segunda-feira, 30 de março de 2009

Mordomia Cristã

Por Marcelo Freitas


1º Mordomia Cristã – Introdução

1 Pe 4.10 e 11; 1 Co 4.1 e 2

A palavra mordomia sofreu, ao longo dos anos, uma deturpação devido ao seu mau uso. Esta palavra é usada como regalias e favores concedidos, especialmente pelos governos, a alguns funcionários públicos. Ou ainda, quando pensamos em mordomo, pensamos num romance ou filme policial em que o mordomo sempre é o criminoso. Estes não são o sentido bíblico da mordomia cristã.


1. SIGNIFICADO DA PALAVRA MORDOMO:

A palavra mordomo, em português, vem do latim majordomus, que tem o mesmo significado do grego oikonomos (oikos, casa, e nomos, governo). Major, em latim, é maior ou principal, e domus, casa, a casa com tudo que ela contém e significa. Assim mordomo é o principal servo, o que administra a casa do seu senhor.

Alguns mordomos na Bíblia: Eliézer (Gn 24.2) e José (Gn 39.4-6).


2. CONCEITO BÍBLICO DA MORDOMIA:

É o reconhecimento da soberania de Deus, a aceitação do nosso cargo de depositários da vida e das possessões, e administração das mesmas de acordo com a vontade de Deus”


3. BASE BÍBLICA DA MORDOMIA CRISTÃ:

a) Deus é dono de tudo e de todos:

Do universo: Gn 1.1; 14.22; l Cr 29.l3-l4; Sl 24.l; 50.10-12.

Do homem:
por direito de criação: Is 42.5
por direito de preservação: At l4.l5-l7 e At 17.22-28
por direito de redenção: 1 Co 6.l9e20; Tt 2.l4 e Ap 5.9

b) O homem é o mordomo - Gn 1.28; 2.l5 e Sl 8.3-9.

CONCLUSÃO:

A mordomia cristã estabelece como verdade que Deus é o Senhor, o Dono de tudo quanto existe na terra e no céu e concedeu ao homem o privilégio e responsabilidade de administrar. Os homens não são os donos, mas mordomos.

“Além disso requer-se nos despenseiros (ou mordomos) que se ache fiel.”


2º Mordomia dos Bens

Ec 5.19

As pessoas quando falam acerca dos seus bens materiais, quase sempre, tratam deste assunto como algo secular sem valor espiritual. Não deve ser assim.


1. O QUE A BÍBLIA FALA DOS BENS MATERIAIS?

  • Deus é o dono dos nossos bens – Ex 19.5 e 6; Sl 24.1 e Ag 2.8.

  • A capacidade de adquirir os bens vem de Deus – Dt 8.15-18, I Cr 29.12 e Ec 5.19.

  • Os bens tem duração limitada – Sl 39.6, Sl 49.16 e 17, I Tm 6.7.


2. MAU USO DOS BENS MATERIAIS

  • Quando os bens são adquiridos de forma desonesta – Pv 11.1, Rm 12.17, I Pe 2.1.

  • Quando deixa de ser servo para ser senhor do homem – Mt 19.23, Lc 16.13, I Tm 6.10

  • Quando leva o homem a esquecer-se de Deus – Dt 8.11-14.

  • Expõe o homem a grandes tentações – Mt 13.22 e I Tm 6.9.


3. BOM USO DOS BENS MATERIAIS

  • Quando são usados para a glória de Deus – I Co 10.31. “O dinheiro não pode subir aos céus, mas pode realizar coisas celestiais na terra.”

  • Quando os valores espirituais tem a primazia – I Rs 3.11-13, Mt 6.33.

  • Quando a ajuda ao próximo é lembrada – Mt 25.31-40, At 4. 34 e 35 e I Tm 6.17-19.

  • Termos um estilo de vida simples – I Tm 6.7-10, Mt 8.20.


CONCLUSÃO

Como estudamos, os bens devem ser encarados sob o ponto de vista divino. Desta forma consagraremos os mesmos e o usaremos de forma agradável a Deus. Certa vez, Richard Foster disse que devíamos carimbar tudo o que temos com o seguinte lembrete: “Dado por Deus, prioridade de Deus, para ser usado para os propósitos de Deus.”



3º Mordomia dos Dízimos

Pv. 3.9 e 10

A palavra dízimo quer dizer “décima parte”. Portanto devolver a Deus a décima parte do que se ganha é dizimar. É importante entender que o dízimo deve ser uma atitude de entrega pessoal e gratidão. Não basta a devolução do dízimo. Temos que entregar a nossa vida, o nosso coração no altar de Deus. Não devemos devolver este como pagamos uma mensalidade, contas de luz e água, prestações de eletrodomésticos com medo de ter o nosso nome no “SPC divino”. A motivação que nos leva a dizimar não é o medo, mas o amor a Deus.


1. DÍZIMO NO VELHO TESTAMENTO

  • A prática do dízimo é anterior a lei mosaica – Gn 14.18-20 e 28.18-22. Cerca de duzentos e cinqüenta anos depois de Jacó em Betel, Deus orientou a Moisés instituir o dízimo na lei.

  • Foi incorporada na lei mosaica – Lv 27.30.

  • Foi ensinada pelos profetas – Ml 3.8-12


2. DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO

  • Jesus falou do dever de dizimar – Mt. 23.23 e Lc 11.42.

  • Melquisedeque como tipo de Cristo – Hb 7.1-10. No Novo Testamento fica claro que o dízimo é o referencial mínimo para a contribuição: Mt 5:20, Mc 12.41-44; At 2.44-45 e 4.32-37, II Co 8.1-5, I Co 16.2 e Jo 6.9


3. FINALIDADE DO DÍZIMO

  • Manutenção da Igreja – Ml 3.10

  • Sustento dos obreiros – II Cr 31.4-6 e II Co 9.10-14


CONCLUSÃO

Deus é dono de todos os nossos bens. “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos.” Ele nos pede para devolver o dízimo dando este como referencial mínimo. Ele nos ensinou “melhor dar do que receber.” Aquele que não tem o dinheiro como ídolo e, pelo contrário, serve com este, tem como conseqüência (não é troca) bênçãos dadas por Deus. “...Fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança.”



4º Dízimos e Ofertas

Malaquias 3:8-10 e Mateus 25:14-30 (Parábola dos Talentos)


I - O QUE É DÍZIMO?

R = É 10% (dez por cento) ou 1/10 avos.

Deus é muito bom, de 100% Ele permite que fiquemos com 90%, nos pede apenas 10%!

Não é OFERTA! Oferta é tudo aquilo que damos além do dízimo.


II - NÓS SOMOS MORDOMOS DO SENHOR

Mordomo é o Administrador de Bens Alheios

Tudo o que temos, na verdade, não é nosso - É do Senhor!

I Cor 10:26 “Porque do Senhor é a terra e a sua Plenitude”

Ageu 2:8 “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos.”

SL 50:10 “Porque meu é todo o animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas. Conheço as aves dos montes e minhas são todas as feras do campo...”

Col 1:16 “... tudo foi criado por meio dele e para Ele.”

Gn 2:15 - “E tomou o Senhor Deus ao homem e o pôs no Jardim do Éden para o lavrar e guardar.” - Deus não deu o jardim ao homem, pôs o homem no jardim para o lavrar e guardar...

Mt 25:14-30 - Na parábola dos talentos vemos que o Senhor entregou os talentos para os servos administrarem... Mas tarde o Senhor volta para pedir contas de tudo!


III - TUDO O QUE TEMOS VEM DO SENHOR

I CRÔNICAS 29:14
Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.

Os 2:8-9 “Ela, pois, não soube que eu é que lhe dei o grão, e o vinho, e o óleo, e lhe multipliquei a prata e o ouro... Portanto, tornar-me-ei e reterei a seu tempo o meu grão, e o meu vinho; e arrebatarei a minha lã e o meu linho...”


IV - UM DIA TEREMOS QUE PRESTAR CONTAS

É o que aprendemos na Parábola dos Talentos - Mt 25:14-30

Rm 14:12 “Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.”

II cor 5:10 “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo...”

Prestaremos conta de TUDO! Dos dízimos (10%) e até mesmo dos restantes 90% que também não é nosso! (somos apenas mordomos...)


V - O DÍZIMO É BÍBLICO


A) NO VELHO TESTAMENTO

1) No Éden - Já vemos o princípio do dízimo quando o Senhor separou uma árvore para Ele.

2) Abraão dizimou - Gn 14:20 - Note que Abraão não viveu debaixo da Lei e sim da Graça - Gál 3:17.

3) Jacó dizimava - Gn 28:20-22 - também viveu antes da lei!

4) Melquisedeque (Sacerdote) recebia dízimos - Hb 7:1-2 - antes da lei!

5) O dízimo foi depois incluído na Lei - Lv 27:30-32 - Nm 18:21-24 - Dt 14:22-29 “O dízimo será santo ao Senhor” - Os que costumam dizer que não dão o dízimo porque é coisa da lei, saibam que Jesus afirmou que a Lei não foi revogada “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir” - Mt 5:17 ( leia até o verso 20).

6) Salomão, que foi o homem mais sábio da terra, afirmou: - “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.” (Prov 3:9-10).


B) NO NOVO TESTAMENTO:

1) Em Jesus foi restaurado o tempo da graça (que existiu no tempo de Abraão) - e a graça não exclui o dizimar...

2) O Novo Testamento não anula, cancela ou revoga o V.T. apenas modifica ou adiciona... E não alterou a lei do dízimo!

3) Exemplos: O Fariseu da parábola (Lc 18:12) - Os fariseus em geral (Mt 23:23).

6) Jesus ratificou a prática do dízimo:

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” - Mt 5:20

Exceder significa fazer tudo de correto que eles faziam e muito mais.

Ai de vós escribas e fariseus hipócritas, pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé. Deveis porém fazer estas coisas e não omitir aquelas.” - Mt 23:23

Estas coisas” deveis fazer... ( praticar o juízo, a misericórdia e a fé ) e “Não omitir aquelas” = ( dar o dízimo )

8) Cristo é Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque - SL 110:4 - Hb 7:17,21. Melquisedeque recebia dízimos de Abraão...Cristo recebe dízimos dos filhos de Abraão... (nós somos filhos na fé de Abraão)

9) Outros textos em que Cristo aprova a contribuição financeira e reprova a avareza: Aprovou a oferta da viúva pobre Lc 21:1-4; Lc 11:42; Lc 12:15,22-31,42-44; Lc 16:1,2,10-12; Lc 18:18-23; 29-30; Lc 19:11-27


VI - DESCULPAS INFUNDADAS ( QUE DEUS JAMAIS ACEITARÁ! )

  1. NÃO ENTREGO O DÍZIMO MAS DOU OFERTAS” - Lv 27:30-32 “ O dízimo é santo ao Senhor” - A lei não foi revogada! Mal 3:8 diz que quem não dizima rouba a Deus - Uma oferta não substitue o Dízimo!

  2. EU ADMINISTRO O MEU DÍZIMO...” - Errado! Está escrito: “Trareis à Casa do Tesouro” - Deve ser entregue na Igreja onde se é membro ou participante;

  3. NÃO DOU O DÍZIMO PORQUE GANHO POUCO” - Injustificável... Sendo o dízimo percentual, ele é proporcional... É cálculo justo, igual para todos (10%).

  4. NÃO DOU PORQUE NÃO SOBRA” - O Dízimo deve ser “primícia” para Deus. Deve ser o primeiro pagamento quando recebemos o nosso salário. Deve ser dado pela fé! Deus está em primeiro lugar, e deve ocupar o primeiro lugar na sua vida, e também no seu orçamento.

  5. NÃO CONCORDO COM A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA”

- Ao entregar o dízimo, o estamos entregando para Deus...

- Os Administradores dos recursos de Deus, terão que prestar contas da sua administração...

- E você prestará contas do que não deu!

- concordando ou não, devemos entregar o dízimo na igreja onde somos membros ou participantes.



VII - UMA TERRÍVEL VERDADE:

Deus não permite que o crente use o dinheiro do dízimo em seu próprio benefício! Deus promete bênçãos, mas também maldição!

Agora veja que terrível verdade está em Ageu Cap. 1:2-11 - Leia!

O muito que você espera se tornará pouco... O dinheiro vai estar sempre faltando na sua vida, não vai render!

É como se você pegasse todo o seu salário e pusesse em um saco, e, segurando-o pela boca, vai levando a bolada para casa... Só que o “saco” está furado, e o dinheiro perde-se todo pelo caminho.

A terra retém seus frutos... O Céu o seu orvalho!

SACO FURADO NA VIDA DO CRENTE É...

- médico, farmácia, hospital, batida do carro, ladrão, etc.



VIII - BÊNÇÃOS PARA OS DIZIMISTAS

Fazei prova de mim se eu não vos abrir as janelas do céu... e derramar bênçãos sem medida”

Faça prova, decida ser dizimista a partir de hoje



CONCLUSÃO

Se há dívida acumulada (dízimos atrasados) - Ele perdoa! Ele perdoa “todos” os teus pecados...

Faça um propósito de dar o dízimo a partir de hoje! ( e se puder, dê também os atrasados...)


5º Sabedoria Financeira

Pra quem já é Dizimista...


Lc 16:11 – “Assim, se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas?”


- Através do discernimento e da aplicação dos princípios transmitidos por Deus podemos manejar nossas finanças em mundo confuso e instável.


Mc 12:17 – “Então Jesus lhes disse: Dêem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”


- Muitos cristãos tentam lidar com seu dinheiro somente conforme os padrões da economia mundial, idealizada por economistas. A solução, contudo, está em alinhar nossas finanças ao plano econômico de Deus.


3 princípios do plano econômico de Deus:

1º A PRIORIDADE DO DINHEIRO

Estabelecer prioridades é muito importante em todas as facetas de nossa vida, mas assume proporções absolutamente imprescindíveis quando de trata de dinheiro.


Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8:36)


A maioria de nós não coloca, conscientemente, o dinheiro acima de tudo; contudo, nosso Deus que é sábio e amoroso, sabendo que o mundo faria uma tremenda pressão sobre nós fez várias referências sobre o assunto em Sua Palavra.


1Tm 6:10 “Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. É preciso frisar que o dinheiro em si não é o problema básico aqui destacado. O amor ao dinheiro, esse sim é o grande algoz dos que se deixam seduzir e dominar por ele.


Muitas famílias enfrentam sérias dificuldades tentando manter o mesmo padrão elevado do vizinho.

Não é incomum um cristão sentir inveja de alguém que tenha prosperado financeiramente.

Alguns chegam a falir na luta que travam para manter um padrão semelhante ao fulano ou beltrano.

Outros vivem infelizes e frustrados, porque por mais que se esforcem, não alcançam a mesma prosperidade.


A grande maioria de nós não terá dinheiro suficiente para adquirir tudo o que julga necessitar, daí serão muitas empreitadas iniciadas e abandonadas pela metade, jogando dinheiro fora e acabamos nem mesmo conseguindo contribuir como gostaríamos com as causas e ministérios que conhecemos.


Para manejarmos nossos recursos segundo as prioridades divinas, precisamos orar incessantemente para que o Senhor nos mostre quais são elas. Isto nos levará a exercer o 2º princípio.


2º A DISCIPLINA DO DINHEIRO

Jesus disse em Lc9:23 “...Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me”.


Esta declaração define a disciplina cristã que é totalmente necessária quando se trata de dinheiro.


O mundo nos tenta sem cessar. Orgulho, avareza, cobiça, sempre se insinuam ao nosso coração.


Uma das formas em que somos tentados é a gastar para auto-satisfação imediata. (VISA – “Porque a vida é agora!”)


Temos dificuldade para compreender as variadas formas de tentação. Uma delas, sutil e mortal, que até arruína casamentos, é a dívida. Vivemos em uma sociedade que já se acostumou e praticamente é dominada por ela.


A engenhosa imaginação publicitária inventou a facilidade que se tornou síndrome: “Compre agora, pague depois”. Fácil, atrativo e destrutivo.


Os cartões de crédito são pequenos retângulos plásticos de tentação. E, invariavelmente, ficamos endividados quando compramos uma casa, um carro, móveis ou aparelhos domésticos.


Conforme Rm13:8 “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros...”.


Não é pecado ter uma conta a pagar em uma loja, utilizar o cartão de crédito ou o crediário, desde que as mensalidades sejam pagas em seu vencimento.


Por outro lado, é pecado a dívida a crédito quando sabemos que não poderemos saldá-la no final do mês.


Regularmente, muitas famílias se comprometem a pagar despesas fixas além de sua renda mensal.


Tais despesas são pagamentos obrigatórios que fazem mensalmente durante um certo tempo: curto, médio ou longo. Exemplo: prestação de uma casa, de um carro ou empréstimo bancário.


Ao somar as despesas fixas e perceber que elas chegam perto do total da renda mensal, a única constatação possível é que a família está em situação complicada e perigosa.


A vida familiar, então, começa a ficar difícil, as vezes, insuportável. Tensões, pressões e ansiedades passam a ser parceiros freqüentes do casal.

Não é de se admirar quando o problema acaba provocando o divórcio.

Tal desastre não é desencadeado da noite para o dia. As pessoas escorregam quando cedem às tentações e pressões financeiras da economia do mundo, planejada pelo mundo.

A tentação é sutil e gradativa, porém pode ser educada pela disciplina cristã.


Uma pergunta significativa que você deve fazer a si mesmo é: Que porcentagem posso gastar de minha renda mensal?


Para você não dar um passo mais largo que sua perna, pondo em risco seu casamento, segue sugestão do 3º princípio.


3º ORÇAMENTO FAMILIAR

Lc14:28 e 16:11 ensina que o planejamento financeiro é absolutamente necessário.


Para cumprir tal princípio é preciso prepara-lo. Ele não é um fim em si mesmo, mas um meio em que a família pode utilizar para alcançar estabilidade financeira.

Porém, quando um casal prepara um orçamento, isto não quer dizer necessariamente que estão obedecendo aos padrões econômicos divinos.

O orçamento é um guia, uma forma de avaliar o progresso em direção ao alvo.

No âmbito familiar, o marido e a esposa devem ser cúmplices na elaboração e cumprimento desse orçamento.

Há despesas fixas, despesas ocasionais e despesas extras.

No preparo de um orçamento alguns elementos devem ser levados em conta. Vejamos alguns passos básicos:


1-Fazer um levantamento da renda mensal líquida do casal

2-Determinar, através de oração, a quantia que deve ser separada para contribuições e ofertas mensais

3-Listar todas as despesas fixas. Podem ser definidas como fixas as despesas com aluguel, condomínio, prestação do carro, da casa, convênio médico, mensalidade escolar, etc.

4-Listar todas as despesas controláveis: Alimentação, supermercado, roupas, gás, água, luz, telefone e itens pessoais

5-Somar os passos 2, 3 e 4. A soma não pode ultrapassar o total do item 1. Idealisticamente essa soma deve ser um pouco menor que o montante da renda líquida mensal (item 1). A sobra restante entre os pontos 2, 3, 4 e 1 deve ser direcionado a investimentos, poupança, etc.

6-Listar todas as formas de despesa e quantias correspondentes num Livro Caixa

7-Guardar cuidadosamente todas as notas e recibos dos gastos durante três meses

8-Revisar e reavaliar o orçamento quando for necessário

9-Manter esse método durante seis meses. Isso ajudará a entender em que o dinheiro vem sendo gasto e a controla-lo e não ser controlado por ele.


Essa iniciativa ajuda a família a visualizar seus compromissos e contribui na busca de estabilidade e maturidade financeiras.


Ore para que o Senhor mostre quais são as prioridades que Ele tem para você e lhe dê disciplina para gastar.


Procure fazer com sua esposa ou marido um orçamento que corresponda às suas necessidades e apresente a realidade de sua situação ao Senhor.


6º Considerações finais

- Trecho do artigo Afinal de contas – www.financasparaavida.com.br

Paulo de Tarso é engenheiro civil e mestre em teologia pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Idealizador do site Finanças para a Vida e organizador do livro e do Seminário Sabedoria Financeira.


O que é o sucesso financeiro?

Entendemos que o sucesso financeiro se dá em termos de uma administração pautada em princípios que devem ser colocados em prática, independentemente da quantidade de dinheiro que conseguimos ganhar. Por exemplo, se uma pessoa tem muito dinheiro mas se esquece dos outros e olha só para suas necessidades e desejos, ela não está sendo financeiramente bem sucedida por que está relegando um princípio fundamental da administração do dinheiro, que é a generosidade. Lembro-me de que Jesus chamou de insensato uma pessoa assim (leia o relato de Lucas sobre o caso – Lucas 12.13-21). Houve, no entanto, uma viúva pobre que exerceu a generosidade mesmo possuindo muito pouco (Leia Lucas 21.1-4). O que isto que dizer? Significa que o sucesso financeiro ocorre quando estamos exercendo os princípios norteadores da boa gestão do dinheiro tais como trabalhar com excelência, poupar e investir, ser generoso, ser cauteloso no endividamento, gastar com sabedoria, entre outros. Eu acho que está é a boa notícia, a de que, independentemente do quanto ganhamos, podemos ser pessoas financeiramente bem sucedidas se colocarmos em prática estes princípios e estivermos focados em realizar o plano que nos foi proposto. Ou seja, a quantidade de posses é importante na equação do sucesso financeiro, mas há outras variáveis que necessitam ser igualmente desvendadas.
Sucesso!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Poesias de Fermamdo Pessoa e a Mensagem de Cristo

Poesias de Fernando Pessoa e a Mensagem de Cristo


Fernando Pessoa foi um idealista. Embora seus ideais de vida sejam nacionalistas e não tenham, aparentemente, nada a ver com o Evangelho, ele parece ter bebido da fonte de inspiração cristã para compor alguns de seus mais belos poemas. Só como exemplo, observe as semelhanças existentes entre as frases de Jesus registradas em Marcos 8:34-37 e alguns versos deste admirável poeta.


Jesus, dirigindo-se aos que queriam segui-lo, deixou claro que o sacrifício não seria pouco: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8.34), pois a vida plena e verdadeira só pode ser encontrada através da renúncia da vida mesquinha e rasteira. E Pessoa diz algo semelhante nos célebres versos do poema “Navegar é preciso”:


... Viver não é necessário; o que é necessário é criar.

Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.

Só quero torná-la grande,

Ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;

Ainda que para isso tenha de a perder como minha...



Jesus desafia seus discípulos a tomarem suas cruzes para segui-lo. Pessoa também fala sobre o doloroso martírio: "ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo". E não para por aí na descrição do alto custo implícito na frase “Navegar é preciso”:


MAR PORTUGUÊS


...Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor...


Fernando Pessoa sabe que tamanho sacrifício parece loucura aos olhos de muitos, por isto escreve:


QUINTA / D. SEBASTIÃO, REI DE PORTUGAL

Louco, sim, louco, porque quis grandeza

Qual a Sorte a não dá.

Não coube em mim minha certeza;

Por isso onde o areal está

Ficou meu ser que houve, não o que há.


Minha loucura, outros que me a tomem

Com o que nela ia.

Sem a loucura que é o homem

Mais que a besta sadia,

Cadáver adiado que procria?

Muitos consideraram loucura a atitude dos discípulos de abandonarem tudo para seguir a Jesus. A cruz sempre foi “escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (1Co 1.23). Uma alma pequena não está disposta a pagar o preço. Ela pensa que seria um desperdício e que não valeria a pena correr o risco, pois para ela o que conta mesmo é aquela máxima: “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”. No entanto, o que se acovarda, jogando na retranca em defesa de sua vida, acaba, de fato, perdendo-a, por viver muito aquém do seu potencial, ao ponto de merecer ser descrito como “cadáver adiado que procria”. Portanto, navegar é preciso em busca do seu grande ideal, meramente viver não é preciso!vocação do homem vai além da mera existência, pois ele é muito “mais que a besta sadia”!


Jesus também diz que o sacrifício é algo que "vale a pena", mas não por causa das conquistas e glórias do Reino de Portugal, "pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mc 8.36). Para Cristo, a renúncia e o sacrifício valem a pena, por uma causa de um Reino e uma glória muito superiores, cujos dividendos ultrapassam os limites da morte, estendendo-se pela eternidade a fora: "quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salva-la-á". (Mc 8:35).

Por Bispo José Ildo Swartele de Mello

http://escatologiacrista.blogspot.com

Clique AQUI para ler também uma análise de poemas de Manuel Bandeira e Fernando Pessoa à luz da Bíblia

Boletim da Imel de Mirandópolis - 29/03/09

Clique aqui para ler o Boletim da Imel de Mirandópolis - 29/03/09

terça-feira, 24 de março de 2009

Nasceu o Moisés, filho do Dawson e da Ana Paula!


É com alegria que comunicamos que, na noite de ontem, Segunda-feira, dia 23, nasceu o Moisés, filho do casal Dawson e Ana Paula.

Oramos para que ele cresça em graça e força.

Parabéns aos pais!

segunda-feira, 23 de março de 2009

O Guardião da BR-135


Leia a notícia que saiu no Diário Web sobre o filho da irmã Francisca, Helly Orsi, que é conhecido como "O Guardião da BR".
Segundo o testemunho do Bispo Ildo, o Helly é um dos maiores evangelistas do Brasil, não só por sua destacada ação na BR-135, mas, principalmente, por sua estupenda desenvoltura no evangelismo pessoal. Ele, de maneira simpática e criativa, por onde quer que ande, está sempre evangelizando alguém!
Ele esteve dando testemunho na imel de Mirandópolis no Domingo, dia 15 e foi convidado pelo Bispo Ildo a compartilhar dezenas de testemunhos no curso de evangelização da Faculdade de Teologia Metodista Livre.

Cantata de Páscoa


A Cantata de Páscoa está chegando!

Domingo, dia 5 de Abril, às 18 h.

Você já convidou algum amigo para estar ouvindo esta linda história da Ressurreição de Cristo?
É a oportunidade!!!

Segue o convite virtual para você encaminhar para seus amigos online feito gentilmente por nossa irmãzinha Binha!

Plante a semente na vida de alguém!!!

sábado, 21 de março de 2009

Poesias de Manuel Bandeira e Fernando Pessoa à luz de Eclesiastes e Mc 8.36

Por José Ildo Swartele de Mello


Clique aqui para assistir uma apresentação em PowerPoint desta mensagem.


Manuel Bandeira


Andorinha - Manuel Bandeira



Andorinha lá fora está dizendo: — "Passei o dia à toa, à toa!"

Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste! Passei a vida à toa, à toa . . .

Observe que a expressão "Passei a vida à toa" é semelhante a “correr atrás do vento” do Livro de Eclesiastes. O pessimismo e a frustração de Bandeira também são compartilhados pelo autor de Eclesiastes, pelo menos, até certo ponto, porque, ao contrário de Bandeira, o autor de Eclesiastes não termina por aí, como veremos mais abaixo. Mas vamos continuar um pouco mais falando a respeito do pessimismo de Bandeira expresso em outros versos seus.

Pneumotórax - Manuel Bandeira



Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos. A vida inteira que podia ter sido e que não foi. Tosse, tosse, tosse. Mandou chamar o médico:


_ Diga trinta e três.

_ Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . .

_ Respire....

_ O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

_ Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

_ Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

O pessimismo e a frustração de Bandeira estão bem evidentes também nas seguintes frases de seu famoso poema “Pneumatotórax”: “A vida inteira que podia ter sido e que não foi” e “A única coisa a fazer é tocar um tango argentino”. A vida foi uma frustração e a morte está batendo a porta, e, para o autor, a morte põe fim a tudo. Ele não cogita de Deus e nem da eternidade. Ele não tem esperança. Para ele, a única coisa que resta a fazer é “tocar um tango argentino”. Notar que o tango é geralmente uma canção triste e melancólica. A frase "a vida inteira que podia ter sido e que não foi" é bem diferente da de Paulo que quando soube que iria morrer disse: "Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé" (2 Tm 4.7). Paulo estava certo de ter combatido o bom combate e completado a carreira ou corrida de sua vida. Não importa se a corrida é longa como uma maratona ou curta como a de 100 metros, mas a diferença estar em completar devidamente a nossa corrida. Que diferença entre os que correm como cristãos e os que correm sem Deus neste mundo. Diante da morte é que se vê quem é quem. Paulo, confiante de ter vivido uma vida segundo o propósito divino, está seguro em relação a recompensa que lhe aguarda: "Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia" (2 Tm 4.8).


Poema do Beco - Manuel Bandeira



Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?


_ O que eu vejo é o beco.

No Poema do Beco, Bandeira, com maestria, contrasta “a paisagem, a glória, a baía e a linha do horizonte” com o “beco”. O primeiro verso é mais longo para falar da glória e a vastidão da paisagem da baía, em contrapartida, o segundo e último verso é curto, para ressaltar os limites e as restrições de existência humana. Outro contraste interessante se observa no uso das vogais. Há uma predominância de vogais abertas no primeiro verso enquanto que, no segundo verso, predominam as vogais fechadas.


Pasárgada - Manuel Bandeira



Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconsequente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que eu nunca tive



E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar



Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcaloide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar




E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

-- Lá sou amigo do rei --

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Já, em “Pasárgada”, Bandeira descreve a utopia hedonista de um existencialista que vive cogitando apenas dos prazeres carnais. O curioso é que, até mesmo em Pasárgada, o poeta pressente a tristeza, e, deprimido, tem vontade de se matar. “Pasárgada” não é suficiente para o homem que foi criado à imagem de Deus e que tem potencial para o Eterno. Pois só o Eterno pode preencher o vazio, satisfazer plenamente e dar sentido a vida.



O rei Salomão, em Eclesiastes, parece viver em “Pasárgada”, com a vantagem de que ele não é apenas amigo do Rei, pois, de fato, é o próprio Rei. Tendo o privilégio de usufruir de todos os prazeres e experiências que o poder, o sucesso e as riquezas podem proporcionar ao ser humano (Ec 2). Mas, mesmo assim, no final das contas, ele chega a conclusão de que a vida “debaixo do sol” é “vaidade”, “futilidade”, algo como “correr atrás do vento” (Ec 2.11).



A expressão “debaixo do sol” aparece 30 vezes em Eclesiastes, servindo para delimitar o campo de abordagem das considerações de Salomão a respeito da vida, ou seja, a vida vivida em termos do aqui e agora, sob o prisma existencialista, materialista e hedonista; sim, este tipo de vida sem Deus é que deve ser considerado vaidade. Este pessimismo é semelhante ao de Manuel Bandeira, com o diferencial de que Salomão não pára por aí, pois o seu propósito é levar-nos numa viagem que passa pela angústia da conclusão de que a vida materialista é mera vaidade, com o objetivo de preparar o caminho que nos conduz à uma busca mais profunda sobre nossa razão de ser e existir.



Salomão quer que "caiamos na real" para não nos iludirmos com os prazeres e conquistas do aqui e agora, a fim de que possamos elevar os nossos olhos para além do sol em busca do propósito real e transcendente de nossas existências. Pois a vida não se resume ao debaixo do sol. Deus existe e colocou o infinito no coração do homem (Ec 3.11), de modo que o efêmero não pode satisfazer aquele que tem vocação para o Eterno! Fomos criados por Ele e para Ele (Cl 1.16). Portanto, somente em Deus é que o homem pode encontrar o verdadeiro sentido de sua existência.



Salomão conclui Eclesiastes com a seguinte afirmação: “porque Deus há de trazer a juízo todas as obras até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12.14). Pois se Deus existe, se há um dia de juízo final, se há um mundo porvir e se existe a ressurreição dos mortos, então, cada ato humano se reveste de valor e significado que vão muito além dos limites alcançados pelos raios do sol. À luz desta realidade espiritual, evemos ser “firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o nosso trabalho não é em vão” (1 Co 15.58), ou seja, a nossa existência não é vaidade sob o ponto de vista do “além do sol” e da perspectiva da eternidade.



Jesus resumiu a mensagem de Eclesiastes e a própria questão na seguinte frase: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mc 8.36)



Poema Tirado de uma Notícia de Jornal - Manuel Bandeira



João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número. Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

Se até em Pasárgada o amigo do rei encontra tristeza, o que dizer então de um "João Ninguém"? João Gostoso só é notícia quando morre tragicamente. Aquela música de Chico Buarque intitulada “Contramão” parece descrever uma cena semelhante, onde o operário acaba morrendo "na contramão atrapalhando o trânsito".


Bandeira, com maestria, descreve no primeiro verso a triste e dura vida do "João Gostoso". Repare que o primeiro verso é longo em relação aos demais, principalmente em relação aqueles versos curtos de uma só palavra que descrevem os momentos de prazer do indivíduo: "bebeu", "cantou" e "dançou". "João" é nome comum. Nada se diz a respeito de seu sobrenome. "Gostoso" é o apelido. Em outras palavras trata-se de um "João Ninguém" para o mundo da mídia que costuma exaltar e noticiar apenas as grandes personalidades. O João Gostoso só aparece na mídia quando morre. Muito provavelmente porque sua morte foi um suicídio, fruto de seu desespero, e também porque aconteceu num lugar chique! Ele viveu no morro, morou num barracão sem número, mas morreu na "Lagoa Rodrigo de Freitas". A tal "lagoa", sim, tem nome e sobrenome! Não é de admirar que Bandeira em tão poucas linhas consiga retratar a tristeza de toda uma vida, que simboliza a de tantos, e, não apenas isto, mas também a crueldade e a injustiça de nossa sociedade?! Até aí, temos de concordar com Bandeira. Ele é feliz no diagnóstico, mas para por aí. Bandeira não apresenta o remédio e nem nos dá esperança, ele apenas descreve, de um modo poético, o grave problema.



No entanto, o autor de Eclesiastes vai mais adiante, primeiro, por ressaltar que a aparente vantagem do rico sobre o pobre se desfaz diante da morte que iguala a todos: "Tudo caminha para um mesmo lugar: tudo vem do pó e tudo volta ao pó" (3.20); a tragédia da morte leva a conclusão de que é melhor ser um pobre vivo do que um rei morto (9.4). Além disto, Eclesiastes nos quer conduzir a Deus: "Lembra-te do teu criador!" (Ec 12.1). Realmente, a vida vivida sem Deus é caracterizada por injustiças, sofrimentos, tristezas, e desespero, não parecendo fazer sentido. Mas, em Deus, encontramos salvação, paz, alegria e esperança. Passamos a encarar tudo na vida a partir do prisma da eternidade, o que dá ânimo e força para viver melhor a vida no presente, pois cada copo com água que venhamos a dar a alguém se reveste de significado eterno, não é vão no Senhor: “E qualquer que tiver dado só que seja um copo d’água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão” (Mt 10:42 e ver também 1 Co 15.8). Encontramos em Deus nossa vocação como agentes do Reino de Deus, como testemunhas de Cristo (Mt 4.19; Mt 28.18-20; At 1.8).



O autor de Eclesiastes fala da vaidade da vida vivida debaixo do sol. Pois, se Deus não existisse e se tudo se resumisse ao aqui e agora, então, a vida não faria sentido e tudo seria vaidade. Já, Jesus, em Mc 8.36, resume a mensagem de Eclesiastes, fazendo alusão ao verso 1.3, dizendo: “Que proveito há em alguém ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”. Verdadeira paz e felicidade só encontramos em Deus, como bem ressaltou Agostinho de Hipona: "Tu nos fizestes para Ti, ó Deus, e inquieta estará a nossa alma até que repouse em Ti"... "Quando eu estiver todo em Ti, não mais haverá tristeza nem angústia; inteiramente repleta de Ti, a minha vida será vida plena"!

Fernando Pessoa

Já Fernando Pessoa não era pessimista e individualista como Manuel Bandeira, pois ele foi um idealista. Embora seus ideais de vida sejam nacionalistas e não tenham, aparentemente, nada a ver com o Evangelho, ele parece ter bebido da fonte de inspiração cristã para compor alguns de seus mais belos poemas. Só como exemplo, observe as semelhanças existentes entre as frases de Jesus registradas em Marcos 8:34-37 e alguns versos deste admirável poeta.


Jesus, dirigindo-se aos que queriam segui-lo, deixou claro que o sacrifício não seria pouco: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8.34), pois a vida plena e verdadeira só pode ser encontrada através da renúncia da vida mesquinha e rasteira. E Pessoa diz algo semelhante nos célebres versos do poema “Navegar é preciso”:


... Viver não é necessário; o que é necessário é criar.

Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.

Só quero torná-la grande,

Ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;

Ainda que para isso tenha de a perder como minha...


Jesus desafia seus discípulos a tomarem suas cruzes para segui-lo. Pessoa também fala sobre o doloroso martírio: "ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo". E não para por aí na descrição do alto custo implícito na frase “Navegar é preciso”:


MAR PORTUGUÊS


...Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor...


Fernando Pessoa sabe que tamanho sacrifício parece loucura aos olhos de muitos, por isto escreve:


QUINTA / D. SEBASTIÃO, REI DE PORTUGAL

Louco, sim, louco, porque quis grandeza

Qual a Sorte a não dá.

Não coube em mim minha certeza;

Por isso onde o areal está

Ficou meu ser que houve, não o que há.


Minha loucura, outros que me a tomem

Com o que nela ia.

Sem a loucura que é o homem

Mais que a besta sadia,

Cadáver adiado que procria?

Muitos consideraram loucura a atitude dos discípulos de abandonarem tudo para seguir a Jesus. A cruz sempre foi “escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (1Co 1.23). Uma alma pequena não está disposta a pagar o preço. Ela pensa que seria um desperdício e que não valeria a pena correr o risco, pois para ela o que conta mesmo é aquela máxima: “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”. No entanto, o que se acovarda, jogando na retranca em defesa de sua vida, acaba, de fato, perdendo-a, por viver muito aquém do seu potencial, ao ponto de merecer ser descrito como “cadáver adiado que procria”. Portanto, navegar é preciso em busca do seu grande ideal, meramente viver não é preciso!vocação do homem vai além da mera existência, pois ele é muito “mais que a besta sadia”!


Jesus também diz que o sacrifício é algo que "vale a pena", mas não por causa das conquistas e glórias do Reino de Portugal, "pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mc 8.36). Para Cristo, a renúncia e o sacrifício valem a pena, por uma causa de um Reino e uma glória muito superiores, cujos dividendos ultrapassam os limites da morte, estendendo-se pela eternidade a fora: "quem perder a vida por causa de mim e do evangelho, salva-la-á". (Mc 8:35).

Conclusão:

Manuel Bandeira, Fernando Pessoa e Eclesiastes falam sobre uma vida à toa, uma vida de vaidades. Bandeira e Pessoa não cogitam de Deus, falam da vida apenas em termos do aqui e agora. A diferença básica é que Bandeira é hedonista e pessimista, enquanto Pessoa é idealista e otimista, buscando grandeza em viver por causas mais nobres e humanitárias, seu pessimismo se restringe ao indivíduo que vive para si mesmo.

O autor de Eclesiastes fala da vaidade da vida vivida debaixo do sol, quer o indivíduo seja hedonista, quer seja idealista. Não é que não exista diferença entre um e outro; Parece mais sublime a vida do idealista. Mas, se Deus não existisse e se tudo se resumisse ao aqui e agora, então, a vida não faria sentido e tudo seria vaidade. Já, Jesus, em Mc 8.36, resume a mensagem de Eclesiastes, fazendo alusão ao verso 1.3, dizendo: “Que proveito há em alguém ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”. Verdadeira paz e felicidade só encontramos em Deus, como bem ressaltou Agostinho de Hipona: "Tu nos fizestes para Ti, ó Deus, e inquieta estará a nossa alma até que repouse em Ti"... "Quando eu estiver todo em Ti, não mais haverá tristeza nem angústia; inteiramente repleta de Ti, a minha vida será vida plena"!
Jesus oferece uma vida abundante (Jo 10.10). Paulo, em 1 Cor 15.58, concluindo o capítulo que trata sobre a esperança da ressurreição, encoraja os cristãos a continuarem vivendo uma vida plena, pois vale a pena devido a grande recompensa final: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é em vão”. Sendo assim, não é em vão e nem é é à toa a vida e o trabalho de alguém que está em Cristo. E, neste mesmo sentido, o autor de Eclesiastes termina seu livro dizendo que é dever de todo homem temer a Deus, advertindo para o dia do Juízo Final. Diante desta perspectiva, sob o prisma da eternidade e das promessas bíblicas, cada ato cristão, desde o mais singelo como dar um copo d’água para alguém, se reveste de grande significado. Nisto vemos como uma dona de casa cristã, por exemplo, pode viver uma vida abundante, cheia de fé, dando testemunho de Cristo no convívio com seu marido, na criação de seus filhos, na caridade praticada aos vizinhos dentro de suas próprias possibilidades. Sua vida é um sinal do Reino! Não podemos nunca desprezar a manifestação do Reino de Deus nas pequenas coisas da vida como aprendemos na parábola que compara o Reino a um grão de mostarda (Mt 13). Não ignore o potencial daquilo que parece ínfimo, pois é do pequeno que se faz o grande! Cinco pães e dois peixinhos são insignificantes para alimentar uma multidão de mais de 5 mil pessoas, mas Jesus os recebe com gratidão, como sinais da providência divina, e bem sabemos qual o resultado disto! A grandeza da existência humana não pode ser devidamente apreciada sob o prisma materialista, pois só da perspectiva divina é que pe possível dimensionar o valor de cada ato humano.
Então, vivamos uma vida que realmente valha a pena, de tal modo que, no final, sejamos capazes de dizer como o Apóstolo Paulo: "Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé" (2 Tm 4.7). Busquemos o Reino de Deus em primeiro lugar, ajuntando tesouros no céu, dando testemunho cristão em todas as circunstâncias. Lembrando que, quer estejamos na escola, quer no ambiente de trabalho, ou em qualquer outro lugar, não estamos ali por acaso ou somente para aprender, conquistar nosso ganha pão ou por mera distração, pois o motivo maior é o de servirmos como testemunhas de Cristo em todo tempo e lugar, como uma presença abençoadora, cumprindo nossa missão como sal da Terra e luz do Mundo (Mt 5.14-16), conscientes de que uma vida à serviço do Criador jamais será à toa (1Co 15.58).

Por Bispo José Ildo Swartele de Mello
http://escatologiacrista.blogspot.com/

Veja também:

Mensagem sobre poesias de Fernando Pessoa comparadas com a mensagem de Cristo: http://imeldemirandopolis.blogspot.com/2009/03/poesias-de-fermamdo-pessoa-e-mensagem.html

e Poesias de Bandeira à luz de Eclesiastes: http://imeldemirandopolis.blogspot.com/2009/04/poesias-de-manuel-bandeira-luz-de_03.html

sexta-feira, 20 de março de 2009

Mensagens do Bispo


MENSAGENS DO BISPO ILDO



    ESCATOLOGIA CRISTÃ - ESTUDOS DO BISPO ILDO

    1. Apresentação
    2. Questões Tribulacionistas - Introdução
    3. Quantos Povos de Deus existem? (Dispensacionalismo)
    4. A Igreja Passará Pela Grande Tribulação?
    5. O templo judaico deverá ser reconstruído de novo?
    6. A Segunda Vinda de Cristo é iminente?
    7. O Arrebatamento Será Secreto?
    8. Setenta Semanas de Daniel
    9. As Sete Igrejas do Apocalipse
    10. Laodiceia, a sétima igreja do Apocalipse
    11. Conclusão a Respeito das Questões Tribulacionistas
    12. Questões sobre o Milênio - Introdução
    13. Objeções ao Premilenismo
    14. Milênio: Interpretação de Apocalipse 20
    15. Milênio: A Natureza do Reino de Deus
    16. Trindade, Reino de Deus e Missão Integral
    17. O Mistério do Reino de Deus - “já e ainda não”
    18. O Rei Jesus, seu Reino e a Missão da Igreja
    19. O Exercício do senhorio de Cristo na era presente
    20. A Escatologia, O Espírito Santo e A Missão da Igreja
    21. O Espírito Santo, a Criação e a Nova Criação
    22. O Espírito Santo, o Reino de Deus e a Missão de Cristo
    23. O Espírito Santo, o Reino de Deus e a Missão da Igreja
    24. Reino de Deus e a Missão da Igreja
    25. A vida e a missão de Jesus como modelo para a Igreja
    26. Realismo não deve sufocar o bom ânimo
    27. O Reino, A Cruz e a Missão da Igreja
    28. A Encarnação de Cristo e a Missão da Igreja
    29. Senhorio de Cristo e a Missão da Igreja
    30. A Ressurreição de Cristo e a Missão da Igreja
    31. Desafios sociais que a Igreja encara hoje
    32. O desafio do cristianismo frente à esta sociedade de Consumo
    33. Estilo de vida simples por amor a justiça do Reino
    34. Resgatando a Cruz na espiritualidade evangélica
    35. Os poderosos recursos da Palavra e Oração
    36. As Duas Testemunhas de Apocalipse
    37. Os três gemidos de Romanos 8
    38. A Missão da Igreja e a conversão
    39. Boas Obras para edificação do Reino
    40. A Missão da Igreja e Envolvimento Político
    41. Wesley, exemplo histórico do valor de uma boa escatologia
    42. Wesley, exemplo de vida simples em prol da caridade
    43. Wesley, o impacto social de sua escatologia
    44. Wesley, sua luta contra a Escravidão
    45. Wesley, grupos pequenos como modelo da cultura do Reino
    46. Wesley e a participação dos leigos na expansão do Reino
    47. Conclusões sobre o Milênio

    MENSAGENS DO BISPO ILDO PUBLICADAS NO SITE EVANGÉLICA.COM.BR


    1. A CONVERSÃO DE ZAQUEU
    2. A CURA DO CEGO BARTIMEU
    3. A DOUTRINA DA SANTIFICAÇÃO-
    4. A IGREJA PRECISA DE RE... -
    5. A LIBERTAÇÃO DO ENDEMONIADO GADARENO
    6. A MELHOR HOMENAGEM QUE SE PODE PRESTAR AO PASTOR
    7. A MISSÃO DA IGREJA
    8. A SEGURANÇA DO TEMOR
    9. A SERVIÇO DO REINO
    10. A TEOLOGIA DA RESTITUIÇÃO E DO DIREITO DO CRENTE
    11. AGÁPE - O AMOR COMO O SUPREMO DOM DO ESPÍRITO
    12. ANSEIOS PARA O ANO NOVO
    13. APAIXONADO DE NOVO POR JESUS
    14. APRENDENDO A EVANGELIZAR - ALGUMAS DICAS
    15. APRENDENDO A ORAR
    16. As SETE CARTAS DO APOCALIPSE
    17. BATALHA ESPIRITUAL
    18. BATISMO E DONS DO ESPÍRITO SANTO
    19. BOA NOVA DE GRANDE ALEGRIA - NATAL
    20. BOAS OBRAS PARA EDIFICAÇÃO DO REINO
    21. BUSCANDO DE TODO O CORAÇÃO
    22. BUSCAR AS COISAS DE DEUS EM PRIMEIRO LUGAR
    23. CABE AOS PAIS ESCOLHER A RELIGIÃO DOS FILHOS?
    24. CARACTERÍSTICAS DAS PESSOAS SECULARES
    25. CASAMENTO: AMOR ROMÂNTICO NÃO BASTA
    26. CELEBRAÇÃO DA DISCIPLINA
    27. CHARISMATA - DONS DO ESPÍRITO
    28. CIRCUNSTÂNCIAS X REALIDADE
    29. COMO APROVEITAR AO MÁXIMO O SEU TEMPO E POTENCIAL
    30. COMO VENCER CRISES
    31. CONCLUSÕES SOBRE O MILÊNIO
    32. CRIADOS POR DEUS E PARA DEUS
    33. DE VOLTA PRO MEU ACONCHEGO!
    34. DEVOÇÃO DE PAULO AO MINISTÉRIO
    35. DIFICULDADES PARA O CRESCIMENTO DA IGREJA
    36. DISCERNIMENTO ESPIRITUAL
    37. DÍZIMOS E OFERTAS
    38. DOMINGO DE RAMOS!
    39. DONS DO ESPÍRITO - 1 CO 12
    40. DONS ESPIRITUAIS
    41. DONS ESPIRITUAIS (AGAPE)
    42. DONS ESPIRITUAIS (CHARISMATA)
    43. DONS ESPIRITUAIS (PNEUMATIKA)
    44. ECLESIA - IGREJA EM FOCO
    45. EM BUSCA DAS MULAS PERDIDAS
    46. ENFRENTANDO CRISES NO CASAMENTO
    47. ENTENDES O QUE LÊS?
    48. ESTA IGREJA AMA VOCÊ!
    49. ESTILO DE VIDA SIMPLES POR AMOR À JUSTIÇA DO REINO
    50. ESTUDO EM COLOSSENSES
    51. ÉTICA PASTORAL
    52. EXPERIMENTE O NATAL
    53. FALANDO SOBRE SEXO
    54. FELICIDADE NO CASAMENTO - O PÁSSARO AZUL
    55. G12 - UMA PALAVRA DE ALERTA
    56. IGREJA, ORGANISMO OU INSTITUIÇÃO?
    57. INTEGRAÇÃO SEGUNDO O NOVO TESTAMENTO
    58. JESUS E OS MARGINALIZADOS - GRAÇA
    59. JESUS, NOSSO MODELO, VOCAÇÃO E INSPIRAÇÃO MISSIONÁRIA
    60. LIDERANÇA CRISTÃ - 1
    61. LIDERANÇA CRISTÃ - 2
    62. LIQUIDAÇÃO! 900 REAIS POR UMA UNÇÃO FINANCEIRA!" -
    63. MALDIÇÃO HEREDITÁRIA
    64. MENSAGEM AO CRENTE GABRIELA
    65. MENSAGEM AOS PASTORES
    66. MÉTODOS CONTEXTUAIS DE EVANGELISMO - 2
    67. MÉTODOS CONTEXTUAIS DE EVANGELISMO-1
    68. MISSÃO INTEGRAL
    69. NÃO DEPENDE DE NÓS
    70. NÃO É SÓ SORRISOS
    71. NÃO HÁ ATALHO PARA A BÊNÇÃO
    72. NOSSA HERANÇA WELEYANA
    73. O "NUMINOSO"
    74. O CAMINHO PARA UMA VIDA SANTA
    75. O CRISTÃO E O CONSUMISMO
    76. O ESPÍRITO SANTO, A CRIAÇÃO E A NOVA CRIAÇÃO
    77. O NATAL PROVOCA REAÇÕES DIVERSAS
    78. O PECADO DE MOISÉS
    79. O PLANO MESTRE DE EVANGELISMO
    80. OS DONS E A IGREJA
    81. OS PODEROSOS RECURSOS DA PALAVRA E ORAÇÃO
    82. OS TRÊS GEMIDOS DE ROMANOS 8
    83. OS TRÊS P(s) DO CHAMADO PASTORAL
    84. PNEUMÁTICA - MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO (NOVO)
    85. POESIAS DE FERNANDO PESSOA E A MENSAGEM DE CRISTO (NOVO)
    86. POESIAS DE MANUEL BANDEIRA À LUZ DE ECLESIASTES
    87. PREGAÇÃO BÍBLICA
    88. PROPOSTA INDECENTE
    89. PROVIDÊNCIA DIVINA
    90. QUAL É A FORMA CORRETA DE BATISMO?
    91. RESGATANDO A CRUZ NA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ - 1
    92. RESGATANDO A CRUZ NA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ - 2
    93. RESGATANDO A CRUZ NA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ - 3
    94. RESGATANDO A CRUZ NA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ - 4
    95. RESGATANDO A CRUZ NA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ - 5
    96. RESGATANDO A CRUZ NA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ - 6
    97. RESGATANDO A CRUZ NA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ - 7
    98. RESGATANDO A CRUZ NA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ-8
    99. RESPONDENDO ÀS CRÍTICAS AO ARTIGO QUE ESCREVI
    100. SANTIFICAÇÃO, DONS, TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, LIVRE ARBÍTRIO E PREDESTINAÇÃO
    101. SE DEUS É ONIPOTENTE POR QUE EXISTE O MAL NO MUNDO?
    102. SENDO SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO
    103. TEMPLO E CORPO - UNIDADE DA IGREJA
    104. TEOLOGIA DA PROSPERIDADE
    105. TEOLOGIA DOS REFORMADORES
    106. UM EXCEPCIONAL TIO CHAMADO BUBI
    107. UNS AOS OUTROS NO NOVO TESTAMENTO
    108. VINHO NOVO, ODRES NOVOS


    Temas