segunda-feira, 30 de março de 2009

Mordomia Cristã

Por Marcelo Freitas


1º Mordomia Cristã – Introdução

1 Pe 4.10 e 11; 1 Co 4.1 e 2

A palavra mordomia sofreu, ao longo dos anos, uma deturpação devido ao seu mau uso. Esta palavra é usada como regalias e favores concedidos, especialmente pelos governos, a alguns funcionários públicos. Ou ainda, quando pensamos em mordomo, pensamos num romance ou filme policial em que o mordomo sempre é o criminoso. Estes não são o sentido bíblico da mordomia cristã.


1. SIGNIFICADO DA PALAVRA MORDOMO:

A palavra mordomo, em português, vem do latim majordomus, que tem o mesmo significado do grego oikonomos (oikos, casa, e nomos, governo). Major, em latim, é maior ou principal, e domus, casa, a casa com tudo que ela contém e significa. Assim mordomo é o principal servo, o que administra a casa do seu senhor.

Alguns mordomos na Bíblia: Eliézer (Gn 24.2) e José (Gn 39.4-6).


2. CONCEITO BÍBLICO DA MORDOMIA:

É o reconhecimento da soberania de Deus, a aceitação do nosso cargo de depositários da vida e das possessões, e administração das mesmas de acordo com a vontade de Deus”


3. BASE BÍBLICA DA MORDOMIA CRISTÃ:

a) Deus é dono de tudo e de todos:

Do universo: Gn 1.1; 14.22; l Cr 29.l3-l4; Sl 24.l; 50.10-12.

Do homem:
por direito de criação: Is 42.5
por direito de preservação: At l4.l5-l7 e At 17.22-28
por direito de redenção: 1 Co 6.l9e20; Tt 2.l4 e Ap 5.9

b) O homem é o mordomo - Gn 1.28; 2.l5 e Sl 8.3-9.

CONCLUSÃO:

A mordomia cristã estabelece como verdade que Deus é o Senhor, o Dono de tudo quanto existe na terra e no céu e concedeu ao homem o privilégio e responsabilidade de administrar. Os homens não são os donos, mas mordomos.

“Além disso requer-se nos despenseiros (ou mordomos) que se ache fiel.”


2º Mordomia dos Bens

Ec 5.19

As pessoas quando falam acerca dos seus bens materiais, quase sempre, tratam deste assunto como algo secular sem valor espiritual. Não deve ser assim.


1. O QUE A BÍBLIA FALA DOS BENS MATERIAIS?

  • Deus é o dono dos nossos bens – Ex 19.5 e 6; Sl 24.1 e Ag 2.8.

  • A capacidade de adquirir os bens vem de Deus – Dt 8.15-18, I Cr 29.12 e Ec 5.19.

  • Os bens tem duração limitada – Sl 39.6, Sl 49.16 e 17, I Tm 6.7.


2. MAU USO DOS BENS MATERIAIS

  • Quando os bens são adquiridos de forma desonesta – Pv 11.1, Rm 12.17, I Pe 2.1.

  • Quando deixa de ser servo para ser senhor do homem – Mt 19.23, Lc 16.13, I Tm 6.10

  • Quando leva o homem a esquecer-se de Deus – Dt 8.11-14.

  • Expõe o homem a grandes tentações – Mt 13.22 e I Tm 6.9.


3. BOM USO DOS BENS MATERIAIS

  • Quando são usados para a glória de Deus – I Co 10.31. “O dinheiro não pode subir aos céus, mas pode realizar coisas celestiais na terra.”

  • Quando os valores espirituais tem a primazia – I Rs 3.11-13, Mt 6.33.

  • Quando a ajuda ao próximo é lembrada – Mt 25.31-40, At 4. 34 e 35 e I Tm 6.17-19.

  • Termos um estilo de vida simples – I Tm 6.7-10, Mt 8.20.


CONCLUSÃO

Como estudamos, os bens devem ser encarados sob o ponto de vista divino. Desta forma consagraremos os mesmos e o usaremos de forma agradável a Deus. Certa vez, Richard Foster disse que devíamos carimbar tudo o que temos com o seguinte lembrete: “Dado por Deus, prioridade de Deus, para ser usado para os propósitos de Deus.”



3º Mordomia dos Dízimos

Pv. 3.9 e 10

A palavra dízimo quer dizer “décima parte”. Portanto devolver a Deus a décima parte do que se ganha é dizimar. É importante entender que o dízimo deve ser uma atitude de entrega pessoal e gratidão. Não basta a devolução do dízimo. Temos que entregar a nossa vida, o nosso coração no altar de Deus. Não devemos devolver este como pagamos uma mensalidade, contas de luz e água, prestações de eletrodomésticos com medo de ter o nosso nome no “SPC divino”. A motivação que nos leva a dizimar não é o medo, mas o amor a Deus.


1. DÍZIMO NO VELHO TESTAMENTO

  • A prática do dízimo é anterior a lei mosaica – Gn 14.18-20 e 28.18-22. Cerca de duzentos e cinqüenta anos depois de Jacó em Betel, Deus orientou a Moisés instituir o dízimo na lei.

  • Foi incorporada na lei mosaica – Lv 27.30.

  • Foi ensinada pelos profetas – Ml 3.8-12


2. DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO

  • Jesus falou do dever de dizimar – Mt. 23.23 e Lc 11.42.

  • Melquisedeque como tipo de Cristo – Hb 7.1-10. No Novo Testamento fica claro que o dízimo é o referencial mínimo para a contribuição: Mt 5:20, Mc 12.41-44; At 2.44-45 e 4.32-37, II Co 8.1-5, I Co 16.2 e Jo 6.9


3. FINALIDADE DO DÍZIMO

  • Manutenção da Igreja – Ml 3.10

  • Sustento dos obreiros – II Cr 31.4-6 e II Co 9.10-14


CONCLUSÃO

Deus é dono de todos os nossos bens. “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos.” Ele nos pede para devolver o dízimo dando este como referencial mínimo. Ele nos ensinou “melhor dar do que receber.” Aquele que não tem o dinheiro como ídolo e, pelo contrário, serve com este, tem como conseqüência (não é troca) bênçãos dadas por Deus. “...Fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança.”



4º Dízimos e Ofertas

Malaquias 3:8-10 e Mateus 25:14-30 (Parábola dos Talentos)


I - O QUE É DÍZIMO?

R = É 10% (dez por cento) ou 1/10 avos.

Deus é muito bom, de 100% Ele permite que fiquemos com 90%, nos pede apenas 10%!

Não é OFERTA! Oferta é tudo aquilo que damos além do dízimo.


II - NÓS SOMOS MORDOMOS DO SENHOR

Mordomo é o Administrador de Bens Alheios

Tudo o que temos, na verdade, não é nosso - É do Senhor!

I Cor 10:26 “Porque do Senhor é a terra e a sua Plenitude”

Ageu 2:8 “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos.”

SL 50:10 “Porque meu é todo o animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas. Conheço as aves dos montes e minhas são todas as feras do campo...”

Col 1:16 “... tudo foi criado por meio dele e para Ele.”

Gn 2:15 - “E tomou o Senhor Deus ao homem e o pôs no Jardim do Éden para o lavrar e guardar.” - Deus não deu o jardim ao homem, pôs o homem no jardim para o lavrar e guardar...

Mt 25:14-30 - Na parábola dos talentos vemos que o Senhor entregou os talentos para os servos administrarem... Mas tarde o Senhor volta para pedir contas de tudo!


III - TUDO O QUE TEMOS VEM DO SENHOR

I CRÔNICAS 29:14
Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.

Os 2:8-9 “Ela, pois, não soube que eu é que lhe dei o grão, e o vinho, e o óleo, e lhe multipliquei a prata e o ouro... Portanto, tornar-me-ei e reterei a seu tempo o meu grão, e o meu vinho; e arrebatarei a minha lã e o meu linho...”


IV - UM DIA TEREMOS QUE PRESTAR CONTAS

É o que aprendemos na Parábola dos Talentos - Mt 25:14-30

Rm 14:12 “Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.”

II cor 5:10 “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo...”

Prestaremos conta de TUDO! Dos dízimos (10%) e até mesmo dos restantes 90% que também não é nosso! (somos apenas mordomos...)


V - O DÍZIMO É BÍBLICO


A) NO VELHO TESTAMENTO

1) No Éden - Já vemos o princípio do dízimo quando o Senhor separou uma árvore para Ele.

2) Abraão dizimou - Gn 14:20 - Note que Abraão não viveu debaixo da Lei e sim da Graça - Gál 3:17.

3) Jacó dizimava - Gn 28:20-22 - também viveu antes da lei!

4) Melquisedeque (Sacerdote) recebia dízimos - Hb 7:1-2 - antes da lei!

5) O dízimo foi depois incluído na Lei - Lv 27:30-32 - Nm 18:21-24 - Dt 14:22-29 “O dízimo será santo ao Senhor” - Os que costumam dizer que não dão o dízimo porque é coisa da lei, saibam que Jesus afirmou que a Lei não foi revogada “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir” - Mt 5:17 ( leia até o verso 20).

6) Salomão, que foi o homem mais sábio da terra, afirmou: - “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.” (Prov 3:9-10).


B) NO NOVO TESTAMENTO:

1) Em Jesus foi restaurado o tempo da graça (que existiu no tempo de Abraão) - e a graça não exclui o dizimar...

2) O Novo Testamento não anula, cancela ou revoga o V.T. apenas modifica ou adiciona... E não alterou a lei do dízimo!

3) Exemplos: O Fariseu da parábola (Lc 18:12) - Os fariseus em geral (Mt 23:23).

6) Jesus ratificou a prática do dízimo:

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” - Mt 5:20

Exceder significa fazer tudo de correto que eles faziam e muito mais.

Ai de vós escribas e fariseus hipócritas, pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé. Deveis porém fazer estas coisas e não omitir aquelas.” - Mt 23:23

Estas coisas” deveis fazer... ( praticar o juízo, a misericórdia e a fé ) e “Não omitir aquelas” = ( dar o dízimo )

8) Cristo é Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque - SL 110:4 - Hb 7:17,21. Melquisedeque recebia dízimos de Abraão...Cristo recebe dízimos dos filhos de Abraão... (nós somos filhos na fé de Abraão)

9) Outros textos em que Cristo aprova a contribuição financeira e reprova a avareza: Aprovou a oferta da viúva pobre Lc 21:1-4; Lc 11:42; Lc 12:15,22-31,42-44; Lc 16:1,2,10-12; Lc 18:18-23; 29-30; Lc 19:11-27


VI - DESCULPAS INFUNDADAS ( QUE DEUS JAMAIS ACEITARÁ! )

  1. NÃO ENTREGO O DÍZIMO MAS DOU OFERTAS” - Lv 27:30-32 “ O dízimo é santo ao Senhor” - A lei não foi revogada! Mal 3:8 diz que quem não dizima rouba a Deus - Uma oferta não substitue o Dízimo!

  2. EU ADMINISTRO O MEU DÍZIMO...” - Errado! Está escrito: “Trareis à Casa do Tesouro” - Deve ser entregue na Igreja onde se é membro ou participante;

  3. NÃO DOU O DÍZIMO PORQUE GANHO POUCO” - Injustificável... Sendo o dízimo percentual, ele é proporcional... É cálculo justo, igual para todos (10%).

  4. NÃO DOU PORQUE NÃO SOBRA” - O Dízimo deve ser “primícia” para Deus. Deve ser o primeiro pagamento quando recebemos o nosso salário. Deve ser dado pela fé! Deus está em primeiro lugar, e deve ocupar o primeiro lugar na sua vida, e também no seu orçamento.

  5. NÃO CONCORDO COM A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA”

- Ao entregar o dízimo, o estamos entregando para Deus...

- Os Administradores dos recursos de Deus, terão que prestar contas da sua administração...

- E você prestará contas do que não deu!

- concordando ou não, devemos entregar o dízimo na igreja onde somos membros ou participantes.



VII - UMA TERRÍVEL VERDADE:

Deus não permite que o crente use o dinheiro do dízimo em seu próprio benefício! Deus promete bênçãos, mas também maldição!

Agora veja que terrível verdade está em Ageu Cap. 1:2-11 - Leia!

O muito que você espera se tornará pouco... O dinheiro vai estar sempre faltando na sua vida, não vai render!

É como se você pegasse todo o seu salário e pusesse em um saco, e, segurando-o pela boca, vai levando a bolada para casa... Só que o “saco” está furado, e o dinheiro perde-se todo pelo caminho.

A terra retém seus frutos... O Céu o seu orvalho!

SACO FURADO NA VIDA DO CRENTE É...

- médico, farmácia, hospital, batida do carro, ladrão, etc.



VIII - BÊNÇÃOS PARA OS DIZIMISTAS

Fazei prova de mim se eu não vos abrir as janelas do céu... e derramar bênçãos sem medida”

Faça prova, decida ser dizimista a partir de hoje



CONCLUSÃO

Se há dívida acumulada (dízimos atrasados) - Ele perdoa! Ele perdoa “todos” os teus pecados...

Faça um propósito de dar o dízimo a partir de hoje! ( e se puder, dê também os atrasados...)


5º Sabedoria Financeira

Pra quem já é Dizimista...


Lc 16:11 – “Assim, se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas?”


- Através do discernimento e da aplicação dos princípios transmitidos por Deus podemos manejar nossas finanças em mundo confuso e instável.


Mc 12:17 – “Então Jesus lhes disse: Dêem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”


- Muitos cristãos tentam lidar com seu dinheiro somente conforme os padrões da economia mundial, idealizada por economistas. A solução, contudo, está em alinhar nossas finanças ao plano econômico de Deus.


3 princípios do plano econômico de Deus:

1º A PRIORIDADE DO DINHEIRO

Estabelecer prioridades é muito importante em todas as facetas de nossa vida, mas assume proporções absolutamente imprescindíveis quando de trata de dinheiro.


Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8:36)


A maioria de nós não coloca, conscientemente, o dinheiro acima de tudo; contudo, nosso Deus que é sábio e amoroso, sabendo que o mundo faria uma tremenda pressão sobre nós fez várias referências sobre o assunto em Sua Palavra.


1Tm 6:10 “Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. É preciso frisar que o dinheiro em si não é o problema básico aqui destacado. O amor ao dinheiro, esse sim é o grande algoz dos que se deixam seduzir e dominar por ele.


Muitas famílias enfrentam sérias dificuldades tentando manter o mesmo padrão elevado do vizinho.

Não é incomum um cristão sentir inveja de alguém que tenha prosperado financeiramente.

Alguns chegam a falir na luta que travam para manter um padrão semelhante ao fulano ou beltrano.

Outros vivem infelizes e frustrados, porque por mais que se esforcem, não alcançam a mesma prosperidade.


A grande maioria de nós não terá dinheiro suficiente para adquirir tudo o que julga necessitar, daí serão muitas empreitadas iniciadas e abandonadas pela metade, jogando dinheiro fora e acabamos nem mesmo conseguindo contribuir como gostaríamos com as causas e ministérios que conhecemos.


Para manejarmos nossos recursos segundo as prioridades divinas, precisamos orar incessantemente para que o Senhor nos mostre quais são elas. Isto nos levará a exercer o 2º princípio.


2º A DISCIPLINA DO DINHEIRO

Jesus disse em Lc9:23 “...Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me”.


Esta declaração define a disciplina cristã que é totalmente necessária quando se trata de dinheiro.


O mundo nos tenta sem cessar. Orgulho, avareza, cobiça, sempre se insinuam ao nosso coração.


Uma das formas em que somos tentados é a gastar para auto-satisfação imediata. (VISA – “Porque a vida é agora!”)


Temos dificuldade para compreender as variadas formas de tentação. Uma delas, sutil e mortal, que até arruína casamentos, é a dívida. Vivemos em uma sociedade que já se acostumou e praticamente é dominada por ela.


A engenhosa imaginação publicitária inventou a facilidade que se tornou síndrome: “Compre agora, pague depois”. Fácil, atrativo e destrutivo.


Os cartões de crédito são pequenos retângulos plásticos de tentação. E, invariavelmente, ficamos endividados quando compramos uma casa, um carro, móveis ou aparelhos domésticos.


Conforme Rm13:8 “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros...”.


Não é pecado ter uma conta a pagar em uma loja, utilizar o cartão de crédito ou o crediário, desde que as mensalidades sejam pagas em seu vencimento.


Por outro lado, é pecado a dívida a crédito quando sabemos que não poderemos saldá-la no final do mês.


Regularmente, muitas famílias se comprometem a pagar despesas fixas além de sua renda mensal.


Tais despesas são pagamentos obrigatórios que fazem mensalmente durante um certo tempo: curto, médio ou longo. Exemplo: prestação de uma casa, de um carro ou empréstimo bancário.


Ao somar as despesas fixas e perceber que elas chegam perto do total da renda mensal, a única constatação possível é que a família está em situação complicada e perigosa.


A vida familiar, então, começa a ficar difícil, as vezes, insuportável. Tensões, pressões e ansiedades passam a ser parceiros freqüentes do casal.

Não é de se admirar quando o problema acaba provocando o divórcio.

Tal desastre não é desencadeado da noite para o dia. As pessoas escorregam quando cedem às tentações e pressões financeiras da economia do mundo, planejada pelo mundo.

A tentação é sutil e gradativa, porém pode ser educada pela disciplina cristã.


Uma pergunta significativa que você deve fazer a si mesmo é: Que porcentagem posso gastar de minha renda mensal?


Para você não dar um passo mais largo que sua perna, pondo em risco seu casamento, segue sugestão do 3º princípio.


3º ORÇAMENTO FAMILIAR

Lc14:28 e 16:11 ensina que o planejamento financeiro é absolutamente necessário.


Para cumprir tal princípio é preciso prepara-lo. Ele não é um fim em si mesmo, mas um meio em que a família pode utilizar para alcançar estabilidade financeira.

Porém, quando um casal prepara um orçamento, isto não quer dizer necessariamente que estão obedecendo aos padrões econômicos divinos.

O orçamento é um guia, uma forma de avaliar o progresso em direção ao alvo.

No âmbito familiar, o marido e a esposa devem ser cúmplices na elaboração e cumprimento desse orçamento.

Há despesas fixas, despesas ocasionais e despesas extras.

No preparo de um orçamento alguns elementos devem ser levados em conta. Vejamos alguns passos básicos:


1-Fazer um levantamento da renda mensal líquida do casal

2-Determinar, através de oração, a quantia que deve ser separada para contribuições e ofertas mensais

3-Listar todas as despesas fixas. Podem ser definidas como fixas as despesas com aluguel, condomínio, prestação do carro, da casa, convênio médico, mensalidade escolar, etc.

4-Listar todas as despesas controláveis: Alimentação, supermercado, roupas, gás, água, luz, telefone e itens pessoais

5-Somar os passos 2, 3 e 4. A soma não pode ultrapassar o total do item 1. Idealisticamente essa soma deve ser um pouco menor que o montante da renda líquida mensal (item 1). A sobra restante entre os pontos 2, 3, 4 e 1 deve ser direcionado a investimentos, poupança, etc.

6-Listar todas as formas de despesa e quantias correspondentes num Livro Caixa

7-Guardar cuidadosamente todas as notas e recibos dos gastos durante três meses

8-Revisar e reavaliar o orçamento quando for necessário

9-Manter esse método durante seis meses. Isso ajudará a entender em que o dinheiro vem sendo gasto e a controla-lo e não ser controlado por ele.


Essa iniciativa ajuda a família a visualizar seus compromissos e contribui na busca de estabilidade e maturidade financeiras.


Ore para que o Senhor mostre quais são as prioridades que Ele tem para você e lhe dê disciplina para gastar.


Procure fazer com sua esposa ou marido um orçamento que corresponda às suas necessidades e apresente a realidade de sua situação ao Senhor.


6º Considerações finais

- Trecho do artigo Afinal de contas – www.financasparaavida.com.br

Paulo de Tarso é engenheiro civil e mestre em teologia pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Idealizador do site Finanças para a Vida e organizador do livro e do Seminário Sabedoria Financeira.


O que é o sucesso financeiro?

Entendemos que o sucesso financeiro se dá em termos de uma administração pautada em princípios que devem ser colocados em prática, independentemente da quantidade de dinheiro que conseguimos ganhar. Por exemplo, se uma pessoa tem muito dinheiro mas se esquece dos outros e olha só para suas necessidades e desejos, ela não está sendo financeiramente bem sucedida por que está relegando um princípio fundamental da administração do dinheiro, que é a generosidade. Lembro-me de que Jesus chamou de insensato uma pessoa assim (leia o relato de Lucas sobre o caso – Lucas 12.13-21). Houve, no entanto, uma viúva pobre que exerceu a generosidade mesmo possuindo muito pouco (Leia Lucas 21.1-4). O que isto que dizer? Significa que o sucesso financeiro ocorre quando estamos exercendo os princípios norteadores da boa gestão do dinheiro tais como trabalhar com excelência, poupar e investir, ser generoso, ser cauteloso no endividamento, gastar com sabedoria, entre outros. Eu acho que está é a boa notícia, a de que, independentemente do quanto ganhamos, podemos ser pessoas financeiramente bem sucedidas se colocarmos em prática estes princípios e estivermos focados em realizar o plano que nos foi proposto. Ou seja, a quantidade de posses é importante na equação do sucesso financeiro, mas há outras variáveis que necessitam ser igualmente desvendadas.
Sucesso!

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