! Bem, não foi a porta de um hotel cinco estrelas. No entanto, o que pode ser visto na ocasião foi o brilho de uma estrela verdadeira que apontava exatamente na direção daquele humilde estábulo, que se tornaria o palco do momento mais sublime e feliz da Terra! “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is 9.1). “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14).

Os hotéis estavam cheios e não tinham lugar para o Natal de Jesus, mas ele encontrou lugar para nascer em um estábulo e seu berço foi uma manjedoura. Jesus continua buscando corações humildes como uma manjedoura para repousar e manifestar a Sua glória!

Hoje, também corremos o risco de estarmos ocupados com tantas coisas a ponto de não darmos lugar a Cristo em nossas vidas. A alegria do Natal não está em receber presentes ou em se sentar ao redor de uma mesa farta, mas em acolhermos o Rei Jesus em nossos próprios corações.

Ah! Se as pessoas buscassem a Jesus como buscam as lojas e os supermercados nestes dias de Natal! Ah! Se as pessoas, ao invés de se empanturrarem de comida e bebida, dessem ouvidos àquele que disse: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Ah! Se todos tivessem um coração tão humilde como uma manjedoura, onde Jesus Cristo pudesse nascer! Aí, sim, experimentariam o verdadeiro sentido do Natal!

Que os seus corações se encham de alegria durante a celebração do nascimento do glorioso Rei!

Bispo José Ildo Swartele de Mello

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Em tudo dai graças


Em tudo dai graças - Pr. Parente from Ildo Mello on Vimeo.
Mensagem do Pr. Parente sobre a importância e o dever de darmos graças a Deus por todas as coisas, pois Deus, em sua soberania, é poderoso para fazer com que todas as coisas venham a convergir para o bem do que o amam.

Imel de Mirandópolis, 12 de Dezembro de 2010

Vídeo da mensagem do Pr. Parente sobre o tema "Em tudo dai graças", pregada na imel de Mirandópolis em 12/12/10

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Batalha Espiritual (vídeo e texto da mensagem deste domingo)


Batalha Espiritual from Ildo Mello on Vimeo.


Batalha Espiritual

Por Bispo José Ildo Swartele de Mello


1. Cuidado com fogo estranho no altar

1.1. Dualismo


A história da humanidade registra uma infinidade de guerras e na própria Bíblia temos o registro de muitas delas. Mas existe um tipo importante e especial de guerra que muitos desconhecem. Trata-se da guerra de natureza espiritual. O Apóstolo Paulo ensina que a nossa luta não é contra a carne e sangue, mas é, de fato, contra os espíritos malignos que atuam numa esfera espiritual (Ef 6.12). Quando Paulo ensina que nossa luta não é contra a carne e sangue, o que ele quer transmitir é que nosso adversário não é humano. Nesta luta espiritual não lutamos contra alguém de carne e osso, mas batalhamos contra o diabo (1 Pe 5.8; Ef 6.12), contra as influências negativas do mundo (1Jo 2.15-17) e contra as paixões desordenadas de nossa própria carne (Co 3.5; Tg 1.14 e 2Pe 2.18) .

A Bíblia não apenas nos fala a respeito da existência desta guerra espiritual, mas também nos ensina como combater. “Embora andando na carne, não militamos segundo a carne” (1Co 10.3). Mas existem aqueles que não se atém ao puro ensino das Escrituras Sagradas e se deixam levar por toda sorte de ventos de doutrinas pagãs. Quando se pensa em uma guerra do bem contra o mal, dos anjos contra os demônios, do céu contra o inferno, de Cristo contra o anticristo e da Igreja contra as trevas, não podemos cair na tentação do dualismo, pois, como bons cristãos, devemos crer e confessar a existência de "um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos" (Ef 4:6). Tal verdade por si só já bastaria para nos livrar de uma série de práticas e rituais místicos que nada tem a ver com o cristianismo e que revelam muito mais o assombro diante do maligno do que a paz e a alegria que são peculiares aqueles que confiam e esperam em Deus.

Não devemos, portanto, em nossa guerra contra o mal, dar lugar ao medo e nem ficar paranóicos e fissurados com os demônios e suas artimanhas, pois devemos saber em quem é que temos crido e estarmos bem certos e seguros de que Ele reina soberano sobre tudo (2 Tm 1.12; Jó 19.25). A posição do crente é muito privilegiada, pois nesta guerra, ele é mais do que vencedor em Cristo Jesus (Rm 8.37), e já está assentado juntamente com Jesus acima de todo principado e potestade nas regiões celestiais (Ef. 2.6). Temos uma aliança com o Todo Poderoso Deus, aliança esta que foi selada com o sangue do próprio Senhor Jesus Cristo! "O Senhor é a minha luz e a minha salvação! A quem temerei (Sl 27)?!" E "se Deus é por nós, quem será contra nós?!" (Rm 8.31).

O diabo tem uma certa liberdade de ação e influência sobre os homens, gerando um sistema corrompido de valores. É neste sentido que a Bíblia afirma que Satanás é o Deus deste Mundo, que jaz no maligno (Mt 4:8, 2 Co 4:4; 1 Jo 5:19; cf. Jo 12:31; 14:30; Jo1:5; 12:46). Mas isto não quer dizer que o Diabo seja Senhor da Terra, pois sabemos que, de fato, "do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam" (Sl 24:1 e ver também 1 Co 10.26) e concordamos com Jesus que declarou que todo o poder lhe foi dado sobre os céus e a terra (Mt 28.18). Portanto, o diabo não possui autonomia para agir como bem entende. Por exemplo, quando ele quis provar a Jó, precisou pedir o consentimento de Deus e foi o próprio Deus quem estabeleceu os limites desta provação (Jó 1.12). Satanás também precisou solicitar autorização para poder peneirar a Pedro (Lc 22.31). E, no episódio do espinho da carne de Paulo registrado em 2 Co 12, vemos como Deus, em sua soberania, pode se valer até mesmo dos demônios e das enfermidades visando um fim proveitoso e incomparavelmente superior a qualquer aflição. Deus se vale do diabo e do mundo para nos exercitar, experimentar, aperfeiçoar com vistas a extrair o melhor de nós para sua glória. Pense no livro de Jó.

O livro de Jó nos ensina que o que está em jogo na guerra espiritual não é quem é maior e mais poderoso, se Deus ou o Diabo, pois está fora de questão o poder e a soberania de Deus sobre tudo e todos, mas o que o diabo questiona é se Jó ama realmente a Deus sobre todas as coisas. O diabo levanta suspeitas sobre a integridade do amor de Jó por Deus. Ele insinua que ninguém seria capaz de amar a Deus sem segundas intenções. É interessante notar que, mesmo diante de tantas tribulações, Jó jamais se reporta ao diabo, mas vence a guerra espiritual falando com Deus e contando com a ajuda divina para permanecer ao lado de Deus mesmo diante da mais forte provação. Penso que esta foi também a guerra espiritual vivida por Pedro quando o próprio Senhor o chamou e disse: "Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo. Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos" (Lc. 22:31, 32). Note que quando Satanás pede para peneirar a Pedro, Jesus não responde como muitos costumam fazer, dizendo: "tá amarrado". Pelo contrário, Jesus disse apenas que iria orar por ele para que sua fé não desfalecesse, pois Jesus sabia que era necessário que Pedro passasse pela peneira visando seu crescimento e maturidade espiritual, para que, depois de tudo, Pedro pudesse confessar seu amor a Jesus de todo o coração.

Portanto, a batalha espiritual é uma questão que tem a ver com o grande mandamento de amar a Deus sobre todas as coisas (Mc 12.30) e não com a questão sobre quem é mais poderoso, pois o diabo não discute o poderio de Deus, mas lança dúvidas a respeito da integridade do amor dos homens por Deus. Mas quando falamos da soberania de Deus e de todo o seu poder, logo surge uma importante questão: "se Deus é todo poderoso, por que é que permite o mal? Por que é que Ele não põe fim a toda espécie de guerra?" Pois, o Todo Poderoso poderia facilmente por fim a toda injustiça e sofrimento humano. Ele poderia até mesmo ter evitado o surgimento do mal no Mundo. Deus, com seu poder, poderia ter criado seres programados para obedecer à sua vontade; sim, poderia ter escolhido criar seres autômatos, algo assim como os robôs, que não tem liberdade de escolha. Mas, embora, um mundo de autômatos pudesse funcionar muito bem, sem guerras, sem injustiças e sem maldade, no final das contas, seria também um tanto sem graça, pois as próprias expressões de amor, devoção e serviço não seriam livres e espontâneas, também teriam de ser programadas, o que resultaria em algo artificial, algo sem graça e sem significado real. Ninguém, em sã consciência, se sentiria muito tocado em receber uma declaração de amor de um ser que foi programado para isto e que não pode dizer outra coisa a não ser aquilo que está na sua programação.

Deus quis que seus filhos fossem livres, mesmo sabendo dos riscos derivados da liberdade humana. Ninguém pode ser livre apenas para dizer sim. Alguém que é livre pode também dizer não, pode se rebelar e pode optar pelo mal. A história da humanidade revela as conseqüências do mau uso da liberdade, como o surgimento do pecado, egoísmo, inveja, ódio, crimes, doenças, injustiças, guerras, fomes, etc. Um alto preço tem sido pago para que possamos ter no mundo relacionamentos verdadeiramente significativos. Neste mundo temos muitas opções, somos livres para escolher, portanto, quando amamos a Deus e respondemos positivamente ao seu chamado, isto é cheio de significado. Este relacionamento entre Deus e o homem é cheio de afeto. É algo tremendo! O mesmo se pode dizer do relacionamento de amor e amizade entre os seres humanos. Alguém, certa vez disse: "Amo a liberdade, por isso deixo livres todas as coisas que tenho. Se elas permanecerem comigo será porque as conquistei, se partirem será porque, de fato, nunca as possuí". Mesmo tendo criado seres livres, Deus poderia ter se imposto aos homens pela força do seu poder. Mas não quis que fosse assim. Ele disse: “Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR” (Zacarias 4.6). Deus, como Pai, não quis se impor pela força, mas decidiu cativar pelo amor! Manifestou-se ao mundo na pessoa de Jesus, que sendo o próprio Deus, esvaziou-se de sua glória para identificar-se com nossa fraqueza, revelou-se como servo sofredor, que carrega a sua cruz e dá a vida pelos seus amados. Quando se apresentou como Rei em sua entrada em Jerusalém no Domingo de Ramos, não entrou montado num cavalo portentoso e cheio de pompa e nem estava acompanhado de um forte e ameaçador exército, mas escolheu entrar de maneira humilde e mansa montado num jumentinho. O próprio estilo de liderança foi marcado pela cruz, pelo burrinho, pela água e a toalha, com que lavou os pés dos discípulos. Sendo Senhor, foi humilde e assumiu a condição de servo. Não foi dominador e nem tirano, mas procurou cativar pelo exemplo. Não constrangeu os seguidores pela força, pois seus seguidores sempre foram livres para escolher e até mesmo desistir. Não quis se impor pela força, antes escolheu o caminho da graça e do amor. Na cruz, Deus revelou seu grande amor ao mundo e atraiu muitos a si.

Muitos crentes estão enchendo tanto a bola do diabo que acabam ficando com medo dele, esquecendo-se do ensino de Cristo: "não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo" (Mt 10.28). Devemos temer somente a Deus, sabendo que "dura coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hb 10.31). Os próprios crentes estão perdendo o devido temor a Deus. Tratam a Bíblia como um livro qualquer e vão à igreja como quem vai a uma reunião qualquer, sem expectativa de que Deus irá falar com eles e sem estarem prontos para obedecerem a voz do Espírito de Cristo. Não estão verdadeiramente conscientes de estarem na presença do Deus Vivo, daquele que é o único Senhor do Universo e que, por esta razão, detém em suas mãos todo o poder nos céus e na terra (Mt 28.18).

É interessante notar que há poucas referências ao diabo no Antigo Testamento. Era de se esperar muitas menções a ele no livro de Lamentações, por exemplo, pois o livro foi escrito após a calamitosa destruição do templo e da cidade de Jerusalém pelo exército de Nabucodonosor em 586 a.C. No entanto, Jeremias não atribui ao diabo nenhuma destas atrocidades, mas, pelo contrário, ele deixa claro que elas vieram como juízo de Deus sobre o pecado do povo. Observe o capítulo 3, onde lemos: "Eu sou alguém que provou a miséria sob a vara da sua ira... Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade. Que se assente ele, sozinho, e fique calado, porquanto Deus o pôs sobre ele. Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança. Dê a sua face ao que o fere; farte-se de afronta. Pois o Senhor não rejeitará para sempre. Embora entristeça a alguém, contudo terá compaixão segundo a grandeza da sua misericórdia. Porque não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens... Quem é aquele que manda, e assim acontece, sem que o Senhor o tenha ordenado? Não sai da boca do Altíssimo tanto o mal como o bem? Por que se queixaria o homem vivente, o varão por causa do castigo dos seus pecados? Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los, e voltemos para o Senhor" (Lm 3.1, 26-33, 37-40).

Ainda neste sentido, é curioso também notar dois registros paralelos do mesmo fato, um em 2 Sm 24 e o outro em 1 Cr 21. Na primeira descrição, lemos que foi Deus quem incitou Davi a levantar o censo. Na segunda, lemos que foi Satanás. Lembrando que Crônicas foi escrito bem depois do livro de Samuel, o que pode ajudar a explicar o porquê da mudança, pois, entre os hebreus, o conceito de Satanás foi sendo formado com o tempo através de uma revelação progressiva, sendo que, a princípio, o que bastava para eles era saber que Deus era soberano.

Jó também diz que Deus é quem dá e quem tira (1.21), quem dá o bem e também o mal (2.10), e o v. 11 diz que "em tudo isto Jó não ofendeu a Deus com palavras". Em Lm 3, como vimos acima Jeremias afirma o mesmo. E, em 2 Cr 7.13, é o próprio Deus quem diz: "Quando eu fechar o céu de modo que não haja chuva, ou quando eu ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou quando eu mandar a peste contra o meu povo". Veja que aqui quem manda a praga é Deus. Aí não dá para "amarrar" ou "declarar" nada. Pois o caminho para a libertação dessa calamidade é a humilhação de um coração verdadeiramente arrependido que suplica por misericórdia diante de Deus, como vemos no versículo seguinte: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar e se arrepender dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra" (2Cr 7.14).

A Bíblia está repleta de registros dos juízos de Deus sobre a terra, povos, famílias, indivíduos e até mesmo sobre os crentes, pois o juízo começa pela casa de Deus (1Pe 4.17). Tais juízos incluem pragas, enfermidades, destruição e morte. E realmente, não dá para anular tais coisas com frases do tipo "tá amarrado" ou "eu rejeito", mas é somente através do arrependimento e da contrição de coração num retorno para Deus que o homem encontra misericórdia e livramento (2 Cr 7.14).

Notar aqui que a oração de arrependimento é coletiva e não individual: "Se o meu povo...". O que não significa dizer que não tenha nada a ver com o indivíduo, mas que Deus está tratando com o povo e não apenas com indivíduos. Vivemos numa sociedade muito individualista que tende a se esquecer de que estamos enraizados na sociedade e de que possuímos uma identidade grupal, que nos coloca numa relação de interdependência. Daniel orou pedindo perdão pelo pecado de seu povo, solidarizando-se com sua nação: "enquanto estava eu ainda falando e orando, e confessando o meu pecado, e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus" (Daniel 9:20). Quando algo de ruim nos acontece, devemos esquadrinhar os nossos caminhos de modo não apenas pessoal, mas também coletivo (Lm 3.40). O mal pode ser consequência natural dos erros humanos, tanto individual como coletivo, pois não estamos sós no mundo, pertencemos a raça humana, estamos ligados uns aos outros por distintos laços e temos responsabilidades sociais, de modo que nossas ações, quer sejam boas ou más têm alcance e repercussão que vão muito além de nós mesmos.

Como seres humanos partilhamos de muitas coisas em comum, como exemplo, envelhecemos, ficamos doentes e morremos em consequências do pecado de Adão e Eva, sofremos as consequências de guerra, da poluição, das injustiças sociais, da violência, etc. Caim mata o Abel e tenta se esquivar da pergunta de Deus: "Onde está o teu irmão?", respondendo: "sou eu o guardião de meu irmão?". Conclui-se do texto que Deus nos colocou como guardiões ou responsáveis uns pelos outros. Acã peca e Israel perde a batalha, pois a ira do Senhor se acendeu contra todo o Israel (Js 7.1) e Deus diz: "Israel pecou" (Js 7.11) e "... por isso os filhos de Israel não puderam subsistir diante de seus inimigos" (v. 12). Saul peca e não somente ele é afetado, mas todo o Israel, como também toda sua família, pois seu filho Jônatas morre, seu neto Mefibosete fica aleijado e pobre (2 Sm 4), mas pela virtude de Jônatas e sua amizade com Davi, Mefibosete acaba sendo grandemente abençoado (2 Sm 9). Não batalhamos sozinhos, mas uns pelos outros: "Pois quero que saibais quão grande luta tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram a minha pessoa" (Colossenses 2:1, ver também o v. 24) e "Saúda-vos Epafras, que é um de vós, servo de Cristo Jesus, e que sempre luta por vós nas suas orações, para que permaneçais perfeitos e plenamente seguros em toda a vontade de Deus" (Colossenses 4:12). Jesus também santificava-se para o bem dos discípulos: "E por eles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade" (João 17:19).

Então, precisamos entender melhor a complexidade da causas que podem estar por trás de uma adversidade, pois a questão não se resume a lógica simplista que diz: "Se é bom, vem de Deus; se é ruim, vem do diabo". Porque nem toda coisa boa é fruto da "sorte" ou do esforço pessoal e nem tão pouco toda coisa ruim é oriunda da falta de esforço pessoal, das escolhas erradas ou do "azar". Não quero dizer que não exista o elemento de causa ou efeito (Gl 6.7), mas apenas que isto não explica tudo. Pior ainda quando se pensa em causa e efeito apenas em termos individuais.

O sofrimento não pode ser interpretado apenas como um colheita do que se plantou, pois tem raízes muito mais profundas que chegam até Adão. O sofrimento pode ser um juízo de Deus sobre o pecado humano, pode ser algo pedagógico, "porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem" (Pv 3.12) e pode vir sobre nós para provar a integridade de nosso amor a Deus como no caso de Jó. Até mesmo quando algum mal não parece ser uma consequência natural de algum pecado específico que tenhamos cometido, precisamos reconhecer que, como pecadores que somos, já cometemos pecados que seriam suficientes para nossa condenação, razão pela qual já estamos no lucro pelo simples fato de ainda estarmos vivos, pois é pela misericórdia do Senhor que ainda não fomos consumidos (Lm 3.22).

Até quando sofremos em decorrência do erro dos outros e também quando somos perseguidos por fazer o bem, devemos entender que Deus está usando aquele drama para exercitar nossos espíritos. "Recebemos a graça de não apenas crermos, mas também de padecermos por Cristo" (Fl 1.29). "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus" (Rm 8.28). "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores por intermédio daquele que nos amou" (Rm 8.37).

Deus se vale do mal para nos enriquecer e aperfeiçoar. Posso até encarar meus adversários e adversidades como instrumentos de Deus para a minha santificação! O espinho da carne de Paulo era obra de um mensageiro de Satanás que, consciente ou não, estava promovendo a humildade e a santidade de Paulo, servindo, assim, aos propósitos divinos ( 2Co 12.7). Neste caso, nem as 3 orações de Paulo foram suficientes para remover a chaga, pois a resposta de Deus foi: "a minha graça te basta e o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza", de modo que Paulo passou então a glorificar e dar graças a Deus por toda aquela adversidade, pois conseguia ver o propósito divino e o cuidado de Deus por sua alma: "e Ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo" (2Co 12.9).


1.2. Mapeamento Geográfico

Os demônios parecem estar organizados e distribuídos geograficamente em sua luta por influenciar a Terra (Dn 10: 13,20). Mas em nenhuma parte da Bíblia, somos ensinados a respeito da necessidade e da importância estratégica de se identificar os nomes dos demônios que atuam em determinado território combater contra eles em oração, procurando amarrá-lo, visando o sucesso obra de evangelização. Se um mapeamento territorial dos espíritos malignos fosse necessário e fundamental para o sucesso da missão da igreja, certamente haveria exortações, ensinos e registros disto na Bíblia.

Jesus não nos ensina a amarrar a Satanás, mas a expulsar demônios. O próprio Jesus já amarrou Satanás por isto podia saquear a casa do "valente" (Mt 12.22-29). Agora, uma vez amarrado, Satanás não pode impedir o avançar da Missão de Cristo e de sua Igreja (Mt 16.18; 24.14; 28.18s; Mc 13.10, At 1.8). e deu autoridade aos discípulos sobre os demônios. A Igreja, que é o Corpo de Cristo, segue na mesma missão sem poder ser definitivamente impedida pelas forças do inferno, pois sabemos que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18b) e João disse: "a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela" (Jo 1.5). Pois Jesus é o Rei e, como tal, tem todo poder no Céu e na Terra (Mt 28.18).

Existe um outro texto que, a semelhança de Mateus 12.28s, também está num contexto de expulsão de demônios, tratasse de Lucas 10.17-24, que descreve a alegria que os discípulos estavam experimentando por estarem sendo capazes de exercer autoridade sobre os demônios. E é interessante notar que aqui também, Jesus menciona algo sobre a derrota e perda de poder de Satanás, mas só que, em vez de dizer que Satanás está preso ou amarrado, ele o descreve como que caindo do céu, um sinal evidente de que seu poderio havia sido tremendamente abalado. E, para confirmar esta idéia, no v. 22, Jesus declara que tudo lhe foi entregue pelo Pai.

João 12.31,32 é outro texto que mostra como a queda ou aprisionamento de Satanás estão diretamente associados à atividade missionária dos discípulos, pois a expulsão de Satanás está associada com o fato de que não somente judeus, mas também gentios de todas as nações estarem sendo atraídos a Cristo. Para reforçar ainda mais esta interpretação temos textos como 2 Pedro 2.4, que falam dos demônios como já tendo sido lançados no abismo: "Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo" e Judas 6 fala dos demônios como já tendo sido presos e algemados sob trevas: "e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia". Notar também que o próprio livro do Apocalipse fala deste abismo em outros capítulos: "Ela abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar" (Ap 9:2)... "e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom" (Ap 9:11)... "Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará" (Ap 11:7)... "A besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá" (Ap 17.8). Note que é dito que a Besta surge do Abismo para pelejar contra os santos, o que concorda com Ap 20.3 que diz que é necessário que seja solto do Abismo por pouco tempo (Compare com Ap 12.12, que fala da última investida de Satanás, tendo consciência de que pouco tempo lhe resta). Observar que a besta somente surge do abismo após o cumprimento do testemunho (Ap 11.7). Pois é necessário que primeiro o Evangelho seja pregado para testemunho a todas as nações, só, então, virá o fim. A Igreja será bem sucedida em sua missão e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mc, 13.10; Mt 16.18b; Jo 1.5).

Portanto, os Apóstolos não tinham que se preocupar com mapeamentos territoriais e oração de guerra para amarrar Satanás como preparativos para suas viagens missionárias e antes da obra de evangelização. Os Apóstolos ocupavam-se somente do cumprimento da missão de fazer discípulos que haviam recebido da parte daquele que tem toda autoridade no céu e na terra (Mt 28.18-20).


1.3. Oração de Guerra

É triste perceber que, em várias igrejas evangélicas, batalha espiritual deixou de ser a luta cotidiana do cristão por resistir as tentações, mantendo a fidelidade em busca de santidade e maturidade cristã, vivendo para a glória de Deus, buscando o Seu Reino em primeiro lugar (Ef 6.10-20), e tornou-se um espetáculo de confronto pessoal e direto contra os demônios, em que, reuniões de oração deixam de ser os momentos de buscar a Deus e suplicar a Ele (Ef.6.18,19), para transformarem-se nos momentos de falar mais com os demônios do que com Deus, onde Satanás acaba até tornando-se o centro das atenções.

O texto mais clássico da Bíblia sobre Guerra Espiritual encontrasse em Ef 6.10-20 e não existe nele nada que justifique tais práticas. Antes, o ensino do Apóstolo Paulo é de que os crentes vencem a Satanás revestindo-se de Cristo, colocando sua armadura que é composta de virtudes tais como: a justiça, a proclamação do Evangelho da Paz, a fé, a salvação, a Palavra de Deus e a oração. Nada lemos sobre a necessidade de se conhecer os nomes dos demônios que dominam determinada região geográfica para podermos travar batalha direta com eles e os expulsar. Não encontramos tal fascínio pelo adversário ou pelo oculto e místico, nem aqui e nem em outras partes da Bíblia. Vencemos o adversário de nossas almas nos ocupando com as coisas excelentes e boas que o Senhor nos proporciona para enfrentarmos os desafios do dia a dia. Jó, por exemplo, venceu sua grande batalha espiritual sem dirigir uma só palavra ao diabo que o atormentava. Vamos erguer os nossos olhos na direção daquele que é o nosso socorro bem presente na hora da angústia, olhando firmemente para o autor e consumador da nossa fé.

Nada de paranóia e esquizofrenia. Muitos cristãos ficam tão fissurados com tais conceitos de batalha espiritual que acabam ficando perturbados, passando a enxergar o diabo em tudo. Se é certo que não devemos subestimar o inimigo, é certo também que não devemos superestimá-lo, fazendo dele o centro de nossas atenções. Pelo contrário, Cristo deve ocupar o centro de nossa vida, o que já é nossa garantia de vitória. Nossos pensamentos devem estar ocupados com "tudo o que for puro, amável..." (Fp 4.8), "nossos olhos postos no autor e consumador de nossa fé" (Hb 12.2) e devemos "buscar as coisas que são do alto" (Cl 3.1-3). "Não devemos dar lugar ao diabo" (Ef 4.27) e nem devemos dar ocasião ao pecado, mas, pelo contrário, devemos tomar as seguintes atitudes seguindo o conselho do Apóstolo Paulo: deixar a mentira; não guardar rancor e ira; não falar palavras torpes; nada de gritaria, blasfêmias e malícia, etc... (Ef 4.25-31), buscando ser imitador de Cristo, andando em amor e santidade (Ef 4.32-5.2).

E se o mal ou a praga, como vimos anteriormente, for de procedência divina como um juízo sobre o pecado (2 Cr 7.13)? Aí não dá para "amarrar" ou "declarar" nada. Aí o caminho para a libertação dessa calamidade é a humilhação de um coração verdadeiramente arrependido que suplica por misericórdia diante de Deus como vemos no versículo seguinte: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar e se arrepender dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra" (2 Cr 7.14). E se a praga possui um fim pedagógico visando nosso aperfeiçoamento espiritual como no caso do espinho da carne de Paulo? Neste caso, com já foi dito, nem as 3 orações de Paulo foram suficientes para remover a chaga, pois a resposta de Deus foi: "a minha graça te basta e o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2Co 12.9), de modo que Paulo passou então a glorificar e dar graças a Deus por aquela enfermidade, pois conseguia ver o propósito divino e a boa mão do Senhor Todo Poderoso sobre sua vida, convertendo a fraqueza em vigor (v.10).

3) Nossas armas

Deus nos concede armas especiais para batalhamos contra o diabo (1 Pe 5.8; Ef 6.12), contra as influências negativas do mundo (1Jo 2.15-17) e contra as paixões desordenadas de nossa própria carne (Co 3.5; Tg 1.14 e 2Pe 2.18). "As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas" (2 Co 10:4).


Nesta guerra contra o mal, somos protegidos e assistidos pelo Senhor. Dele vem a nossa força e vitória! “Ó SENHOR, meu Deus e meu Salvador, tu me protegeste na batalha” (Sl 140.7). "O Senhor me livrará de toda obra maligna e me levará a salvo para o seu Reino celestial. A ele seja a glória para todo o sempre. Amém" (2 Tm 4:18). “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57). "Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês" (Tg 4:7).

Para decepção daqueles que são místicos e esotéricos, Paulo descreve a armadura de Deus em termos bem práticos de vida cristã que tem tudo a ver com nossa comunhão com Deus através da fé, da Palavra da Verdade, da oração, da salvação, da prática da justiça e da pregação do Evangelho:
"Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder. Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo, pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. (Ef 6:10-18).

Portanto, "combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé” (1Tm 1.18,19).


3. A Batalha Espiritual em favor do Reino de Deus

Jesus veio trazer o Reino Deus à terra para por fim ao império das trevas. Jesus veio ao Mundo para desfazer as obras do diabo (1Jo 3.8). Jesus deixou claro que sua tarefa messiânica incluía mais do que evangelização, por envolver também a libertação dos cativos e oprimidos, com restauração da saúde e da justiça: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor" (Lc 4.18-19).

O Reino de Deus já foi inaugurado e está em conflito contra o mal. A expulsão de demônios era um sinal da chegada do Reino. Apocalipse 20 conta que o Dragão, Satanás, foi preso em correntes e lançado no abismo com o propósito de não mais enganar as nações. Jesus mesmo já havia dito que o ato de expulsar demônios pelo Espírito de Deus era um sinal claro de que já era chegado o Reino dos Céus, pois o "valente", uma clara referência a Satanás, havia sido primeiramente amarrado, no sentido de não poder mais impedir que sua casa fosse saqueada (Mt 12.22-29). É interessante notar que o mesmo termo utilizado em Mateus 12 para descrever o aprisionamento do homem valente é utilizado também em Apocalipse 20 para descrever o aprisionamento de Satanás, o termo grego dhshi. Este aprisionamento de Satanás deve ser entendido em termos da restrição de seu poder, no sentido de não poder continuar enganando as nações como vinha fazendo até a primeira vinda de Cristo (Ap 20.3). Agora, uma vez amarrado, não pode impedir o avançar de Cristo e de sua Igreja (Mt 16.18; 24.14; 28.18s; Mc 13.10, At 1.8).

A Igreja, que é o Corpo de Cristo, segue na mesma missão sem poder ser definitivamente impedida pelas forças do inferno, pois sabemos que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18b) e João disse: "a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela" (Jo 1.5). Pois Jesus é o Rei e, como tal, tem todo poder no Céu e na Terra (Mt 28.18).

Existe um outro texto que, a semelhança de Mateus 12.28s, também está num contexto de expulsão de demônios, tratasse de Lucas 10.17-24, que descreve a alegria que os discípulos estavam experimentando por estarem sendo capazes de exercer autoridade sobre os demônios. E é interessante notar que aqui também, Jesus menciona algo sobre a derrota e perda de poder de Satanás, mas só que, em vez de dizer que Satanás está preso ou amarrado, ele o descreve como que caindo do céu, um sinal evidente de que seu poderio havia sido tremendamente abalado. E, para confirmar esta idéia, no v. 22, Jesus declara que tudo lhe foi entregue pelo Pai. João 12.31,32 é outro texto que mostra como a queda ou aprisionamento de Satanás estão diretamente associados à atividade missionária dos discípulos, pois a expulsão de Satanás está associada com o fato de que não somente judeus, mas também gentios de todas as nações estarem sendo atraídos a Cristo.ii

Para reforçar ainda mais esta interpretação temos textos como 2 Pedro 2.4, que falam dos demônios como já tendo sido lançados no abismo: "Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo" e Judas 6 fala dos demônios como já tendo sido presos e algemados sob trevas: "e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia". Notar também que o próprio livro do Apocalipse fala deste abismo em outros capítulos: "Ela abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar" (Ap 9:2)... "e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom" (Ap 9:11)... "Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará" (Ap 11:7)... "A besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá" (Ap 17.8). Note que é dito que a Besta surge do Abismo para pelejar contra os santos, o que concorda com Ap 20.3 que diz que é necessário que seja solto do Abismo por pouco tempo (Compare com Ap 12.12, que fala da última investida de Satanás, tendo consciência de que pouco tempo lhe resta). E os próprios premilenistas reconhecem que a manifestação da Besta se dará na era presente, ou seja, antes da Segunda Vinda de Cristo.

Não se pode negar que o Reino de Deus já foi inaugurado. Paulo diz que "é necessário que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte" (1Co 15.25-26). Neste texto, Paulo fala do Reino de Deus em termos da presente era, ao afirmar que é necessário que Jesus reine pondo de maneira gradativa um a um os inimigos debaixo de seus pés, e, falando ainda que o último inimigo a ser destruído será a morte, sendo que, neste mesmo capítulo, mais adiante, ele ensina que a morte será tragada pela vitória da ressurreição que se dará por ocasião da Segunda Vinda de Cristo. Sendo assim, a Segunda Vinda marcaria o fim e não o começo desta etapa do Reino de Deus em que Jesus reina até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés, pois será somente aí, na Sua Segunda Vinda, que se dará a destruição da morte que será o último inimigo a ser posto debaixo dos seus pés. Não há como escapar desta conclusão sem ferir o claro e real significado deste texto. E Paulo, ainda, afirma claramente que os cristãos já estão no reino de Jesus, dizendo: "Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor" (Cl 1.13). E não podemos esquecer que a mais básica e primitiva de todas as confissões cristãs é "Jesus é o Senhor". Tal afirmação possui muitas implicações pessoais, sociais, políticas e ecológicas. Tantos foram os cristãos que morreram por causa desta aparente "simples" confissão, que significa mais do que dizer que Jesus é o Senhor da minha vida, pois Jesus é o Senhor de todo os reinos do Mundo. Não existe um único grão de areia deste planeta que não esteja debaixo de seu senhorio, por esta razão Jesus é aclamado como sendo "O Rei dos reis e O Senhor dos senhores".

Temos também razões para crer que a Igreja será bem sucedida no cumprimento de sua missão, primeiro por que o Senhor Jesus ao comissionar seus discípulos fez questão de dizer que todo poder lhe havia sido dado tanto no céu como na terra e garantiu que sempre estaria com eles (Mt 28.18), disse também que eles receberiam o poder do Espírito para serem testemunhas do Rei em todas as partes do Mundo (At 1.8), e garantiu que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja e que certamente o Evangelho seria pregado para testemunho a todas as nações antes do fim (Mt 16.18 e 24.14). A Bíblia também diz que "a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar" (Hc 2:14), o que o retrato de uma visão poderosa do futuro do Reino de Deus que deve inspirar e mover a Igreja ao cumprimento de sua missão. Jesus também cuidou de amarrar o valente e concedeu poder aos discípulos sobre os demônios e sobre todo o poder do inimigo (Mt 12.28 e Lc 10.18,19). Paulo disse que os cristãos que vivem neste mundo já estão assentados juntamente com Cristo nas regiões celestiais acima de todo principado e potestade e abençoados com toda sorte de bênçãos e graças espirituais (Ef 1.3, 20-23 e 2.6). Além disto, muitas parábolas do Reino mostram que o Reino crescerá aqui na Terra assim como o trigo, como o grão de mostarda e como o fermento que levada toda a massa (Mt 13).

O Reino de Deus foi inaugurado na Primeira Vinda. A batalha decisiva já foi ganha, mas a luta continua até a Segunda Vinda. Enquanto isto, o Reino de Deus na era presente é caracterizado pela tensão entre o já e o ainda não. O cristão caminha a sombra da cruz e a luz da ressurreição. A entrada triunfal de Jesus em sua primeira vinda foi montado num jumentinho (Mc 11.7) e seu estilo de liderança foi pautado em atitudes humildes de serviço, exemplificado no ato de lavar os pés dos discípulos (Jo 13.5) e quando ensinou aos seus discípulos que o maior no Reino dos Céus é aquele que é humilde, aquele se coloca como o menor, numa condição de servo de todos, numa radical inversão de valores (Mc 10.44, Mt 18.4). Jesus venceu na cruz (Cl 2). A cruz deve ser também uma característica marcante de seus seguidores (Lc 9.23). O Poder se aperfeiçoa na fraqueza (2 Co 12.9). O tesouro foi posto em vasos de barro (2 Co 4.7).

O Reino de Deus será plenamente manifesto na Segunda Vinda – Dia do Senhor, quando teremos a Batalha Final. Diferentemente da Primeira Vinda, Cristo regressará com grande poder e glória, vindo sobre um Cavalo, não mais sobre um jumentinho (Mc 11.7), e destruirá o inimigo com o sopro de sua boca (2 Ts 2:8).

O crente já vive tanto na era presente como na era futura, pois já está em Cristo e é um com ele. Paulo declara que os crentes em Cristo, que vivem neste mundo, já foram ressuscitados e estão assentados com Cristo nas regiões celestiais, onde está o trono de Deus: "e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Ef 2:6). Paulo diz que isto já aconteceu. Não é futuro, é uma realidade presente. Jesus diz coisas aos seus discípulos que mostram em que sentido os cristãos estariam reinando aqui na terra: "Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus" (Mt 18.18). "Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano" (Lucas 10:19).

Jesus antes de subir aos céus proclamou que todo o poder lhe havia sido dado tanto no céu como na terra e nos deixou a missão de fazer discípulos de todas as nações (Mt 28.18-20). A Igreja é o corpo de Cristo e reina com ele, vivendo a serviço do Rei. Mas é preciso que se reconheça a natureza deste Reino de Cristo, pois se de um lado sabemos que Jesus já é o Senhor e que o seu reinado já foi inaugurado, por outro, ainda não vemos todas as coisas debaixo dos pés de Cristo, conforme lemos em Hebreus 2:8: "todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas" (ver também Hb 10.13). É preciso observar que, na parábola do Joio e do Trigo (Mt 13), que é uma das parábolas do Reino de Deus, paralelamente ao crescimento do trigo, observasse também o crescimento do joio. Portanto, realismo bíblico ajuda a evitar os extremos perigosos do ufanismo de uns e da acomodação de outros que postergam a inauguração do Reino para depois da Segunda Vinda de Cristo.

Existe um relacionamento estreito entre Escatologia, Espírito Santo e a Missão da Igreja. Sabemos que a promessa do Espírito é dom escatológico por excelência (At 2.16-21; cf.. Jl 2.28-32), sendo também amostra do futuro de Deus (Rm 8.19-23), sendo, mais do que adiantamento, parte do cumprimento. Sabemos ainda que quando os discípulos fazem uma pergunta escatológica (At 1.6) a resposta de Cristo inclui o dom do Espírito Santo equipando para a obra de evangelização mundial (At 1.8). Pedro ensina que há um propósito para o que encaramos como "demora" do retorno de Cristo, que é a longanimidade de Deus e seu desejo que nenhum ser humano pereça (2 Pe 3.9); Pedro ensina que podemos fazer algo para "apressar" a Segunda Vinda de Cristo (2 Pe 3.12), que depende, em algum sentido, das conversões (At 3.19-21). Jesus disse: "Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações" (Mc 13.10; cf. Mt 24.14). O livro do Apocalipse mostra que isto se dará ao descrever a multidão incontável de mártires cristãos procedentes de todas as tribos, povos, línguas e raças (Ap 7.9). O que concorda com a profecia de Jesus que fala que "muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus" (Mt 8.11, comparar com Ef 1.10). Conforme o ensino do apóstolo Pedro, a Segunda Vinda de Cristo depende da realização dos propósitos de Deus, que, por sua vez, estão vinculados à missão do Espírito e da Igreja. É desta forma que podemos entender o que o apóstolo quer dizer com esta incumbência dada aos cristãos de "apressar" a vinda do Senhor (2 Pe 3.12). De modo que o período antes do fim não é um tempo de espera infrutífera, mas é época da missão do Espírito e da Missão da Igreja.

Portanto, entendendo melhor a natureza e o propósito das batalhas espirituais tanto na sua dimensão pessoal quanto cósmica, busquemos a plenitude do Espírito, revestindo-nos de toda armadura de Deus, a fim de que possamos resistir e desfazer as obras do diabo, combatendo o bom combate da fé com muito amor e dedicação a Deus em nossa missão de difundir Evangelho do Reino de Deus, fazendo discípulos de todas as nações, por palavras e obras, como sal da terra e luz do mundo até que a plenitude venha no dia glorioso do Retorno do Rei.

Leia também o estudo sobre Maldição Hereditária 

sábado, 4 de dezembro de 2010

Fotos do Dia Feliz!


Dia Feliz 2010! from Ildo Mello on Vimeo.
Grande Bazar para arrecadar fundos para as crianças da Todo Mundo Feliz realizado em Mirandópolis no dia 4 de Dezembro de 2010.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Reuniões de Estudo e Oração


Reuniões de Estudo e Oração, upload feito originalmente por ildomello.

Fotos da Reunião da última Quarta-feira.

Ouvimos testemunhos de cura, louvamos a Deus, oramos uns pelos outros e meditamos em Romanos 8. Na Próxima Quarta, iniciaremos o estudo do capítulo 9.

Participe!

Encontro de Casais

Nosso próximo e último encontro do ano será dia 11/12, às 18h00.

Programem-se para participar! Realizaremos um amigo secreto entre os casais, o presente tem que ser para os dois, veja o que vai trazer, pode ser coisa bem simples, por exemplo um sabonete ou enfeite para casa, combinem entre vocês o que trarão!

Não percam! Vai ser muito gostoso!

Bjs,
Érica e Marcelo

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O que Deus mais quer de nós?

O Deus mais quer de nós? from Ildo Mello on Vimeo.

O que Deus requer de nós?
Será que estamos agradando a Deus?
Quem nunca se frustrou com um presente recebido?
O que Jesus pede de nós?

Quando Marta repreendeu a Maria, Jesus tomou partido de Maria, dizendo que esta escolhera a melhor parte. As duas eram crentes, as duas queriam agradar a Jesus, mas a atitude de uma agradou mais que a atitude da outra (Lc 10.38-42).

As últimas palavras de Jesus aos seus discípulos são reveladoras a respeito desta importante questão, pois ressaltam o que Jesus mais espera de nós. (Mt 28.19)

Fazer discípulos é a grande missão dada aos cristãos. Fazemos discípulos batizando e ensinando o que Jesus nos ordenou. O Espírito Santo nos foi concedido a fim de nos tornarmos testemunhas de Cristo (At 1.8).

Levar alguém a Cristo é a maior de todas as missões humanas, pois uma alma vale mais do que os tesouros do mundo inteiro (Mc 8.36).

O Apóstolo André sempre que é mencionado na Bíblia, está fazendo a mesma coisa. Nenhum milagre dele é mencionado, nenhum ato extraordinário, mas, o que se diz dele é que sempre estava levando alguém a Cristo! A começar pelo seu próprio irmão Pedro. Sabemos também que foi ele quem levou o moço a Jesus com cinco pães e dois peixinhos. Por fim, é mencionado levando alguns gregos a presença de Jesus! (Capítulos 1, 6 e 12 do Evangelho de João).

Evangelizar é a maior façanha cristã! Jesus veio buscar e salvar os perdidos (Lc 19.10). Ele tem mais alegria por uma ovelha perdida que é encontrada do que por noventa e nove que estão seguras no aprisco (Lc 15.3-7). Há uma grande festa no céu quando alguém é salvo da condenação eterna.

Jesus nos delegou a sua missão de pregar o Evangelho que liberta os cativos (Jo 20.21). Bem-aventurados os pés daqueles que proclamam o Evangelho (Rm 10.15)! Jesus nos designou para darmos frutos (Jo 15), pois ele quer ver o grande banquete repleto de convidados (Lc 14.23), ele quer sua casa cheia de filhos! "Multiplicai-vos"... "enchei a terra" (Gn 1.28 e 9.7)! "Fazei discípulos" (Mt 28.19)! A visão apocalíptica mostra uma multidão incontável de salvos procedentes de todas as nações (Ap 7.9).

Deus criou o homem a sua imagem e semelhança. O pecado separou o homem de Deus. A Imago Dei foi corrompida. Mas Deus jamais desistiu de seu propósito inicial. Deus continuou buscando o homem: "Filho meu dá-me o teu coração" (Pv 23.26). Deus amou a humanidade de tal maneira que deu o seu filho unigênito para redenção de todo o que nele crer (Jo 3.16). Jesus veio desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8). "Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo" (Rm 5.17). Pois Jesus veio restaurar o propósito original de Deus que é o de ter muitos filhos à sua imagem e semelhança para que Cristo venha a ser o primogênito dentre muitos irmãos (Rm 8.29).

Portanto, fomos convocados por Deus para testemunhar de Jesus e encher os céus de muitos filhos de Deus, restaurados a imagem e semelhança do criador.

Eis aí a nossa maior razão de ser e existir!

Qual foi a última vez que você levou alguém a Cristo?

Qual é a prioridade da sua vida?

Estamos buscando o Reino de Deus em primeiro lugar?

Nossas ações estão realmente agradando a Deus?

Medite nestas coisas.

Em oração,

Bispo Ildo Mello
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sábado, 20 de novembro de 2010

Identidade Metodista Livre

Identidade Metodista Livre - Conor from Ildo Mello on Vimeo.

Mensagem do Bispo Ildo ao Concílio Noroeste em 19 de Novembro de 2010

Estas são as características distintas do movimento metodista:

Todos precisam ser salvos;
Todos podem ser salvos;
Todos podem saber que são salvos;
Todos podem ser salvos completamente.

Como Wesleyanos cremos que...

1. Todos precisam ser salvos

Porque “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23)

Porque “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23)

Porque não somos capazes de salvar-nos a nós mesmos (Ef 2.1-9)

Porque “ninguém será justificado diante de Deus pelas obras da lei” (Rm 3:20)

Porque não podemos subsistir diante de Deus baseados em nossa própria justiça (Rm 3.10-12)

Porque o próprio profeta Isaías diante da majestade de Deus, clamou por misericórdia, dizendo: “Ai de mim que vou perecendo” (Is 6.5).

Porque “pela graça sois salvos, mediante a fé” (Ef 2.8).

Porque Jesus é o único caminho de salvação para Deus (Jo 14.6)

"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho ao seu tempo" (1Tm 2:5-6)

Porque “não há salvação em nenhum outro, pois não há outro nome debaixo do céu, que tenha sido dado entre os homens, pelo qual tenhamos de ser salvos." (At 4:12).


2. Todos podem ser salvos

Porque "Deus não faz acepção de pessoas” (Rm 2:11).

Porque Jesus “é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2:2).

Porque "Cristo morreu pelos nossos pecados" (1 Co 15:3) e a eficácia do Seu sangue é poderosa para salvar todos os homens”(1Jo 2.2), mas só eficiente para lavar os que n'Ele crêem. "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo" (At 16:31).

“Porque: “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12).

Porque: “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10:13).

Porque Jesus disse as multidões: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz e siga-me" (Mc 8:34).

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.11-12).

Porque Deus não tem prazer na morte do ímpio, pois seu desejo é que se converta e viva (Ez 18.23).

Porque Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.4),

Porque Deus “não quer que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pe 3.9)


3. Todos podem saber que são salvos

Porque “o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8:16)

Porque “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele, em nós: em que nos deu o seu Espírito” (1Jo 4.13)

Porque “foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus” (Ef 1.13-14).

Porque o “Espírito nos convence do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16.8).

Porque pelo Espírito, o coração do crente é compungido por aquela convicção de pecado e por “aquela tristeza que é segundo Deus e que nos leva ao arrependimento” (2Co 7.10), a semelhança do que aconteceu àquela multidão de convertidos diante do Sermão de Pedro em Pentecostes, conforme registrado em At 2.37: “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?”

Porque recebemos o Espírito de adoção pelo qual clamamos de coração: Aba Pai (Rm 8.15), bem como, pelo mesmo Espírito somos capazes de confessar que Jesus é o Senhor (1Co 12.3). Tais convicções são produtos da revelação do Espírito Santo, porque o Espírito testifica de Cristo (Jo 15.26), conforme observa-se também na famosa declaração de Jesus a Pedro: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus” (Mt 16.17).

Porque “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14)

Porque "sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos" (1Jo 3,14).

Porque Jesus disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama” (Jo 14:21).

“Porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” (Rm 5.5).

Porque “pelos seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis" (Mt 7.16-20). De modo que crentes sem frutos não encontram base para segurança da sua salvação (Jo 15.2; Gl 5.19-23; Hb 6.4-8; 10.23-31; Ap 3.5 e 16; Ex 32.33).

Porque desfrutamos da “paz de Deus que excede a todo entendimento e que guarda as nossas mentes e os nossos corações em Jesus” (Fp 4.7).

Porque sabemos o que significa ser consolados pelo Espírito de Deus (Jo 14.16; At 9.31; 2Co 1.2-7).

Porque experimentamos uma alegria que o mundo não pode nos tirar (Jo 16.22). Porque a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8.10). “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.17-18).

Porque “o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5.22).

“Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 1.8-11).


4. Todos podem ser salvos completamente

"Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo" (Rm 5.17).

"Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos" (Rm 5.19).

Porque Jesus não apenas perdoa pecados, mas também transforma vidas (Rm 5.8).

Porque Jesus não apenas justifica, mas também regenera (2Co 5.17; Tt 3.5-6).

Porque Jesus não apenas disse a mulher pega em adultério: “eu não te condeno”, mas também lhe disse: “vai e não peques mais” (Jo 8.10.11)!

Porque Jesus não apenas nos declara santos, mas também nos torna santos (Jo 15.3, Tt 3.5).

Porque Jesus não apenas nos livra da condenação do pecado, mas também nos livra do domínio do pecado (Rm 6.14).

Porque Jesus não apenas é Salvador, mas também é Senhor (Rm 10.9; Fl 2.10-11; 1Tm 6.15; Tg 4.7).

Porque não apenas nos convida a crer, mas também nos conclama ao arrependimento (Mt 3.8; 4.17; Mc 1.15; Lc 13.3).

Porque não basta apenas crer, é necessário obedecer (Ef 5.6; 6.6; 1Jo 3.6, 24).

Porque não basta ser crente, é necessário ser discípulo (Mc 8.34; Lc 9.23; Mt 28.19).

Porque não basta receber o amor, é necessário amar (1Jo 3.16, 23; Ef 3.14-21).

Porque não basta apenas receber o perdão, é necessário perdoar (Mt 6.14-15; 18.23-34).

Porque “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (I Jo 3.9).

Porque “Já estou crucificado com Cristo; eu não vivo mais, mas Cristo é que vive em mim” (Gl 2.20).

Porque "quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo." (1Jo 3.8).

Porque fomos ensinados a orar para que a vontade de Deus se faça na Terra assim como ela é feita no céu (Mt 6.11).

Porque devemos buscar primeiramente o Reino Deus e a sua Justiça (Mt 6.33).

Porque Deus "nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor" (Cl 1:13).

Porque “somos transformados em sua imagem com maior glória de sempre, que vem do Senhor, que é o Espírito” (2Co 3.18).

Porque não devemos nos conformar com este mundo, mas devemos renovar a nossa mente para experimentarmos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1-2).

"Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação" (1Ts 4.3).

“Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação” (1Ts 4.7).

Porque "sem santificação ninguém verá o Senhor" (Hb 12.13).

Porque bem-aventurado são os limpos de coração, pois estes é que verão a Deus (Mt 5.8).

Porque devemos desenvolver a nossa salvação com temor e tremor (Fp 2.13; 2Co 7.1; Ef 4.1).

Porque devemos ser aperfeiçoados “até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.12-16).

Porque devemos nos “despir do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano” e nos “revestir do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.22-24).

Porque “Deus nos concedeu todas as condições necessárias para a vida e a piedade” (2Pe 1.3); para vivermos como filhos de Deus, e para “escaparmos da corrupção deste mundo” (2 Pe 1.4).

Porque Jesus não apenas nos exorta a sermos santos (Mt 5.48), mas também nos capacita, concedendo-nos:

o dom do Espírito (At 1.8)
um novo coração (Ez 36.26),
a mente de Cristo (1Co 2.16)
o amor de Deus (Rm 5.5)
participar da natureza divina (2Pe 1.4)
e toda a armadura de Deus (Ef 6.10-13; 2 Co 10.4)



Além destas características distintas, ressaltamos também:

A importância de valorizar o conhecimento intelectual e a piedade; possuir uma mente sagaz e um coração de anjo;
A importância da liderança compartilhada (leiga e clériga) na vida e missão da igreja;
A importância do comprometimento pessoal e da responsabilidade social; pois entendemos que o propósito da conversão cristã não é somente para tornar a alma de alguém pronta para o céu, mas também provar o primeiro fruto do céu através de uma vida de justiça, amor e misericórdia neste mundo;
A importância de cantar hinos de louvor e ensinar a verdade cristã;
A importância da pregação, do testemunho e da celebração dos sacramentos: A Ceia do Senhor e o Batismo;
A importância de expressar gratidão pela graça de Deus, prestando serviço amoroso;
A importância do desenvolvimento de congregações em grupos menores para instrução, cuidado pastoral e adoração;
A importância do ardor e da ordem no que diz respeito à fé e prática;
A importância de um sistema de interligação entre as congregações locais com os concílios regionais, Igreja Nacional e toda a comunidade mundial.


Bispo José Ildo Swartele de Mello
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Leia também texto sobre o que significa ser wesleyano:
metodistalivre.org.br/​Artigos/​artigos.info.asp?tp=174&sg=0&form_search=&pg=1&id=613

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Coletânea Vídeos dos cultos e palestras dos Concílios Sul e Centro Oeste




segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Metodista Livre Eleito Deputado Estadual!


CONHEÇA O DEPUTADO ELEITO, HÉLIO NISHIMOTO

Hélio Nishimoto é cristão, tem 47 anos, está casado há 20 e é pai de três filhos. Natural de Presidente Prudente (SP), veio para São José dos Campos, com 15 anos, para estudar na Etep, e na cidade permaneceu, fez faculdade de Administração de Empresas na Univap, e se estabeleceu como respeitado comerciante e homem público.
Antes de se tornar deputado estadual, Nishimoto foi eleito vereador em São José por 4 mandatos consecutivos. Sempre atuou pela comunidade menos favorecida, apresentando projetos de lei voltados para saúde, educação e esporte.
É membro atuante do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), desde 1994, quando iniciou sua militância política.
Assim que assumiu o cargo de deputado estadual, em 5 de janeiro de 2009, Nishimoto foi convidado a integrar a Frente Parlamentar de Apoio aos Municípios do Vale do Paraíba, Vale Histórico, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, e a compor a Frencoop (Frente Parlamentar do Cooperativismo). Na Assembleia, faz parte das Comissões de Esporte e Turismo, e de Assuntos Internacionais.
Por ser um grande apaixonado por esportes, em junho de 2009, aceitou o convite da FPF (Federação Paulista de Futebol), para ser o vice-presidente regional da entidade pelo Vale do Paraíba.
Enquanto ocupou a cadeira de Deputado Estadual, foi o único parlamentar do Estado, representante da comunidade japonesa na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e se sente honrado em pertencer ao Conselho Superior de Apoio e Orientação do Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social.
Hélio sempre norteou sua conduta baseado em princípios cristãos. Neste momento, em que a discussão sobre o aborto e a defesa da vida está em pauta, Nishimoto reafirma sua posição de ser totalmente favorável à defesa da vida, portanto contra o aborto e contra qualquer tipo de violência à vida. Enquanto vereador, em São José dos Campos, Nishimoto demonstrou seu posicionamento ao votar contra a distribuição de pílula anticoncepcional na rede pública de saúde.
Hélio é membro ativo da imel de São José dos Campos.
Oremos por ele!

Bispo Ildo Mello