Baseado em 1 Coríntios 12:12-31
Por José Ildo Swartele de Mello
Dois homens trabalhavam quebrando pedras na construção de um grande edifício. Foi feita a mesma pergunta a cada um deles: "0 que você está fazendo?" 0 primeiro respondeu: "Ora, estou quebrando pedras"; mas o segundo respondeu: "Estou ajudando a construir um grande edifício!”.
- Quais as lições práticas que podemos tirar da ilustração acima para a vida da igreja? E qual a relação existente entre esta ilustração e o tema dos dons do Espírito?
- Por que Paulo dedica um quarto do seu estudo sobre os dons do Espírito à questão da unidade da igreja? (Os 20 versículos deste parágrafo correspondem à aproximadamente 1/4 dos 84 versículos dedicados ao assunto dos dons).
- Ciúmes, rivalidades, arrogância, pretensões, estrelismos, individualismo, menosprezo pelos dons considerados não tão interessantes, busca de satisfação pessoal, exaltação do "eu", e negligência para com os frutos do Espírito eram Características da igreja de Corinto. 0 que fazer para não incorrermos nos mesmos erros?
O ministério da igreja é, essencialmente, a continuação do ministério do próprio Senhor Jesus Cristo. A vontade de Deus é unir todas as coisas em redor de Cristo, harmoniosamente (ver Ef. 1:10). No seio da igreja, Deus demonstra como isso pode ser feito, através da unidade do Espírito (Ef. 4:3). E o trecho de Ef. 1:23, ensina-nos que Deus utilizar-se-á da igreja como um instrumento para realizar tal plano.
0 termo grego ECLESIA ou igreja aparece por nove vezes em 1 Coríntios 14 (vs. 4, 5, 12, 19, 23, 28, 33, 34 e 35) e uma vez em 1 Coríntios 12:28. No parágrafo 12:12-31, Eclesia é definido como "0 CORPO DE CRISTO" (o vocábulo "corpo" aparece dezessete vezes neste trecho). Paulo defende que os dons espirituais só podem ser entendidos dentro do contexto da IGREJA. Os dons foram dados a cada um individualmente visando o bem comum, isto é, a edificação do CORPO DE CRISTO. Portanto, a "IGREJA" está em foco.
Em 1 Cor. 12, Paulo toma o corpo humano como metáfora e elabora a sua aplicabilidade à igreja. Ele mostra que os dons espirituais, como os diferentes membros do corpo, são diversos em qualidade e função - mas cada um tem importante e necessária contribuição a fazer ao corpo inteiro. Todos são indispensáveis.
Os dons são divinamente dados, não primariamente para abençoar a vida do recipiente individual, mas para o benefício da igreja. 0 dom não é dado para nosso deleite pessoal ou para obtermos vantagens sobre os outros, mas para servimos aos demais crentes.
Os dons não são dados para divisão, mas para a unidade do corpo. Observe que a palavra chave deste texto é "um". Paulo inicia esta carta aos coríntios fazendo uma forte exortação à unidade (1 Cor. 1: 10- 13) e, no capítulo 3, Paulo repreende as carnalidades, as divisões, os ciúmes e as contendas que haviam entre eles. E, em 11:17-34, Paulo afirma estar informado de que há divisões e partidos entre os coríntios.
Num corpo existem órgãos com mais ou menos destaque; mas estas diferenças no Corpo de Cristo são meramente funcionais e não servem de critério de qualificação hierarquica. Nenhuma parte deve sentir-se inferior ou superior com base nos seus dons ou na sua posição dentro do corpo, porque Deus mesmo foi quem dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprove. (v. 18). As diversas partes do corpo não estão em feroz concorrência entre si, mas sim, se completam harmoniosamente, por amor da totalidade, segundo a orientação da Cabeça.
V. 11 - "Um só e o mesmo Espírito” - sublinha a verdade de que os dons divergentes não visam a propósitos divinos divergentes. Os membros diferem, mas as suas diferenças não afetam o fato de que há uma unidade fundamental.
Cada um de nós tem uma função, um ministério no Corpo de Cristo, aquelas "boas obras as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas" (Ef. 2:10). Deus dará, a cada um individualmente, os dons necessários para que cada um possa estar capacitado par executar bem os seus serviços e ministérios já designados por Deus.
Vs. 15 e 16 - 0 pé pode muito bem ter ficado desalentado por sua incapacidade para exercer as complicadas funções da mão, mas "nem por isso deixa de ser do corpo". Os corpos precisam de pé como de mãos, de ouvidos como de olhos. Por melhor que sejam os olhos, o que seria do corpo se todos os seus; membros fossem olhos? Observe que Paulo coloca "0 TODO" no mais alto nível. Os membros não estão dispostos no corpo por acaso (vs. 6, 7, 11, 18, e 28).
Vs. 29 e 30 - Todas as perguntas destes dois versículos esperam um "NÃO" como resposta. 0 que nos ensina que nenhum dom em particular é destinado a todos os cristãos. Nem todos são apóstolos, nem todos profetizam, nem todos falam em línguas. Estes versículos são suficientes para provar que o dom de línguas não é o único sinal de que alguém foi batizado com o Espírito Santo. Mesmo naquela época, nem todos os que eram batizados com o Espírito Santo falavam em línguas. Os dons são dados como Deus quer, como lhe apraz e não como nós queremos.
Paulo tratou dos membros mais humildes da igreja, que achavam que, por lhes faltarem dons espetaculares, poderiam ser postos fora do corpo. Tratou também da questão dos membros que, por possuírem dons de maior destaque, menosprezavam os seus irmãos menos dotados, chegando à soberba ao pensar que podiam funcionar bem, sem as "insignificantes" contribuições dos outros não tão "espirituais" e bem dotados quanto eles. Barcley afirmou: "Sempre que começamos a pensar em nossa importância pessoal na igreja, esvai-se a possibilidade de uma obra realmente cristã".
Os dons não são dados por acaso, a revelia ou conforme a nossa própria vontade, e nem visam à interesses mesquinhos e pessoais. Deus concedeu dons com o propósito de nos capacitar para os serviços, funções ou ministérios que Ele mesmo estabeleceu e designou para nós, visando a edificação e a unidade da Igreja.
Assim, entendendo melhor a "igreja", torna-se mais fácil compreender os dons espirituais, bem como o seu uso e propósito.
0 termo grego ECLESIA ou igreja aparece por nove vezes em 1 Coríntios 14 (vs. 4, 5, 12, 19, 23, 28, 33, 34 e 35) e uma vez em 1 Coríntios 12:28. No parágrafo 12:12-31, Eclesia é definido como "0 CORPO DE CRISTO" (o vocábulo "corpo" aparece dezessete vezes neste trecho). Paulo defende que os dons espirituais só podem ser entendidos dentro do contexto da IGREJA. Os dons foram dados a cada um individualmente visando o bem comum, isto é, a edificação do CORPO DE CRISTO. Portanto, a "IGREJA" está em foco.
Em 1 Cor. 12, Paulo toma o corpo humano como metáfora e elabora a sua aplicabilidade à igreja. Ele mostra que os dons espirituais, como os diferentes membros do corpo, são diversos em qualidade e função - mas cada um tem importante e necessária contribuição a fazer ao corpo inteiro. Todos são indispensáveis.
Os dons são divinamente dados, não primariamente para abençoar a vida do recipiente individual, mas para o benefício da igreja. 0 dom não é dado para nosso deleite pessoal ou para obtermos vantagens sobre os outros, mas para servimos aos demais crentes.
Os dons não são dados para divisão, mas para a unidade do corpo. Observe que a palavra chave deste texto é "um". Paulo inicia esta carta aos coríntios fazendo uma forte exortação à unidade (1 Cor. 1: 10- 13) e, no capítulo 3, Paulo repreende as carnalidades, as divisões, os ciúmes e as contendas que haviam entre eles. E, em 11:17-34, Paulo afirma estar informado de que há divisões e partidos entre os coríntios.
Num corpo existem órgãos com mais ou menos destaque; mas estas diferenças no Corpo de Cristo são meramente funcionais e não servem de critério de qualificação hierarquica. Nenhuma parte deve sentir-se inferior ou superior com base nos seus dons ou na sua posição dentro do corpo, porque Deus mesmo foi quem dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprove. (v. 18). As diversas partes do corpo não estão em feroz concorrência entre si, mas sim, se completam harmoniosamente, por amor da totalidade, segundo a orientação da Cabeça.
V. 11 - "Um só e o mesmo Espírito” - sublinha a verdade de que os dons divergentes não visam a propósitos divinos divergentes. Os membros diferem, mas as suas diferenças não afetam o fato de que há uma unidade fundamental.
Cada um de nós tem uma função, um ministério no Corpo de Cristo, aquelas "boas obras as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas" (Ef. 2:10). Deus dará, a cada um individualmente, os dons necessários para que cada um possa estar capacitado par executar bem os seus serviços e ministérios já designados por Deus.
Vs. 15 e 16 - 0 pé pode muito bem ter ficado desalentado por sua incapacidade para exercer as complicadas funções da mão, mas "nem por isso deixa de ser do corpo". Os corpos precisam de pé como de mãos, de ouvidos como de olhos. Por melhor que sejam os olhos, o que seria do corpo se todos os seus; membros fossem olhos? Observe que Paulo coloca "0 TODO" no mais alto nível. Os membros não estão dispostos no corpo por acaso (vs. 6, 7, 11, 18, e 28).
Vs. 29 e 30 - Todas as perguntas destes dois versículos esperam um "NÃO" como resposta. 0 que nos ensina que nenhum dom em particular é destinado a todos os cristãos. Nem todos são apóstolos, nem todos profetizam, nem todos falam em línguas. Estes versículos são suficientes para provar que o dom de línguas não é o único sinal de que alguém foi batizado com o Espírito Santo. Mesmo naquela época, nem todos os que eram batizados com o Espírito Santo falavam em línguas. Os dons são dados como Deus quer, como lhe apraz e não como nós queremos.
Paulo tratou dos membros mais humildes da igreja, que achavam que, por lhes faltarem dons espetaculares, poderiam ser postos fora do corpo. Tratou também da questão dos membros que, por possuírem dons de maior destaque, menosprezavam os seus irmãos menos dotados, chegando à soberba ao pensar que podiam funcionar bem, sem as "insignificantes" contribuições dos outros não tão "espirituais" e bem dotados quanto eles. Barcley afirmou: "Sempre que começamos a pensar em nossa importância pessoal na igreja, esvai-se a possibilidade de uma obra realmente cristã".
Os dons não são dados por acaso, a revelia ou conforme a nossa própria vontade, e nem visam à interesses mesquinhos e pessoais. Deus concedeu dons com o propósito de nos capacitar para os serviços, funções ou ministérios que Ele mesmo estabeleceu e designou para nós, visando a edificação e a unidade da Igreja.
Assim, entendendo melhor a "igreja", torna-se mais fácil compreender os dons espirituais, bem como o seu uso e propósito.
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