A Jornada Cristã
§3000 As Escrituras afirmam que o propósito Deus para a humanidade, desde antes da criação, é que nós sejamos “santos e irrepreensíveis perante Ele em amor” (Efésios 1:4-ARA; 1ª Timóteo 2:4). O propósito de Deus existe desde o vazio. Antes mesmo da Criação, Seu propósito se realizou na pessoa do Filho, Jesus Cristo (Efésios 1:4; 2Timóteo 1:9). A vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo são uma clara declaração de Deus da origem, propósito e alvo que Ele tem para a humanidade. Porque “nos revelou o plano secreto que tinha decidido realizar por meio de Cristo. Esse plano é unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no céu e na terra” (Efésios 1:9-10).
A jornada cristã é uma parte deste plano, estabelecido em Cristo. A jornada cristã somente é possível por causa do eterno propósito de Deus, a redenção que Ele fez por nós em Cristo e a viva presença de Seu Espírito em nossas vidas.
Devido ao plano de Deus, a meta da jornada cristã é “sermos um na nossa fé e no nosso conhecimento do Filho de Deus. E assim seremos pessoas maduras e alcançaremos a altura espiritual de Cristo” (Efésios 4:13). O alvo da jornada cristã nesta vida é que nós devemos crescer em maturidade à semelhança de Cristo. Quando nós entrarmos na vida do porvir, nossa viagem estará completa porque aí o Senhor completará em nós a Sua imagem e semelhança, de um modo mais pleno do que é possível enquanto estamos na vida terrena: “Meus amigos, agora nós somos filhos de Deus, mas ainda não sabemos o que vamos ser. Porém sabemos isto: quando Cristo aparecer, ficaremos parecidos com ele, pois o veremos como ele realmente é” (1ª João 3:2).
Então, nós, como metodistas livres afirmamos com a Palavra de Deus que a própria meta para nossa vida cristã é esta maturidade à semelhança de Cristo que a Bíblia descreve como santidade e retidão (Mateus 5:6; 1ª Pedro 1:16). Nós reconhecemos que isto só é possível por causa da graça que Ele provê tão ricamente.
§3010 Este capítulo do Livro de Disciplina tem a intenção de descrever alguns aspectos significativos do entendimento metodista livre sobre a jornada cristã. A intenção é promover em nossas Igrejas uma compreensão do caminho da salvação, do caráter cristão e das respostas cristãs aos problemas modernos. Ele também contém alguns recursos para o discipulado cristão. Este capítulo tem as seguintes seções:
A primeira seção descreve o caminho da salvação, incluindo o processo pelo qual Deus, através da ação do Seu Espírito, torna possível aos seres humanos pecadores entrar na jornada cristã e crescer na maturidade em Cristo.
A segunda seção é uma descrição do caráter cristão genuíno e das disciplinas espirituais que alimentam e sustentam a vida cristã.
A terceira seção remete à resposta cristã a certos assuntos urgentes que são parte da vida cristã no mundo moderno e que se relacionam com Deus, conosco mesmos e com outras pessoas.
A quarta seção contém recursos para as Igrejas locais, para ajudá-las a conduzir as pessoas em um processo de discipulado rumo à maturidade em Cristo.
§3100 Esta seção, sobre o caminho da salvação, descreve o padrão metodista livre de ensino sobre a doutrina bíblica da salvação. Estes parágrafos são uma elaboração do que é afirmado nos Artigos de Religião – Salvação (veja §114-120).
Esses parágrafos representam nosso entendimento do claro ensino da Bíblia sobre o processo pelo qual Deus, através da ação do Seu Espírito torna possível aos seres humanos pecadores entrar na jornada cristã e crescer na maturidade em Cristo. O caminho da salvação é o trajeto que Deus nos preparou para iniciarmos a jornada cristã e crescermos na fé.
O caminho da salvação inclui: a iniciativa graciosa de Deus para a salvação, o despertamento para Deus, o arrependimento, a fé, a certeza da salvação, a consagração e a santificação.
§3110 Em amor, Deus providenciou graciosamente a salvação para toda a humanidade. Deus é amor. Jesus, o eterno Filho de Deus, foi enviado pelo Pai como uma expressão do amor de Deus para o mundo. A cruz demonstra a extensão do amor de Jesus por todos. O amor de Deus é plenamente expresso ao mundo através do ministério do Espírito Santo. Somente aqueles que respondem em arrependimento e fé podem experimentar a Sua graça como uma realidade salvadora.
A vida cristã pode ser conscientemente experimentada porque ela é um relacionamento interpessoal – o Deus pessoal e os seres humanos criados à Sua semelhança. Todas as pessoas são confrontadas por esse Deus pessoal, mas a conseqüência desse confronto é afetada pela resposta de cada pessoa.
Deus trata a todos como pessoas livres e responsáveis. Por isso, Ele não somente torna Sua graça acessível, esperando nossa livre resposta, mas também revela a Si mesmo e torna conhecida a Sua vida a todo que põe nEle a sua confiança. O relacionamento redentor com Jesus Cristo é experimentado como uma ação consciente do Seu amor e comunhão.
Aqueles que são justificados pela fé experimentam a paz de Deus. Quando o Seu Espírito vem ao coração, há alegria. A presença interior do Espírito Santo é a garantia de nosso relacionamento com Deus como Seus filhos queridos.
§3120 As Escrituras ensinam que por natureza os humanos são corruptos em todo aspecto de sua natureza e se afastaram para longe da retidão original. Além da depravação comum em tudo por causa da Queda, existem os efeitos escravizadores dos pecados cometidos. Somos incapazes, por nós mesmos, de irmos a Deus, mas Deus em Sua graça alcança a cada pecador.
Deus toma a iniciativa de tornar os pecadores cientes das suas necessidades, usando Sua Palavra, a revelação em Jesus Cristo, a proclamação do Evangelho pela Igreja, o testemunho das pessoas e as circunstâncias da vida. Por tais meios, o Espírito Santo desperta os pecadores para suas necessidades e para a verdade do Evangelho (Jo 16:8,13). Despertados, os pecadores precisam responder, rejeitando o chamado de Deus ou voltando-se para Ele em arrependimento e fé.
§3130 Despertadas pelo Espírito Santo para reconhecer sua condição de perdidas diante de Deus, as pessoas podem se dirigir a Ele. Como “todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus” (Romanos 3:23), todos precisam se arrepender para estabelecer um relacionamento correto com Deus.
O arrependimento pede uma mudança sincera e completa de pensamento. Arrepender é virar as costas ao pecado com genuína tristeza e voltar-se para Deus em confissão e submissão. A pessoa é envolvida integralmente: mente, sentimento e vontade. O arrependimento é mais do que sentir remorso pelo mal praticado ou tristeza por ter sido flagrado no pecado. É uma tristeza pessoal por ter pecado contra Deus. O arrependimento exige uma transformação e abandono radicais da vida de pecados para uma sincera busca a Deus.
O arrependimento sincero conduz à renovação moral, freqüentemente evidenciada pela restituição – o esforço para corrigir os danos causados pela conduta pecaminosa, sempre que for possível. Atos de restituição, como no caso de Zaqueu, são certamente frutos dignos de arrependimento (Lucas 3:8). Entretanto, nem o arrependimento, nem a restituição salvam. A salvação é pela fé em Cristo (Romanos 5:1).
§3140 Confiança ou fé, é a dependência incondicional de Deus (2ª Coríntios 3:4-5; 1ª Timóteo 4:10). Confiar inclui a plena aceitação das promessas de Deus, a completa dependência do sacrifício de Cristo para a salvação e uma aliança incondicional com a vontade de Deus. A graça e as bênçãos de Deus estão abertas àqueles que se voltam para Ele com plena confiança na Sua integridade, amor e poder.
Os cristãos experimentam o cuidado amoroso de Deus e a Sua direção ao confiarem nEle e O seguirem (Efésios 3:12). Quando eles pensam que são auto-suficientes, frustram-se ao tentar fazer por si mesmos aquilo que Deus quer fazer por eles. A auto-suficiência é incompatível com a perfeita confiança (1ª Timóteo 6:17).
§3150 Deus dá certeza de salvação e paz no coração a todos que se arrependem e põem sua fé em Cristo (Romanos 5:1). O Espírito Santo testifica aos seus próprios espíritos que seus pecados foram perdoados e que foram adotados na família de Deus (Romanos 8:16).
Os cristãos têm paz com Deus através de Jesus Cristo porque a sua culpa é retirada e o temor do julgamento removido (Hebreus 6:11; 10:22). Deus continua a dar segurança aos crentes por meio das Escrituras, da presença consciente do Espírito Santo, do amor e da comunhão com outros cristãos (1ª João 3:14).
§3160 Deus chama o Seu povo para que ele seja separado para a Sua vontade e propósito (Romanos 6:13; 12:1). O que é assim separado, é considerado consagrado, santo.
Todos os cristãos são chamados para serem santos e irrepreensíveis diante de Deus em amor (Efésios 5:27). Cristo exige que Seus discípulos O sigam com a mente e com o espírito (Romanos 7:24-25). Para os cristãos darem um testemunho eficaz no mundo, eles precisam se distinguir pela justiça, paz, alegria, fé, esperança e amor (João 13:35; 14:15; Gálatas 5:22-24). Deus deseja um povo especial para a Sua obra (Salmo 100:2; Mateus 16:24; João 17:17, Romanos 8:6-9; 14:17). Quando os cristãos seguem sinceramente a Cristo e ouvem ao Espírito Santo conforme Ele fala nas Escrituras, eles devem sentir a necessidade de purificação do pecado interior. Devem desejar sinceramente serem cheios com o amor de Deus e terem um maior relacionamento com Cristo que satisfaça a sua mais profunda necessidade interior e os capacite a servir e a obedecer ao Senhor (Atos 1:8; 1ª Coríntios 13:13; 14:1; Efésios 5:1-2:14).
Os cristãos precisam consagrar-se a Deus e submeterem suas vontades à vontade do Pai Celeste (Mateus 19:21). Aquele que deseja a santificação interior precisa negar-se a si mesmo, carregar a cruz e seguir a Cristo. A devoção a si mesmo é idolatria. Um cristão que está dividido em sua lealdade não pode servir a Deus vitoriosa e constantemente. A preeminência deve ser dada a Cristo. Ele deve ser o Senhor da vida do cristão.
Portanto, para abrir-se para a obra santificadora do Espírito Santo, os crentes precisam entregar-se a Deus sem reservas, incondicionalmente. Devem livremente submeter tudo aos propósitos de Deus e devotar todo desejo e ambição ao serviço de Cristo, e não a si próprios (Colossenses 3:8-13). Os cristãos não podem ser libertos do domínio do pecado enquanto permitirem que o ego reine em suas vidas. Não se pode servir a dois senhores (Mateus 6:24).
§3170 Cristo entregou-Se a Si mesmo “até à morte” para a purificação de Sua Igreja (Efésios 5:25-27; Hebreus 13:12). Os discípulos são chamados para serem santos (2ª Coríntios 7:1; 1ª Pedro 1:15-16). Na redenção, Cristo providenciou que os crentes fossem inteiramente santificados (Hebreus 9:13-14; 10:8-10). Conseqüentemente, Paulo ora “Que Deus, que nos dá a paz, faça com que vocês sejam completamente dedicados a Ele. E que Ele conserve o espírito, a alma e o corpo de vocês livres de toda mancha, para o dia em que vier o nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel e fará isso” (1ª Tessalonicenses 5:23-24). A santificação inicia na regeneração. Ela continua durante toda a vida do crente, enquanto o crente coopera com o Espírito. Um relacionamento mais profundo com Cristo é possível quando o crente é completamente purificado no coração (Salmo 51:5-13; 1ª João 1:5-2:1).
Deus, o Espírito Santo, é o Santificador (1ª Tessalonicenses 4:7-8; 2ª Tessalonicenses 2:13; 1ª Pedro 1:2). Entrando na vida do cristão na conversão, Ele o enche com a Sua presença incomparável quando a consagração do cristão é completa, purificando o coração e capacitando para testemunhar e servir (João 3:5; Atos 1:8; Romanos 8:9; Gálatas 3:3). Ele derrama o incomparável amor de Deus no coração e vida do cristão (Romanos 5:5; 1ª João 4:12-13).
Ao aceitarem por fé a promessa de Deus, os crentes entram num relacionamento mais profundo com Cristo (Romanos 8:14-17; 2ª Coríntios 7:1; Gálatas 2:20; 4:6-7). Tornam-se capazes de amar a Deus com todo seu coração, alma, força e mente, e ao seu próximo como a si mesmos (Mateus 22:37-40; Gálatas 5:25-6:2). Eles conhecem uma plena entrega interior à vontade de Deus e suas vidas são transformadas de uma vida de conflito interno com o pecado para uma feliz obediência (Romanos 12:1-2; Gálatas 5:16-25).
A santificação interior purifica os cristãos do pecado e os livra da auto-idolatria (1ª Coríntios 3:16-17; 6:15-20; 1ª Pedro 3:2-3). Quando eles são purificados, não se tornam perfeitos em desempenho, mas em amor (Mateus 5.43-48; Hebreus 6:1; 12:14; 1ª João 4:12-13).
§3200 Essa seção descreve como um genuíno caráter cristão pode crescer. Essa afirmação tem suas raízes nas Escrituras e nas descrições clássicas da vida cristã através dos séculos. John Wesley, fundador do Metodismo, escreveu descrições semelhantes em “Uma Clara Avaliação do Cristianismo Genuíno” e “O Caráter de um Metodista”. O caráter cristão começa com a vida no Espírito e é mantido pelas disciplinas espirituais da vida cristã.
Os cristãos têm um novo relacionamento com Deus e uma nova vida em Cristo pelo poder do Espírito Santo. Nos novos crentes, a alegria dessa nova vida em Cristo pode por um tempo obscurecer a necessidade do crescimento em Cristo. Depois de algum tempo, pessoas cristãs podem se tornar complacentes consigo mesmas. Por isso, todo cristão precisa escolher entre crescimento e declínio.
Essa seção descreve algumas das disciplinas espirituais que são essenciais aos cristãos. Através do exercício destas e de outras disciplinas espirituais, os cristãos em crescimento se tornarão cada vez mais sensíveis ao bem e ao mal, aprendendo a sempre distinguir entre eles. O Espírito Santo os guiará em harmonia com as Escrituras. Cristãos em crescimento aprendem a estar atentos às instruções do Espírito e assim podem resistir à tentação e responder ao chamado de Deus para uma vida superior.
§3210 A oração é um meio indispensável de crescimento à semelhança de Cristo. Na oração o cristão fala e escuta, confessa e adora, pede e agradece. A oração deve ser como uma conversa, evitando frases e entoações artificiais. A oração sincera muda o suplicante e, freqüentemente, as circunstâncias (Tiago 5:16). A Bíblia ensina que as orações individuais e em grupo são eficazes para aqueles que estão em Cristo. A oração nos leva além de nós mesmos e enfatiza a nossa dependência de Deus. A oração e o estudo da Bíblia devem ser habituais, sem se transformarem em meros rituais (Salmo 10:5, 119:11).
§3220 A Bíblia é a nossa fonte para descobrir como podemos crescer. A Bíblia é o “manual de crescimento” do cristão. Ela deve ser tomada seriamente como a autoridade final para nossas vidas; portanto, deve ser lida e diligentemente estudada para ser entendida. Deus falará aos cristãos em crescimento através das suas páginas se eles estiverem atentos. O valor e o significado da vida são encontrados nesse livro. O piedoso estudo e aplicação da Bíblia são um meio de purificação e de mudança de atitudes e conduta.
§3230 Os cristãos em crescimento encontram na comunhão dos crentes o seu ambiente encorajador. Eles não vivem independentes do Corpo de Cristo. A adoração exige uma atitude correta com Deus e envolve a participação ativa do crente. Os crentes devem preparar suas mentes e espíritos para a adoração. Cristãos sinceros dirigem-se a Deus em louvor, ações de graça, dedicação, confissão, fé e serviço. O Batismo e Ceia do Senhor são partes vitais da vida da Igreja, ordenadas por Cristo. Deus promete satisfazer graciosamente a pessoa que fielmente participa desses sacramentos. Como parte do Corpo de Cristo, os crentes devem participar na adoração coletiva, tanto quanto nos outros ministérios da Igreja. A participação em grupos pequenos é um meio de graça e de crescimento. O sustento material, a visão, a inspiração e a disciplina são frutos da comunhão.
§3240 O crescimento vem com a aceitação da responsabilidade plena do uso dos talentos naturais e dons espirituais no serviço e no ministério. O Espírito Santo supre cada crente com habilidades naturais para o serviço e o ministério. São responsabilidades. Elas devem ser usadas somente de forma que glorifiquem a Deus. Usar bem as habilidades dadas por Deus produz crescimento pessoal. O Espírito Santo também distribui, como Ele quer, dons espirituais de fala e de serviço para o bem comum e a edificação da Igreja (1ª Coríntios 12:7; 1ª Pedro 4:10-11). Dons espirituais são exercidos debaixo do senhorio de Cristo, com Seu amor e compaixão, e não podem ser causa de divisão na Igreja. Portanto, todas as coisas devem ser feitas com decência e ordem. Por exemplo, na adoração pública, falar ou ensinar a falar com sons não inteligíveis não é coerente com tal ordem. A linguagem do culto deve ser a linguagem do povo. Toda comunicação no culto deve ser inteligível (1ª Coríntios 14). O crente deve procurar como evidência da plenitude do Espírito Santo, não os dons em si mesmos, mas o caráter e o poder do Espírito Santo.
§3250 O crescimento em Cristo exige a responsabilidade de amar os outros, pois todos são amados por Deus e criados à Sua imagem. A qualidade dos relacionamentos do cristão com os outros afeta a qualidade de sua própria vida. O crescimento em Cristo exige prontidão para corrigir o relacionamento tanto com Deus como com os outros (Tiago 5:16). Os Dez Mandamentos, resumidos em dois mandamentos por Jesus (Lucas 10:25-28), ensinam a natureza de nossos relacionamentos com Deus e com os outros. Os cristãos expressarão seu amor tanto pelas boas obras como pelas palavras pessoais de testemunho, apontando Cristo como a encarnação do amor de Deus e como o Salvador do mundo.
§3260 Toda cura, seja do corpo, da mente ou do espírito, tem sua fonte fundamental em Deus “que é o Senhor de todos, que age por meio de todos e está em todos” (Efésios 4:6). Ele pode curar usando intervenção cirúrgica, medicação, mudança de ambiente, aconselhamento, correção de atitudes ou através de processos restauradores da própria natureza. Ele pode curar através de um ou mais [dos meios] acima junto com a oração, ou pode curar por uma intervenção direta em resposta à oração. As Escrituras relatam muitos casos do último tipo de cura centrados na vida e ministério dos apóstolos e da Igreja. De acordo com as Escrituras (Tiago 5:14-15), portanto, exortamos nossos pastores a darem oportunidades ao doente e ao aflito de virem diante de Deus na comunhão da Igreja, com a firme fé de que o Deus e Pai de Jesus Cristo é capaz e está desejoso de curar. Ao mesmo tempo, reconhecemos que apesar dos soberanos propósitos de Deus serem bons e que Ele está trabalhando para uma redenção final que garante a integridade para todos os crentes, Ele pode não conceder cura física para todos nesta vida. Cremos que em tais casos, Ele pode glorificar a Si mesmo através da ressurreição para a vida eterna.
§3300 Essa seção nasce da experiência de metodistas livres ao viverem os mandamentos de Cristo sobre santidade no mundo moderno. Portanto, ela descreve uma resposta cristã para as urgentes questões do mundo contemporâneo.
Não se pretende aqui que isto seja uma descrição completa ou final de uma resposta cristã apropriada para todas as importantes questões que se apresentam no mundo moderno, nem que tal descrição seja nosso escrito final. Antes, a abordagem usada nos parágrafos seguintes aponta os caminhos pelos quais um cristão deve formar uma resposta responsável, bíblica e apropriada às questões contemporâneas.
Os membros da Igreja Metodista Livre adotam os seguintes parágrafos como um guia autorizado para uma vida cristã autêntica. Esses princípios (indicados pelo texto em itálico) originam-se da direção e claro ensino da Bíblia. As declarações de aplicação que seguem cada princípio representam o entendimento histórico dos metodistas livres. Cremos que uma vida de acordo com as seguintes afirmações será uma vida “de acordo com o que Deus quis quando chamou vocês” (Efésios 4:1).
§3310 Jesus Cristo confirmou o mandamento do Antigo Testamento, “Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças” (Marcos 12:29-30-ARA; Deuteronômio 6:4-5). A adoração de qualquer outra pessoa, espírito ou coisa é idolatria.
Nós nos abstemos de todas as práticas que conduzem à idolatria. Práticas de ocultismo, tais como espiritismo, feitiçaria e astrologia, precisam ser evitadas. Além do mais, os cristãos devem guardar-se das idolatrias do coração – a adoração de coisas, de prazeres e de si mesmo (1ª João 2:16).
§3320 Deus deixa claro na Bíblia, por exemplo e mandamento, que um de cada sete dias deve ser consagrado para adoração e descanso (Gênesis 2:2-3; Êxodo 20:8-11). Jesus declarou que o sábado foi feito para as pessoas, e não as pessoas para o sábado (Marcos 2:27). Precisamos de um dia especial para sair de nosso trabalho diário e adorar a Deus e renovar o corpo, a mente e o espírito. O Novo Testamento revela que a Igreja primitiva deixou de guardar o último dia da semana – o sábado judeu, para adorar a Deus, em Cristo, no primeiro dia da semana – o Dia do Senhor, o dia de Sua ressurreição.
Observando o princípio sabático no dia do Senhor, participamos da adoração coletiva na comunidade cristã como atividade indispensável do domingo (Hebreus 10:25). Nós nos abstemos de trabalhos desnecessários e comércio neste dia, mas reconhecemos que a salvação não vem de nossos próprios esforços, e sim através da graça, enquanto descansamos em Deus (Isaías 58:13-14; Hebreus 4:9). Pastores e outros que precisam estar envolvidos em trabalhos necessários no domingo são encorajados a observarem o princípio sabático em outro dia.
§3330 A suprema lealdade do cristão é com Jesus Cristo, o Senhor (Atos 2:36; Romanos 14:9). Em todas as suas associações, os cristãos devem manter-se livres para seguir a Cristo e obedecer à vontade de Deus (2ª Coríntios 6:14-18). Por isso, nós nos privamos de juramentos solenes de segredo em comunhão com incrédulos que obscureçam nosso testemunho.
Aquelas associações voluntárias que exigem juramento, voto ou promessa de sigilo, ou uma senha secreta como condição de membresia devem ser consideradas sociedades secretas. Em contradição ao ensino de Cristo e do Novo Testamento, essas sociedades exigem alianças e votos que comprometem as futuras ações daqueles que se associam a elas (Mateus 5:34-37). Como cristãos, então, nos recusamos a jurar lealdade sem reserva a qualquer sociedade secreta, pois vemos tal submissão em conflito direto com a rendição incondicional a Jesus Cristo como Senhor. Devemos nos manter livres para seguir a vontade do Senhor em todas as coisas.
A maioria das sociedades secretas é religiosa por natureza. São feitas orações, cantados hinos e os membros se engajam em atos de culto diante de um altar. Capelães são escolhidos para dirigir cultos e conduzir funerais. Mas o culto dessas sociedades é unitariano, não cristão; sua religião é moralista, não redentiva; e suas finalidades são humanistas, não evangélicas (Atos 4:12). Nós nos abstemos, portanto, de sermos membros de qualquer sociedade secreta, e quando nos unimos à Igreja, renunciamos à membresia em qualquer loja ou ordem secreta com a qual anteriormente tenhamos nos unido.
Não exigimos que aqueles que se tornaram membros da Igreja cessem todos os pagamentos necessários para manter os benefícios de um seguro em vigor previamente contraído através da membresia, por exemplo, em uma loja maçônica.
§3340 Somos comprometidos com o valor de todos os humanos, sem distinção de gênero, etnia, cor ou qualquer outra distinção (Atos 10:34-35) e os respeitaremos como criados à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27) e redimidos pela morte e ressurreição de Cristo. A lei do Antigo Testamento ordena tal respeito (Deuteronômio 5:11-21). Jesus resumiu essa lei em amor a Deus e ao próximo (Mateus 22:36-40). Ele ministrou a todos, sem distinção, e Sua morte na cruz foi por todos (João 3:16; Romanos 5:8).
Estamos, portanto, empenhados com interesse ativo sempre que seres humanos são humilhados, abusados, despersonalizados ou sujeitados às forças demoníacas do mundo, por indivíduos ou instituições (Gálatas 3:28; Marcos 2:27). Nós nos comprometemos a dar significado e significância a todas as pessoas, com a ajuda de Deus.
Lembrando da nossa tendência de sermos preconceituosos, como cristãos devemos crescer na conscientização dos direitos e necessidades dos outros.
§3350 Um dos sinais da presença interior do Espírito é o domínio próprio (Gálatas 5:23). As Escrituras nos instruem a honrar o corpo como templo do Espírito Santo (1ª Coríntios 6:19-20).
Como cristãos, desejamos ser caracterizados pelo equilíbrio e pela moderação. Procuramos evitar padrões extremos de conduta. Também procuramos manter-nos livres de vícios e compulsões.
Os cristãos devem se caracterizar por um estilo de vida disciplinado, e por isso nós nos esforçamos por evitar a indulgência egoísta nos prazeres deste mundo. Nosso desejo é a vida simples, em serviço aos outros, a prática da boa mordomia da saúde, do tempo e de outros recursos dados por Deus.
Nós nos comprometemos a ajudar todo cristão a atingir tal vida disciplinada. Embora hábitos não saudáveis não sejam fáceis de serem quebrados, os crentes não precisam viver nesta escravidão. Encontramos ajuda através das Escrituras, do Espírito Santo, da oração e do aconselhamento e apoio de outros cristãos.
§3360 Embora como cristãos acumulemos bens, não devemos fazer das propriedades ou da prosperidade o alvo de nossas vidas (Mateus 6:19-20; Lucas 12:16-21). Antes, como mordomos, somos pessoas que doam generosamente para satisfazer as necessidades de outros e para sustentar ministérios (2ª Coríntios 8:1-5; 9:6-13).
As Escrituras permitem o privilégio da propriedade privada. Apesar de possuirmos títulos de propriedade de acordo com a lei civil, consideramos que tudo que temos é propriedade de Deus confiada a nós como administradores.
O jogo é contrário à fé no Deus que dirige todas as coisas do Seu mundo, não pelo acaso, mas pelo Seu cuidado providencial. Ao jogo falta tanto a dignidade de um salário merecido quanto a honra de um presente. Ele toma recursos do bolso do próximo sem uma paga justa. Ele provoca a ganância e por isso destrói a iniciativa de um trabalho honesto e freqüentemente resulta em vício. O patrocínio governamental de loterias somente agrava o problema. Por causa dos males que ele promove, nos abstemos do jogo em todas as suas formas por questão de consciência e como um testemunho da fé que temos em Cristo.
Enquanto os costumes e os padrões da comunidade mudam, há princípios bíblicos imutáveis que nos governam como cristãos em nossas atitudes e conduta. Tudo que compramos, usamos ou vestimos reflete o nosso compromisso com Cristo e nosso testemunho no mundo (1ª Coríntios 10:31-33). Por isso, evitamos a extravagância e aplicamos os princípios de simplicidade de vida quando fazemos escolhas sobre a imagem que projetamos por nossas posses.
§3370 Como cristãos, somos chamados para sermos servos de todos. Essa norma é igualmente aplicável ao empregador e ao empregado (Efésios 6:5-9; Colossenses 3:22-41). Nosso interesse pela justiça é, em primeiro lugar, de sermos justos e, em segundo lugar, de obtermos justiça. Cremos que todas as pessoas têm o direito de serem empregados remunerados, independente de gênero, etnia, cor, origem nacional ou crença (Romanos 10:12).
Reconhecemos o direito dos empregados se organizarem em seu próprio benefício. Pactos secretos, com votos de sigilo ou atos de violência destinados a violar ou defender seus direitos, não devem ser tolerados. Também reconhecemos o direito dos empregados de não se associarem a tais organizações.
Como cristãos, não vemos empregador e trabalhador como necessariamente hostis um ao outro. Eles não precisam trazer desconfiança e hostilidade para seu lugar de trabalho ou para a mesa de negociação. Resistimos à exploração das pessoas ou a vê-las meramente como peças da economia. Desencorajamos confrontações rígidas e apoiamos uma aproximação para solução de problemas e discordâncias.
Nós nos esforçamos para tornar nosso testemunho efetivo onde trabalhamos, lembrando que, como empregados cristãos, somos responsáveis primeiramente a Deus e então ao nosso empregador e à organização. Como empregadores cristãos, temos a responsabilidade de negociar razoável e amavelmente com nossos empregados, preservando o testemunho de um caráter cristão tanto na palavra como na ação (Mateus 7:12; Colossenses 3:17).
§3380 Nós avaliamos todas as formas de entretenimento à luz dos padrões bíblicos para uma vida santa e reconhecemos que precisamos governar a nós mesmos de acordo com esses padrões. As Escrituras dizem: “Portanto, irmãos, nós temos uma obrigação que é a de não vivermos de acordo com a nossa natureza humana. Porque se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo Espírito vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente” (Romanos 8:12-13).
Numa cultura onde o prazer é intensamente perseguido, precisamos tomar cuidado com nossas formas de diversão. Nós nos deparamos com uma multiplicidade de entretenimentos, como televisão, vídeos, filmes, músicas, Internet, danças, revistas e novelas. Considerando que muitos deles acontecem no lar, nossas escolhas não podem ser legisladas de longe; precisamos fazê-las de dentro de nós, a partir de um coração renovado. No caso de crianças e jovens que moram com os pais, devem prevalecer nossas convicções como pais cristãos.
Nossas escolhas de entretenimento devem levar em conta que várias das diversões modernas promovem violência, excitação do desejo sexual ou despertam a ganância, e certos ambientes encorajam e promovem a tolerância com o vício e a vulgaridade.
Nós nos comprometemos a sermos moderados em nossa atividade de entretenimento, cuidadosos quanto ao uso criterioso do tempo e do dinheiro, e na mordomia do corpo para evitar todo tipo de mal e honrar a Cristo em todas as coisas.
Então, ao fazer escolhas com respeito ao entretenimento, diante do Senhor devemos responder francamente a perguntas como: Esta atividade aumenta ou diminui meu testemunho como cristão? Ela é contrária aos ensinos da Bíblia? A minha consciência está limpa? Participar dela vai me expor desnecessariamente à tentação? Esta atividade é, em qualquer sentido, viciante?
§3390 Como cristãos acreditamos que a vida é plena, abundante e livre em Jesus Cristo (Jo 8:36; 10:10). Por isso, nos abstemos de tudo o que prejudica, destrói ou corrompe Sua vida em nós.
Drogas ilícitas são grandes agressoras. Devido ao fato de várias formas de narcóticos causarem prejuízo incalculável à pessoa e aos relacionamentos, e tais drogas restringirem o desenvolvimento pessoal, prejudicarem o corpo e reforçarem uma visão fantasiosa da vida, nós evitamos o uso delas.
Cristo nos admoesta a amar a Deus com todo nosso ser e ao nosso próximo como a nós mesmos, e por isso advogamos a abstinência do uso de bebidas alcoólicas (Marcos 12:30-31). O abuso do álcool, uma droga legalizada, é prejudicial aos indivíduos, às famílias e à sociedade. Ele é imprevisivelmente viciante e seus efeitos destrutivos não podem ser plenamente medidos. Seu abuso deixa um rastro de casamentos destruídos, violência familiar, crime, perda na indústria, prejuízo na saúde, ferimentos e mortes. Como cristãos responsáveis, advogamos a abstinência para o [bem] da saúde, da família e do próximo. Além do mais, observamos que as conseqüências sociais adversas são tão generalizadas que buscamos, pela defesa da abstinência, dar um testemunho coletivo solidário da liberdade que Cristo oferece.
Cremos que os cristãos devem tratar seus corpos como bens sagrados confiados a eles e por isso defendemos a abstinência do fumo. Ele é a causa principal de uma variedade de cânceres e outras doenças, além de dispendioso e socialmente ofensivo. Levamos a sério as palavras do apóstolo Paulo: “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele” (1ª Coríntios 6:19-20).
A dependência de drogas de qualquer tipo inibe a plenitude da vida em Cristo e por isso nos guardamos do uso indiscriminado de drogas receitadas e da auto-medicação. Embora o valor terapêutico de tais substâncias possa ser grande, seu poder, proliferação e fácil acesso exigem que, como cristãos, sejamos vigilantes contra seu abuso.
Cremos que a falta de moderação no consumo de alimentos também é uma forma de abusar do corpo e pode resultar em doenças e obesidade. Nós nos alimentamos de forma saudável para preservar a força de nossos corpos e assim estender nossos anos de utilidade como servos de Cristo.
Buscamos a ajuda de Deus para compreendermos e ajudarmos àqueles que vêm a Cristo com problemas de compulsão. Cremos no poder de Cristo para libertar (Romanos 6:13; Gálatas 6:2) ao mesmo tempo que reconhecemos a dificuldade de se superar a dependência dos vícios, e desejamos dar toda a ajuda e apoio necessários enquanto os novos cristãos buscam plena liberdade.
Como evidência adicional de uma consciência despertada, defendemos a abstenção do cultivo, fabricação ou promoção dessas substâncias nocivas à saúde.
§3400 As Escrituras advertem que aqueles que participam de imoralidade sexual, impureza e libertinagem “não herdarão o Reino de Deus” (Gálatas 5:19-21). Portanto, como cristãos, evitamos a participação nesses males ou a glorificação desses males que são encontrados em muitas formas de pornografia.
A pornografia provoca a luxúria sexual, que é a depravação de um dom de Deus. Ela expõe e pode encorajar uma conduta sexual indecente e degenerada, tal como fornicação, incesto, estupro, sodomia, pedofilia e bestialidade. Ela pode causar decadência progressiva dos valores morais, começando com o vício, seguido por insensibilidade da consciência e tendendo para uma atitude desenfreada de conduta sexual pervertida. Isso geralmente vitima inocentes e ingênuos.
Para a sociedade, a pornografia é uma força degenerativa agressiva. Ela prejudica e destrói. Como cristãos, nós nos opomos à abominação da pornografia por todos os meios legítimos.
§3410 O comportamento homossexual é considerado imoral pelas Escrituras porque é uma distorção da ordem criada por Deus, uma prática contrária à natureza original . A santidade do casamento e da família deve ser protegida contra todas as formas de conduta imoral (Êxodo 22:16-17; Levítico 20:10-16; Deuteronômio 22:23-28). As Escrituras falam explicitamente contra a prática homossexual (Levítico 18:22; 20:13; Romanos 1:26-27; 1ª Coríntios 6:9-10; 1ª Timóteo 1:8-10).
Pessoas com inclinações homossexuais são responsáveis diante de Deus por seus comportamentos (Romanos 14:12). Para aqueles que caíram nesta prática, a graça de Deus está disponível e é completamente adequada para perdoar e libertar (Lucas 4:18; 1ª Coríntios 6:9-11; Hebreus 7:25; 1ª João 1:9). Como esta prática é uma distorção da natureza original do ser humano, uma terapia pode ser necessária para que a cura possa acontecer.
A Igreja tem uma responsabilidade coletiva em ser agente de Deus na cura, ministrando em amor aos homossexuais e dando a eles apoio bem como os ensinando a viver uma vida cristã sadia e pura (1ª Coríntios 2:7-8).
Nós nos opomos à legislação que legalize o comportamento homossexual como um estilo de vida alternativo aceitável.
§3420 Deus é soberano: o mundo e tudo que nele está pertencem a Deus. Embora os propósitos eternos de Deus nunca sejam impedidos pela ação humana, somos livres e responsáveis para fazer escolhas consistentes com Deus em questões de vida e morte. Os cristãos vivem a realidade de que os seres humanos foram criados para um propósito eterno. Estamos atentos ao sofrimento humano e ao mesmo tempo reconhecemos que a habilidade da tecnologia médica para por fim ao sofrimento humano é finita. Portanto, aceitamos nossa responsabilidade de usar essa tecnologia com sabedoria e compaixão, honrando a Deus que é, no final das contas, supremo.
Nossas convicções sobre o valor inerente da vida humana formam a fundação da nossa abordagem à bioética. Essas complexas questões bioéticas envolvem valores religiosos e morais, bem como realidades médicas e legais. Assim sendo, os cristãos não podem determinar seus direitos e privilégios apenas pela extensão da permissividade da lei do Estado ou pelas possibilidades de procedimentos médicos seguros.
Para o cristão a morte não é o fim da vida, mas a transição para a eternidade. Portanto, a morte física não é o último inimigo, mas parte de nossa jornada. O amor de Deus nos sustenta em nosso sofrimento. Ele ministra a nós pessoalmente e através do ambiente terapêutico da comunidade cristã. A sabedoria divina em face ao sofrimento vem a nós através da Bíblia, da oração, do aconselhamento e da operação do Espírito Santo. Assim como somos confortados, somos chamados para estender o conforto de Deus aos que sofrem.
As tecnologias reprodutivas geram um grande número de questões éticas, médicas, legais e teológicas e ao mesmo tempo oferecem esperança. O princípio orientador, de que toda a vida humana deve ser valorizada, respeitada e protegida em todos os seus estágios deve ser cuidadosa e consistentemente aplicado a todo novo desenvolvimento. Uma teologia cristã da família (§3440) deve também informar essas decisões.
O aborto intencional da vida de uma pessoa, da concepção em diante, deve ser julgado como uma violação do mandamento de Deus: “não matarás”, exceto quando circunstâncias extremas exigem a interrupção de uma gravidez para salvar a vida da grávida. O aborto induzido é a destruição intencional de uma pessoa após a concepção e antes do parto, por meio cirúrgico ou qualquer outro. Portanto, o aborto induzido é moralmente injustificável, exceto quando o ato for decidido por pessoas responsáveis e competentes, incluindo um aconselhamento cristão profissional, com o propósito de salvar a vida da grávida. Quando serve para controle populacional ou de natalidade, preferência ou conveniência pessoal e segurança social ou econômica, o aborto deve ser considerado como egoísta e malicioso.
A decisão para interromper a gravidez envolve valores religiosos e morais, bem como realidades médicas e legais. A moralidade cristã exige que consideremos tanto o mandamento bíblico como a situação humana em que a lei deva ser aplicada. Como cristãos, cremos que a vida humana, seja embrionária, madura ou senil, é sagrada, pois a vida existe em relação a Deus.
Alternativas compassivas e cuidado de longo prazo devem ser oferecidos a mulheres que cogitam o aborto. Exortamos médicos e pais que entendam que a o mandamento moral e a lei do amor são transgredidos quando a vida humana é destruída para fins egoístas ou maliciosos.
Não existe qualquer justificativa para a eutanásia ou suicídio assistido. Entendemos que se um doente terminal pede que sua vida não seja sustentada através de medidas heróicas, isso não constitui eutanásia ou suicídio assistido. Reconhecemos que é permitido usar analgésicos e outras medicações que implicam no risco de reduzir a vida mesmo quando a intenção é socorrer ou, beneficiar o paciente. Reconhecemos também a responsabilidade dos profissionais médicos de aliviar o sofrimento dentro desses parâmetros. Cristãos devem desencorajar a suposição de que algumas vidas não valem ser vividas. Cremos que não existe vida “inútil”. O valor e a utilidade de nossas vidas repousam acima de tudo no nosso relacionamento com Deus que nos ama.
Esses princípios bíblicos, que guiam nossa abordagem à bioética precisarão ser aplicados como bases constantes para outros dilemas éticos que surgirem dos avanços na tecnologia médica. Tais dilemas éticos podem incluir, mas não ser limitados por: alocação de recursos finitos, transplante de órgãos, preocupações com o fim da vida, engenharia e testes genéticos, questões sobre identidade sexual e outros.
§3430 Há pelo menos três instituições terrenas divinamente estabelecidas. A primeira destas é o casamento e a família. A segunda, a Igreja. A terceira, o governo secular. Só a Igreja, entre estas instituições, durará pela eternidade. Não obstante, as Escrituras claramente destacam a importância de como agimos com respeito a cada uma destas instituições até o retorno de Cristo.
Esta seção pretende descrever o ponto de vista cristão sobre estas importantes instituições. O foco são os princípios mais importantes: não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto. As declarações de princípios representam o que nós cremos ser o fundamental, o ensino claro da Escritura sobre estas instituições. Acreditamos também, que as declarações de aplicação que acompanham as declarações de princípio são claras conclusões extraídas das Escrituras, e são apresentadas aqui para ajudar nossas Igrejas e membros na aplicação dos princípios bíblicos.
Natureza do Casamento: Na criação Deus instituiu o casamento para o bem estar da humanidade (Gênesis 2:20-24; Marcos 10:6-9). O casamento é a união de um homem e uma mulher dentro de um relacionamento vitalício que as Escrituras chamam de “uma só carne”.
A relação sexual é um dom de Deus para a humanidade, para a união íntima de um homem e uma mulher dentro de matrimônio. Neste relacionamento, ela é honrosa (Hebreus 13:4). Por esta razão,o casamento é o único contexto apropriado para a intimidade sexual. A Escritura exige pureza antes do casamento e fidelidade durante ele. Da mesma forma, ela condena todo comportamento sexual contrário à natureza, tal como incesto, pedofilia, atividade homossexual e prostituição (1ª Coríntios 6:9; Romanos 12:6-21).
Portanto cremos que o casamento deve ser protegido e apoiado tanto pela Igreja como pela sociedade e deve ser formalizado com votos públicos. Não basta um casal viver junto numa aliança privada; cremos que eles devem comprometer-se diante de Deus e do Estado.
A Igreja Metodista Livre clama que seu povo entre na aliança do casamento em oração. De acordo com o mandamento apostólico (2ª Coríntios 6:14), esperamos que se casem somente com crentes. Exige-se dos ministros que sejam zelosos quando forem requisitados para celebrar um casamento. Aqueles que unem crentes com não crentes vão contra os explícitos ensinos das Escrituras. Antes de entrar no casamento, nosso povo deve se aconselhar com seus líderes cristãos. Os jovens que planejam o casamento devem procurar aprovação dos pais. Nossos ministros não devem oficiar o casamento de qualquer pessoa menor de idade, a menos que os pais ou responsáveis estejam presentes ou tenham dado o consentimento por escrito, e que estejam presentes pelo menos duas testemunhas que conheçam o casal. Rogamos que nossas Igrejas providenciem instrução para educação sexual e preparação para o casamento. Os pastores devem observar se todos os candidatos ao casamento tenham recebido orientação pré-conjugal, usando materiais compatíveis com o ensino denominacional. Além disso, encorajamos as Igrejas locais a providenciar recursos tais como seminários e retiros para fortalecer casamentos e edificar lares cristãos.
A Igreja sensível a Deus tem recursos espirituais para os casamentos em crise. Os recursos principais são o poder renovador do Espírito Santo e da Palavra, a oração e os sacramentos, o conselho e o apoio. Através do ministério da Igreja, Deus pode trazer cura e reconciliação.
Portanto, se nossos membros enfrentam crise em seus casamentos, nós os encorajamos a procurar o conselho do pastor e a submeterem-se à orientação da Igreja. Um conselheiro profissional pode ser necessário.
Reconhecemos que violência doméstica, emocional e/ou física, acontece também em famílias relacionadas com a Igreja. Geralmente isto põe em perigo a segurança de um cônjuge ou dos filhos e pode ameaçar a própria vida deles. Os membros destas famílias precisam de cura espiritual e emocional (Malaquias 2:13-16).
Quando uma situação impossível está destruindo o lar, é possível que mesmo cristãos venham a se separar. Em tais casos, o caminho para a reconciliação deve-se manter aberto (1ª Coríntios 7:10-11). Mesmo quando um casamento é violado pela infidelidade sexual, os cônjuges são encorajados a trabalharem para a restauração da união.
Quando um dos cônjuges é cristão e o outro não, o cristão não pode se divorciar do não-cristão por essa razão (1ª Coríntios 7:12-13), porque o amor cristão pode redimir o não-crente e unir o lar em Cristo (1ª Coríntios 7:16).
Quando um casamento for violado pela infidelidade sexual, os cônjuges serão encorajados a trabalharem para a restauração da união. Quando a reconciliação for impossível, o divórcio é permitido ao que sofreu a infidelidade (Mateus 5:32; 19:9).
Deserção é abandonar um casamento sem uma causa justa. Cremos que uma pessoa nega a fé quando ela deliberadamente abandona o cônjuge por um longo período de tempo. Quando a deserção conduz, subseqüentemente, ao divórcio, o cônjuge deserdado não está mais preso pelo casamento (1ª Coríntios 7:15).
Quando for impossível a reconciliação num casamento em crise, reconhecemos que o divórcio pode ser inevitável (Mateus 5:32; 19:9). Quando os casamentos falham completamente houve, nas palavras de Jesus, a “dureza de coração” em um ou nos dois lados da união (Mateus 19:3-8; Marcos 10:5-9).
Embora as Escrituras permitam divórcio nos contextos de adultério (Mateus 5:32) e deserção (1ª Coríntios 7:10-16), elas não ordenam o divórcio e recomendamos o aconselhamento com líderes da Igreja para buscar outras alternativas. Uma destas pode ser que ambos vivam celibatariamente.
O divórcio sempre produz trauma. É o rompimento de uma aliança, violando assim a intenção divina da fidelidade no casamento (Malaquias 2:13-16). Por essa razão, pessoas divorciadas devem ser ajudadas a compreenderem e consertarem as causas do divórcio. Elas devem buscar aconselhamento pastoral. Um conselheiro profissional também pode vir a ser necessário. Se existem padrões não sadios de relacionamento, os cônjuges devem ser ajudados a substituir tais padrões por novas atitudes e comportamentos que sejam semelhantes aos de Cristo (Colossenses 3:1-15). Arrependimento e perdão são cruciais para a restauração. Os alvos do processo são a cura pessoal e a restauração à participação saudável na Igreja. A Igreja precisa ampliar o seu interesse pela família e pelos outros afetados pelo divórcio.
Um membro divorciado ou um que está considerando se casar com uma pessoa divorciada deve se submeter à autoridade, conselho e orientação da Igreja.
Pessoas que se envolveram em divórcio durante a condição de não crentes não devem, unicamente por esta razão, ser barradas de se tornarem membros, mesmo se elas se casaram novamente. Da mesma forma, os crentes não são proibidos de se casar com uma pessoa que se divorciou quando ainda não crente. Um membro da Igreja, divorciado de um cônjuge adúltero ou abandonado pelo companheiro não-crente, depois de esforços de perdão e reconciliação terem sido rejeitados, pode se casar de novo (Mateus 5:31-32; 19:3-11; 1ª Coríntios 7:15).
Quando um membro da Igreja se divorciar do cônjuge, violando as Escrituras, ou casar-se de novo sem procurar o aconselhamento ou seguir a orientação do pastor ou da Comissão para Questões de Membros, a Comissão deve examinar o caso e recomendar uma ação apropriada à Junta Administrativa Local. A ação corretiva deve incluir remoção da liderança e pode incluir suspensão ou exclusão da membresia.
Se surgirem casos para os quais o pastor ou a Comissão para Questões de Membros não encontrem direção explícita nesse Livro de Disciplina, o pastor, em consulta à Comissão, deve falar com o Superintendente.
§3450 A Igreja Metodista Livre vê a educação de suas crianças como responsabilidade paterna (Deuteronômio 6:5-9; Efésios 6:4). Parte desta responsabilidade pode ser delegada, mas não abandonada, a outras instituições de educação, pública ou cristã.
A Igreja Metodista Livre deseja estar interativamente envolvida com os pais no ensino e educação de todas as crianças nos fundamentos da fé cristã. É o propósito da família, tanto humana quanto família de Deus, oferecer um ambiente em que pais e filhos possam crescer juntos no amor de Deus e no amor um ao outro (Deuteronômio 11:18-19; Joel 1:3).
Por causa do valor que Jesus demonstrou às crianças (Mateus 19:14), nossas Igrejas fazem dos ministérios com crianças e jovens uma prioridade. Os ministérios não se concentram apenas em conduzir os jovens à fé em Jesus Cristo, mas também em envolvê-los na membresia da Igreja e no ministério.
A Igreja deseja apoiar as escolas públicas e reconhece o desafio aos professores cristãos, pais e estudantes de serem luz no mundo. Se os pais escolherem utilizar escolas cristãs ou o ensino doméstico, também os apoiamos em sua decisão. Pedimos que nossas crianças sejam dispensadas de tarefas e atividades que estão em conflito com os valores defendidos pela denominação. Quando conflitos surgirem, solicitamos à escola que a posição acadêmica do estudante não seja prejudicada e, quando necessário, outras tarefas sejam dadas.
A Igreja tem especial interesse que os conceitos das Origens tenham consideração completa e justa em nossas escolas públicas. Estão disponíveis materiais educacionais que permitem um tratamento científico dos vários conceitos das origens, incluindo a criação especial (que todas as formas básicas e processos de vida foram criados por um Criador sobrenatural) – procure “A Origem das Espécies”, de... em... . Portanto, insistimos que o conceito da criação especial seja apresentado em, ou junto com, cursos, livros texto, materiais de biblioteca e recursos de apoio pedagógicos, no assunto das origens.
§3460 A Igreja é parte do plano eterno de Deus de fazer para Si um povo que seja “santo e irrepreensível diante dEle”. Ela foi instituída por Cristo durante seu ministério quando Ele a comissionou para ser Sua única representação no mundo. Por isso, as Escrituras falam da Igreja como o Corpo de Cristo. A Igreja tem sido capacitada para o ministério pelo ativo e contínuo trabalho do Espírito Santo desde o Pentecostes. Da mesma forma que as cartas do Novo Testamento foram escritas para Igrejas em lugares específicos, compostas por pessoas específicas, a Igreja também é não apenas universal, mas também visível e local.
A Igreja é também o povo de Deus no mundo. Este fato é amplamente ilustrado tanto no Antigo como no Novo Testamento. O Senhor da Igreja dá dons ao Seu povo para servir um ao outro e para ministrar ao mundo. Embora cristãos que vivem à parte da Igreja não necessariamente percam sua fé, eles certamente se privam dos recursos espirituais e das oportunidades que o próprio Deus ordenou. De acordo com as Escrituras, enfatizamos a filiação à Igreja.
A membresia na Igreja é uma realidade bíblica importante desde os primeiros dias depois de Pentecostes (Atos 2:47). Quando o Espírito Santo concede nova vida em Cristo, ao mesmo tempo Ele efetua nossa entrada espiritual na Igreja (1ª Coríntios 12:13). A Igreja Metodista Livre é uma denominação entre muitas outras Igrejas legítimas e visíveis no mundo. A entrada na membresia de uma de nossas Igrejas é um sinal local e visível da entrada na Igreja universal.
Nossa Igreja oferece meios pelos quais pessoas nascidas do Espírito possam fazer uma Aliança de Membro (§154-160) e registrar sua filiação de forma pública. Temos categorias de membresia para os crentes abaixo dos 16 anos de idade e para os adultos. Como ajuda ao desenvolvimento cristão, damos instrução em classe de preparação de novos membros, que pode ser seguida pelo ingresso na membresia. Para maiores informações sobre os requisitos e rituais para membresia, veja §150-164 e §8800-8830.
A liderança na Igreja é uma honra acompanhada de responsabilidades e sacrifícios. As Escrituras nos dão descrições das qualidades de líderes em passagens como: Êxodo 18:21; Atos 6:3; 1ª Timóteo 3:1-13 e Tito 1:5-9. Os escolhidos para liderar na Igreja, devem fazê-lo em espírito de humildade e debaixo da dependência de Deus. Eles devem ser indivíduos espiritualmente maduros cujo estilo de vida esteja em harmonia com as Escrituras, a doutrina da Igreja Metodista Livre (§100-131), os princípios da Aliança de Membro (§150-160) e com o §6200.E. Eles devem viver vidas pessoais e públicas que claramente mostrem estes princípios.
§3470 Como cristãos, somos cidadãos do reino de Deus e desse mundo. Recebemos benefícios e arcamos com responsabilidades de ambos os relacionamentos. Nossa submissão é primeiro para com Deus, mas isto não nos isenta de responsabilidades para com nosso próprio país se tal relação não conflitar com os ensinos claros das Escrituras (Romanos 13:1-7). Reconhecemos a autoridade soberana do Governo e nosso dever de obedecer a lei (Mateus 22:21; Romanos 13:1-7). Conseqüentemente, assumimos as responsabilidades da boa cidadania.
Como cristãos, oramos por “todos os que exercem autoridade” (1ª Timóteo 2:2) e “por causa do Senhor” somos sujeitos “a toda autoridade constituída entre os homens” (1ª Pedro 2:13). Participamos ativamente na vida cívica através do envolvimento em esforços para a melhoria das condições sociais, culturais e educacionais (Mateus 5:13-16). Nos opomos às degradantes influências culturais (2ª Pedro 2:4-10). Exercemos a responsabilidade do voto.
Cremos que a agressão militar é indefensável como instrumento de diplomacia nacional (Isaías 2:3-4). A destruição da vida e da propriedade, o dolo e a violência necessárias à guerra são contrárias ao espírito e mente de Jesus Cristo (Isaías 9:6-7; Mateus 5:44-45). Portanto, é nosso dever como cristãos promover a paz e a boa vontade, patrocinar o entendimento e confiança mútua entre todos os povos e trabalhar com paciência pela renúncia da guerra como um meio para decidir disputas internacionais (Romanos 12:18: 14:19).
É nossa firme convicção que ninguém deve ser obrigado a entrar em treinamento militar ou a portar armas, exceto em tempo de perigo nacional e que as consciências de nossos membros sejam respeitadas (Atos 4:19-20; 5:29). Portanto, reivindicamos dispensa de todo serviço militar àqueles que se registram oficialmente como membros da Igreja, por objeção consciente à guerra.
O juramento vão e precipitado é proibido pelo nosso Senhor (Mateus 5:34; Tiago 5:12). Cremos que a religião cristã não proíbe
fazer juramento quando exigido por um oficial público. Em
todos os casos, o cristão deve falar com honestidade e
verdade (Jr 4:1-2; Ef 4:25).
§3500
Como a Aliança é parte da Constituição, as recentes mudanças resultam de uma decisão de referendo tomada por metodistas livres ao redor do mundo. Em essência, a Aliança mudou de uma base legalista (com uma longa lista de comportamentos e atitudes específicos) para uma base de princípios (com uma curta lista de orientações, com princípios abrangentes).
Por exemplo, quando a Aliança se refere aos assuntos de estilo de vida, ela diz: “Como um povo, nós vivemos vidas saudáveis e santas e mostramos misericórdia a todos, ministrando tanto às suas necessidades físicas quanto às espirituais. Nós nos comprometemos a ficar livres de atividades e atitudes que corrompem a mente e prejudicam o corpo, ou promovem tais coisas...”
Este princípio mantém a posição da denominação existente há muito tempo de chamar as pessoas a se comprometerem com o viver saudável evitando substâncias que viciam, como álcool e tabaco. Ele também nos lembra, por exemplo, de não comer demais ou trabalhar demais.
Como a Aliança de Membro é baseada em princípios, então a pergunta que surge é: “quando a pessoa pode ser considerada um membro da comunhão do povo de Deus?”. Nossa primeira visão da membresia era como um diploma de graduação ao fim de um processo de discipulado que preparava as pessoas para viver dentro de exigências específicas. A presente visão da membresia é como a entrada no processo de discipulado. Como membros, continuamente permitindo ao Espírito Santo fazer novas aplicações dos princípios da Aliança em níveis mais profundos, nós nos tornaremos cristãos mais saudáveis.
Portanto, fixamos nossos olhos em Jesus e, com a capacitação do Espírito Santo, nos comprometemos a viver em alegre obediência, colocando de lado tudo que nos impede de nos tornar mais semelhantes a Cristo.
Recursos adicionais em inglês estão disponíveis através da “Light and Life Communications” (Comunicações Luz e Vida) no site www.LLCom.net.
Consulte também o site: www.metodistalivre.org.br.
O Alvo da Jornada Cristã
§3000 As Escrituras afirmam que o propósito Deus para a humanidade, desde antes da criação, é que nós sejamos “santos e irrepreensíveis perante Ele em amor” (Efésios 1:4-ARA; 1ª Timóteo 2:4). O propósito de Deus existe desde o vazio. Antes mesmo da Criação, Seu propósito se realizou na pessoa do Filho, Jesus Cristo (Efésios 1:4; 2Timóteo 1:9). A vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo são uma clara declaração de Deus da origem, propósito e alvo que Ele tem para a humanidade. Porque “nos revelou o plano secreto que tinha decidido realizar por meio de Cristo. Esse plano é unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no céu e na terra” (Efésios 1:9-10).
A jornada cristã é uma parte deste plano, estabelecido em Cristo. A jornada cristã somente é possível por causa do eterno propósito de Deus, a redenção que Ele fez por nós em Cristo e a viva presença de Seu Espírito em nossas vidas.
Devido ao plano de Deus, a meta da jornada cristã é “sermos um na nossa fé e no nosso conhecimento do Filho de Deus. E assim seremos pessoas maduras e alcançaremos a altura espiritual de Cristo” (Efésios 4:13). O alvo da jornada cristã nesta vida é que nós devemos crescer em maturidade à semelhança de Cristo. Quando nós entrarmos na vida do porvir, nossa viagem estará completa porque aí o Senhor completará em nós a Sua imagem e semelhança, de um modo mais pleno do que é possível enquanto estamos na vida terrena: “Meus amigos, agora nós somos filhos de Deus, mas ainda não sabemos o que vamos ser. Porém sabemos isto: quando Cristo aparecer, ficaremos parecidos com ele, pois o veremos como ele realmente é” (1ª João 3:2).
Então, nós, como metodistas livres afirmamos com a Palavra de Deus que a própria meta para nossa vida cristã é esta maturidade à semelhança de Cristo que a Bíblia descreve como santidade e retidão (Mateus 5:6; 1ª Pedro 1:16). Nós reconhecemos que isto só é possível por causa da graça que Ele provê tão ricamente.
Conteúdo
§3010 Este capítulo do Livro de Disciplina tem a intenção de descrever alguns aspectos significativos do entendimento metodista livre sobre a jornada cristã. A intenção é promover em nossas Igrejas uma compreensão do caminho da salvação, do caráter cristão e das respostas cristãs aos problemas modernos. Ele também contém alguns recursos para o discipulado cristão. Este capítulo tem as seguintes seções:
A primeira seção descreve o caminho da salvação, incluindo o processo pelo qual Deus, através da ação do Seu Espírito, torna possível aos seres humanos pecadores entrar na jornada cristã e crescer na maturidade em Cristo.
A segunda seção é uma descrição do caráter cristão genuíno e das disciplinas espirituais que alimentam e sustentam a vida cristã.
A terceira seção remete à resposta cristã a certos assuntos urgentes que são parte da vida cristã no mundo moderno e que se relacionam com Deus, conosco mesmos e com outras pessoas.
A quarta seção contém recursos para as Igrejas locais, para ajudá-las a conduzir as pessoas em um processo de discipulado rumo à maturidade em Cristo.
O Caminho da Salvação
§3100 Esta seção, sobre o caminho da salvação, descreve o padrão metodista livre de ensino sobre a doutrina bíblica da salvação. Estes parágrafos são uma elaboração do que é afirmado nos Artigos de Religião – Salvação (veja §114-120).
Esses parágrafos representam nosso entendimento do claro ensino da Bíblia sobre o processo pelo qual Deus, através da ação do Seu Espírito torna possível aos seres humanos pecadores entrar na jornada cristã e crescer na maturidade em Cristo. O caminho da salvação é o trajeto que Deus nos preparou para iniciarmos a jornada cristã e crescermos na fé.
O caminho da salvação inclui: a iniciativa graciosa de Deus para a salvação, o despertamento para Deus, o arrependimento, a fé, a certeza da salvação, a consagração e a santificação.
A Iniciativa Graciosa de Deus para a Salvação
§3110 Em amor, Deus providenciou graciosamente a salvação para toda a humanidade. Deus é amor. Jesus, o eterno Filho de Deus, foi enviado pelo Pai como uma expressão do amor de Deus para o mundo. A cruz demonstra a extensão do amor de Jesus por todos. O amor de Deus é plenamente expresso ao mundo através do ministério do Espírito Santo. Somente aqueles que respondem em arrependimento e fé podem experimentar a Sua graça como uma realidade salvadora.
A vida cristã pode ser conscientemente experimentada porque ela é um relacionamento interpessoal – o Deus pessoal e os seres humanos criados à Sua semelhança. Todas as pessoas são confrontadas por esse Deus pessoal, mas a conseqüência desse confronto é afetada pela resposta de cada pessoa.
Deus trata a todos como pessoas livres e responsáveis. Por isso, Ele não somente torna Sua graça acessível, esperando nossa livre resposta, mas também revela a Si mesmo e torna conhecida a Sua vida a todo que põe nEle a sua confiança. O relacionamento redentor com Jesus Cristo é experimentado como uma ação consciente do Seu amor e comunhão.
Aqueles que são justificados pela fé experimentam a paz de Deus. Quando o Seu Espírito vem ao coração, há alegria. A presença interior do Espírito Santo é a garantia de nosso relacionamento com Deus como Seus filhos queridos.
O Despertamento para Deus
§3120 As Escrituras ensinam que por natureza os humanos são corruptos em todo aspecto de sua natureza e se afastaram para longe da retidão original. Além da depravação comum em tudo por causa da Queda, existem os efeitos escravizadores dos pecados cometidos. Somos incapazes, por nós mesmos, de irmos a Deus, mas Deus em Sua graça alcança a cada pecador.
Deus toma a iniciativa de tornar os pecadores cientes das suas necessidades, usando Sua Palavra, a revelação em Jesus Cristo, a proclamação do Evangelho pela Igreja, o testemunho das pessoas e as circunstâncias da vida. Por tais meios, o Espírito Santo desperta os pecadores para suas necessidades e para a verdade do Evangelho (Jo 16:8,13). Despertados, os pecadores precisam responder, rejeitando o chamado de Deus ou voltando-se para Ele em arrependimento e fé.
Arrependimento e Restituição
§3130 Despertadas pelo Espírito Santo para reconhecer sua condição de perdidas diante de Deus, as pessoas podem se dirigir a Ele. Como “todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus” (Romanos 3:23), todos precisam se arrepender para estabelecer um relacionamento correto com Deus.
O arrependimento pede uma mudança sincera e completa de pensamento. Arrepender é virar as costas ao pecado com genuína tristeza e voltar-se para Deus em confissão e submissão. A pessoa é envolvida integralmente: mente, sentimento e vontade. O arrependimento é mais do que sentir remorso pelo mal praticado ou tristeza por ter sido flagrado no pecado. É uma tristeza pessoal por ter pecado contra Deus. O arrependimento exige uma transformação e abandono radicais da vida de pecados para uma sincera busca a Deus.
O arrependimento sincero conduz à renovação moral, freqüentemente evidenciada pela restituição – o esforço para corrigir os danos causados pela conduta pecaminosa, sempre que for possível. Atos de restituição, como no caso de Zaqueu, são certamente frutos dignos de arrependimento (Lucas 3:8). Entretanto, nem o arrependimento, nem a restituição salvam. A salvação é pela fé em Cristo (Romanos 5:1).
Confiança / Fé
§3140 Confiança ou fé, é a dependência incondicional de Deus (2ª Coríntios 3:4-5; 1ª Timóteo 4:10). Confiar inclui a plena aceitação das promessas de Deus, a completa dependência do sacrifício de Cristo para a salvação e uma aliança incondicional com a vontade de Deus. A graça e as bênçãos de Deus estão abertas àqueles que se voltam para Ele com plena confiança na Sua integridade, amor e poder.
Os cristãos experimentam o cuidado amoroso de Deus e a Sua direção ao confiarem nEle e O seguirem (Efésios 3:12). Quando eles pensam que são auto-suficientes, frustram-se ao tentar fazer por si mesmos aquilo que Deus quer fazer por eles. A auto-suficiência é incompatível com a perfeita confiança (1ª Timóteo 6:17).
Certeza de Salvação
§3150 Deus dá certeza de salvação e paz no coração a todos que se arrependem e põem sua fé em Cristo (Romanos 5:1). O Espírito Santo testifica aos seus próprios espíritos que seus pecados foram perdoados e que foram adotados na família de Deus (Romanos 8:16).
Os cristãos têm paz com Deus através de Jesus Cristo porque a sua culpa é retirada e o temor do julgamento removido (Hebreus 6:11; 10:22). Deus continua a dar segurança aos crentes por meio das Escrituras, da presença consciente do Espírito Santo, do amor e da comunhão com outros cristãos (1ª João 3:14).
Consagração
§3160 Deus chama o Seu povo para que ele seja separado para a Sua vontade e propósito (Romanos 6:13; 12:1). O que é assim separado, é considerado consagrado, santo.
Todos os cristãos são chamados para serem santos e irrepreensíveis diante de Deus em amor (Efésios 5:27). Cristo exige que Seus discípulos O sigam com a mente e com o espírito (Romanos 7:24-25). Para os cristãos darem um testemunho eficaz no mundo, eles precisam se distinguir pela justiça, paz, alegria, fé, esperança e amor (João 13:35; 14:15; Gálatas 5:22-24). Deus deseja um povo especial para a Sua obra (Salmo 100:2; Mateus 16:24; João 17:17, Romanos 8:6-9; 14:17). Quando os cristãos seguem sinceramente a Cristo e ouvem ao Espírito Santo conforme Ele fala nas Escrituras, eles devem sentir a necessidade de purificação do pecado interior. Devem desejar sinceramente serem cheios com o amor de Deus e terem um maior relacionamento com Cristo que satisfaça a sua mais profunda necessidade interior e os capacite a servir e a obedecer ao Senhor (Atos 1:8; 1ª Coríntios 13:13; 14:1; Efésios 5:1-2:14).
Os cristãos precisam consagrar-se a Deus e submeterem suas vontades à vontade do Pai Celeste (Mateus 19:21). Aquele que deseja a santificação interior precisa negar-se a si mesmo, carregar a cruz e seguir a Cristo. A devoção a si mesmo é idolatria. Um cristão que está dividido em sua lealdade não pode servir a Deus vitoriosa e constantemente. A preeminência deve ser dada a Cristo. Ele deve ser o Senhor da vida do cristão.
Portanto, para abrir-se para a obra santificadora do Espírito Santo, os crentes precisam entregar-se a Deus sem reservas, incondicionalmente. Devem livremente submeter tudo aos propósitos de Deus e devotar todo desejo e ambição ao serviço de Cristo, e não a si próprios (Colossenses 3:8-13). Os cristãos não podem ser libertos do domínio do pecado enquanto permitirem que o ego reine em suas vidas. Não se pode servir a dois senhores (Mateus 6:24).
Santificação
§3170 Cristo entregou-Se a Si mesmo “até à morte” para a purificação de Sua Igreja (Efésios 5:25-27; Hebreus 13:12). Os discípulos são chamados para serem santos (2ª Coríntios 7:1; 1ª Pedro 1:15-16). Na redenção, Cristo providenciou que os crentes fossem inteiramente santificados (Hebreus 9:13-14; 10:8-10). Conseqüentemente, Paulo ora “Que Deus, que nos dá a paz, faça com que vocês sejam completamente dedicados a Ele. E que Ele conserve o espírito, a alma e o corpo de vocês livres de toda mancha, para o dia em que vier o nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel e fará isso” (1ª Tessalonicenses 5:23-24). A santificação inicia na regeneração. Ela continua durante toda a vida do crente, enquanto o crente coopera com o Espírito. Um relacionamento mais profundo com Cristo é possível quando o crente é completamente purificado no coração (Salmo 51:5-13; 1ª João 1:5-2:1).
Deus, o Espírito Santo, é o Santificador (1ª Tessalonicenses 4:7-8; 2ª Tessalonicenses 2:13; 1ª Pedro 1:2). Entrando na vida do cristão na conversão, Ele o enche com a Sua presença incomparável quando a consagração do cristão é completa, purificando o coração e capacitando para testemunhar e servir (João 3:5; Atos 1:8; Romanos 8:9; Gálatas 3:3). Ele derrama o incomparável amor de Deus no coração e vida do cristão (Romanos 5:5; 1ª João 4:12-13).
Ao aceitarem por fé a promessa de Deus, os crentes entram num relacionamento mais profundo com Cristo (Romanos 8:14-17; 2ª Coríntios 7:1; Gálatas 2:20; 4:6-7). Tornam-se capazes de amar a Deus com todo seu coração, alma, força e mente, e ao seu próximo como a si mesmos (Mateus 22:37-40; Gálatas 5:25-6:2). Eles conhecem uma plena entrega interior à vontade de Deus e suas vidas são transformadas de uma vida de conflito interno com o pecado para uma feliz obediência (Romanos 12:1-2; Gálatas 5:16-25).
A santificação interior purifica os cristãos do pecado e os livra da auto-idolatria (1ª Coríntios 3:16-17; 6:15-20; 1ª Pedro 3:2-3). Quando eles são purificados, não se tornam perfeitos em desempenho, mas em amor (Mateus 5.43-48; Hebreus 6:1; 12:14; 1ª João 4:12-13).
O Caráter Cristão Genuíno
§3200 Essa seção descreve como um genuíno caráter cristão pode crescer. Essa afirmação tem suas raízes nas Escrituras e nas descrições clássicas da vida cristã através dos séculos. John Wesley, fundador do Metodismo, escreveu descrições semelhantes em “Uma Clara Avaliação do Cristianismo Genuíno” e “O Caráter de um Metodista”. O caráter cristão começa com a vida no Espírito e é mantido pelas disciplinas espirituais da vida cristã.
Os cristãos têm um novo relacionamento com Deus e uma nova vida em Cristo pelo poder do Espírito Santo. Nos novos crentes, a alegria dessa nova vida em Cristo pode por um tempo obscurecer a necessidade do crescimento em Cristo. Depois de algum tempo, pessoas cristãs podem se tornar complacentes consigo mesmas. Por isso, todo cristão precisa escolher entre crescimento e declínio.
Essa seção descreve algumas das disciplinas espirituais que são essenciais aos cristãos. Através do exercício destas e de outras disciplinas espirituais, os cristãos em crescimento se tornarão cada vez mais sensíveis ao bem e ao mal, aprendendo a sempre distinguir entre eles. O Espírito Santo os guiará em harmonia com as Escrituras. Cristãos em crescimento aprendem a estar atentos às instruções do Espírito e assim podem resistir à tentação e responder ao chamado de Deus para uma vida superior.
Oração
§3210 A oração é um meio indispensável de crescimento à semelhança de Cristo. Na oração o cristão fala e escuta, confessa e adora, pede e agradece. A oração deve ser como uma conversa, evitando frases e entoações artificiais. A oração sincera muda o suplicante e, freqüentemente, as circunstâncias (Tiago 5:16). A Bíblia ensina que as orações individuais e em grupo são eficazes para aqueles que estão em Cristo. A oração nos leva além de nós mesmos e enfatiza a nossa dependência de Deus. A oração e o estudo da Bíblia devem ser habituais, sem se transformarem em meros rituais (Salmo 10:5, 119:11).
Estudo da Palavra
§3220 A Bíblia é a nossa fonte para descobrir como podemos crescer. A Bíblia é o “manual de crescimento” do cristão. Ela deve ser tomada seriamente como a autoridade final para nossas vidas; portanto, deve ser lida e diligentemente estudada para ser entendida. Deus falará aos cristãos em crescimento através das suas páginas se eles estiverem atentos. O valor e o significado da vida são encontrados nesse livro. O piedoso estudo e aplicação da Bíblia são um meio de purificação e de mudança de atitudes e conduta.
Vida na Igreja
§3230 Os cristãos em crescimento encontram na comunhão dos crentes o seu ambiente encorajador. Eles não vivem independentes do Corpo de Cristo. A adoração exige uma atitude correta com Deus e envolve a participação ativa do crente. Os crentes devem preparar suas mentes e espíritos para a adoração. Cristãos sinceros dirigem-se a Deus em louvor, ações de graça, dedicação, confissão, fé e serviço. O Batismo e Ceia do Senhor são partes vitais da vida da Igreja, ordenadas por Cristo. Deus promete satisfazer graciosamente a pessoa que fielmente participa desses sacramentos. Como parte do Corpo de Cristo, os crentes devem participar na adoração coletiva, tanto quanto nos outros ministérios da Igreja. A participação em grupos pequenos é um meio de graça e de crescimento. O sustento material, a visão, a inspiração e a disciplina são frutos da comunhão.
Dons Espirituais e Ministério
§3240 O crescimento vem com a aceitação da responsabilidade plena do uso dos talentos naturais e dons espirituais no serviço e no ministério. O Espírito Santo supre cada crente com habilidades naturais para o serviço e o ministério. São responsabilidades. Elas devem ser usadas somente de forma que glorifiquem a Deus. Usar bem as habilidades dadas por Deus produz crescimento pessoal. O Espírito Santo também distribui, como Ele quer, dons espirituais de fala e de serviço para o bem comum e a edificação da Igreja (1ª Coríntios 12:7; 1ª Pedro 4:10-11). Dons espirituais são exercidos debaixo do senhorio de Cristo, com Seu amor e compaixão, e não podem ser causa de divisão na Igreja. Portanto, todas as coisas devem ser feitas com decência e ordem. Por exemplo, na adoração pública, falar ou ensinar a falar com sons não inteligíveis não é coerente com tal ordem. A linguagem do culto deve ser a linguagem do povo. Toda comunicação no culto deve ser inteligível (1ª Coríntios 14). O crente deve procurar como evidência da plenitude do Espírito Santo, não os dons em si mesmos, mas o caráter e o poder do Espírito Santo.
Amor ao Próximo
§3250 O crescimento em Cristo exige a responsabilidade de amar os outros, pois todos são amados por Deus e criados à Sua imagem. A qualidade dos relacionamentos do cristão com os outros afeta a qualidade de sua própria vida. O crescimento em Cristo exige prontidão para corrigir o relacionamento tanto com Deus como com os outros (Tiago 5:16). Os Dez Mandamentos, resumidos em dois mandamentos por Jesus (Lucas 10:25-28), ensinam a natureza de nossos relacionamentos com Deus e com os outros. Os cristãos expressarão seu amor tanto pelas boas obras como pelas palavras pessoais de testemunho, apontando Cristo como a encarnação do amor de Deus e como o Salvador do mundo.
Cura Divina
§3260 Toda cura, seja do corpo, da mente ou do espírito, tem sua fonte fundamental em Deus “que é o Senhor de todos, que age por meio de todos e está em todos” (Efésios 4:6). Ele pode curar usando intervenção cirúrgica, medicação, mudança de ambiente, aconselhamento, correção de atitudes ou através de processos restauradores da própria natureza. Ele pode curar através de um ou mais [dos meios] acima junto com a oração, ou pode curar por uma intervenção direta em resposta à oração. As Escrituras relatam muitos casos do último tipo de cura centrados na vida e ministério dos apóstolos e da Igreja. De acordo com as Escrituras (Tiago 5:14-15), portanto, exortamos nossos pastores a darem oportunidades ao doente e ao aflito de virem diante de Deus na comunhão da Igreja, com a firme fé de que o Deus e Pai de Jesus Cristo é capaz e está desejoso de curar. Ao mesmo tempo, reconhecemos que apesar dos soberanos propósitos de Deus serem bons e que Ele está trabalhando para uma redenção final que garante a integridade para todos os crentes, Ele pode não conceder cura física para todos nesta vida. Cremos que em tais casos, Ele pode glorificar a Si mesmo através da ressurreição para a vida eterna.
A Vida Cristã no Mundo Moderno
§3300 Essa seção nasce da experiência de metodistas livres ao viverem os mandamentos de Cristo sobre santidade no mundo moderno. Portanto, ela descreve uma resposta cristã para as urgentes questões do mundo contemporâneo.
Não se pretende aqui que isto seja uma descrição completa ou final de uma resposta cristã apropriada para todas as importantes questões que se apresentam no mundo moderno, nem que tal descrição seja nosso escrito final. Antes, a abordagem usada nos parágrafos seguintes aponta os caminhos pelos quais um cristão deve formar uma resposta responsável, bíblica e apropriada às questões contemporâneas.
Os membros da Igreja Metodista Livre adotam os seguintes parágrafos como um guia autorizado para uma vida cristã autêntica. Esses princípios (indicados pelo texto em itálico) originam-se da direção e claro ensino da Bíblia. As declarações de aplicação que seguem cada princípio representam o entendimento histórico dos metodistas livres. Cremos que uma vida de acordo com as seguintes afirmações será uma vida “de acordo com o que Deus quis quando chamou vocês” (Efésios 4:1).
Quanto a Deus (veja §157)
Falso Culto
§3310 Jesus Cristo confirmou o mandamento do Antigo Testamento, “Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças” (Marcos 12:29-30-ARA; Deuteronômio 6:4-5). A adoração de qualquer outra pessoa, espírito ou coisa é idolatria.
Nós nos abstemos de todas as práticas que conduzem à idolatria. Práticas de ocultismo, tais como espiritismo, feitiçaria e astrologia, precisam ser evitadas. Além do mais, os cristãos devem guardar-se das idolatrias do coração – a adoração de coisas, de prazeres e de si mesmo (1ª João 2:16).
O Dia do Senhor
§3320 Deus deixa claro na Bíblia, por exemplo e mandamento, que um de cada sete dias deve ser consagrado para adoração e descanso (Gênesis 2:2-3; Êxodo 20:8-11). Jesus declarou que o sábado foi feito para as pessoas, e não as pessoas para o sábado (Marcos 2:27). Precisamos de um dia especial para sair de nosso trabalho diário e adorar a Deus e renovar o corpo, a mente e o espírito. O Novo Testamento revela que a Igreja primitiva deixou de guardar o último dia da semana – o sábado judeu, para adorar a Deus, em Cristo, no primeiro dia da semana – o Dia do Senhor, o dia de Sua ressurreição.
Observando o princípio sabático no dia do Senhor, participamos da adoração coletiva na comunidade cristã como atividade indispensável do domingo (Hebreus 10:25). Nós nos abstemos de trabalhos desnecessários e comércio neste dia, mas reconhecemos que a salvação não vem de nossos próprios esforços, e sim através da graça, enquanto descansamos em Deus (Isaías 58:13-14; Hebreus 4:9). Pastores e outros que precisam estar envolvidos em trabalhos necessários no domingo são encorajados a observarem o princípio sabático em outro dia.
Sociedades Secretas
§3330 A suprema lealdade do cristão é com Jesus Cristo, o Senhor (Atos 2:36; Romanos 14:9). Em todas as suas associações, os cristãos devem manter-se livres para seguir a Cristo e obedecer à vontade de Deus (2ª Coríntios 6:14-18). Por isso, nós nos privamos de juramentos solenes de segredo em comunhão com incrédulos que obscureçam nosso testemunho.
Aquelas associações voluntárias que exigem juramento, voto ou promessa de sigilo, ou uma senha secreta como condição de membresia devem ser consideradas sociedades secretas. Em contradição ao ensino de Cristo e do Novo Testamento, essas sociedades exigem alianças e votos que comprometem as futuras ações daqueles que se associam a elas (Mateus 5:34-37). Como cristãos, então, nos recusamos a jurar lealdade sem reserva a qualquer sociedade secreta, pois vemos tal submissão em conflito direto com a rendição incondicional a Jesus Cristo como Senhor. Devemos nos manter livres para seguir a vontade do Senhor em todas as coisas.
A maioria das sociedades secretas é religiosa por natureza. São feitas orações, cantados hinos e os membros se engajam em atos de culto diante de um altar. Capelães são escolhidos para dirigir cultos e conduzir funerais. Mas o culto dessas sociedades é unitariano, não cristão; sua religião é moralista, não redentiva; e suas finalidades são humanistas, não evangélicas (Atos 4:12). Nós nos abstemos, portanto, de sermos membros de qualquer sociedade secreta, e quando nos unimos à Igreja, renunciamos à membresia em qualquer loja ou ordem secreta com a qual anteriormente tenhamos nos unido.
Não exigimos que aqueles que se tornaram membros da Igreja cessem todos os pagamentos necessários para manter os benefícios de um seguro em vigor previamente contraído através da membresia, por exemplo, em uma loja maçônica.
Quanto a Nós e aos Outros (veja §158)
O Valor das Pessoas
§3340 Somos comprometidos com o valor de todos os humanos, sem distinção de gênero, etnia, cor ou qualquer outra distinção (Atos 10:34-35) e os respeitaremos como criados à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27) e redimidos pela morte e ressurreição de Cristo. A lei do Antigo Testamento ordena tal respeito (Deuteronômio 5:11-21). Jesus resumiu essa lei em amor a Deus e ao próximo (Mateus 22:36-40). Ele ministrou a todos, sem distinção, e Sua morte na cruz foi por todos (João 3:16; Romanos 5:8).
Estamos, portanto, empenhados com interesse ativo sempre que seres humanos são humilhados, abusados, despersonalizados ou sujeitados às forças demoníacas do mundo, por indivíduos ou instituições (Gálatas 3:28; Marcos 2:27). Nós nos comprometemos a dar significado e significância a todas as pessoas, com a ajuda de Deus.
Lembrando da nossa tendência de sermos preconceituosos, como cristãos devemos crescer na conscientização dos direitos e necessidades dos outros.
Auto Disciplina
§3350 Um dos sinais da presença interior do Espírito é o domínio próprio (Gálatas 5:23). As Escrituras nos instruem a honrar o corpo como templo do Espírito Santo (1ª Coríntios 6:19-20).
Como cristãos, desejamos ser caracterizados pelo equilíbrio e pela moderação. Procuramos evitar padrões extremos de conduta. Também procuramos manter-nos livres de vícios e compulsões.
Os cristãos devem se caracterizar por um estilo de vida disciplinado, e por isso nós nos esforçamos por evitar a indulgência egoísta nos prazeres deste mundo. Nosso desejo é a vida simples, em serviço aos outros, a prática da boa mordomia da saúde, do tempo e de outros recursos dados por Deus.
Nós nos comprometemos a ajudar todo cristão a atingir tal vida disciplinada. Embora hábitos não saudáveis não sejam fáceis de serem quebrados, os crentes não precisam viver nesta escravidão. Encontramos ajuda através das Escrituras, do Espírito Santo, da oração e do aconselhamento e apoio de outros cristãos.
Administração dos Bens Materiais
§3360 Embora como cristãos acumulemos bens, não devemos fazer das propriedades ou da prosperidade o alvo de nossas vidas (Mateus 6:19-20; Lucas 12:16-21). Antes, como mordomos, somos pessoas que doam generosamente para satisfazer as necessidades de outros e para sustentar ministérios (2ª Coríntios 8:1-5; 9:6-13).
As Escrituras permitem o privilégio da propriedade privada. Apesar de possuirmos títulos de propriedade de acordo com a lei civil, consideramos que tudo que temos é propriedade de Deus confiada a nós como administradores.
O jogo é contrário à fé no Deus que dirige todas as coisas do Seu mundo, não pelo acaso, mas pelo Seu cuidado providencial. Ao jogo falta tanto a dignidade de um salário merecido quanto a honra de um presente. Ele toma recursos do bolso do próximo sem uma paga justa. Ele provoca a ganância e por isso destrói a iniciativa de um trabalho honesto e freqüentemente resulta em vício. O patrocínio governamental de loterias somente agrava o problema. Por causa dos males que ele promove, nos abstemos do jogo em todas as suas formas por questão de consciência e como um testemunho da fé que temos em Cristo.
Enquanto os costumes e os padrões da comunidade mudam, há princípios bíblicos imutáveis que nos governam como cristãos em nossas atitudes e conduta. Tudo que compramos, usamos ou vestimos reflete o nosso compromisso com Cristo e nosso testemunho no mundo (1ª Coríntios 10:31-33). Por isso, evitamos a extravagância e aplicamos os princípios de simplicidade de vida quando fazemos escolhas sobre a imagem que projetamos por nossas posses.
Vida no Local de Trabalho
§3370 Como cristãos, somos chamados para sermos servos de todos. Essa norma é igualmente aplicável ao empregador e ao empregado (Efésios 6:5-9; Colossenses 3:22-41). Nosso interesse pela justiça é, em primeiro lugar, de sermos justos e, em segundo lugar, de obtermos justiça. Cremos que todas as pessoas têm o direito de serem empregados remunerados, independente de gênero, etnia, cor, origem nacional ou crença (Romanos 10:12).
Reconhecemos o direito dos empregados se organizarem em seu próprio benefício. Pactos secretos, com votos de sigilo ou atos de violência destinados a violar ou defender seus direitos, não devem ser tolerados. Também reconhecemos o direito dos empregados de não se associarem a tais organizações.
Como cristãos, não vemos empregador e trabalhador como necessariamente hostis um ao outro. Eles não precisam trazer desconfiança e hostilidade para seu lugar de trabalho ou para a mesa de negociação. Resistimos à exploração das pessoas ou a vê-las meramente como peças da economia. Desencorajamos confrontações rígidas e apoiamos uma aproximação para solução de problemas e discordâncias.
Nós nos esforçamos para tornar nosso testemunho efetivo onde trabalhamos, lembrando que, como empregados cristãos, somos responsáveis primeiramente a Deus e então ao nosso empregador e à organização. Como empregadores cristãos, temos a responsabilidade de negociar razoável e amavelmente com nossos empregados, preservando o testemunho de um caráter cristão tanto na palavra como na ação (Mateus 7:12; Colossenses 3:17).
Entretenimento
§3380 Nós avaliamos todas as formas de entretenimento à luz dos padrões bíblicos para uma vida santa e reconhecemos que precisamos governar a nós mesmos de acordo com esses padrões. As Escrituras dizem: “Portanto, irmãos, nós temos uma obrigação que é a de não vivermos de acordo com a nossa natureza humana. Porque se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo Espírito vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente” (Romanos 8:12-13).
Numa cultura onde o prazer é intensamente perseguido, precisamos tomar cuidado com nossas formas de diversão. Nós nos deparamos com uma multiplicidade de entretenimentos, como televisão, vídeos, filmes, músicas, Internet, danças, revistas e novelas. Considerando que muitos deles acontecem no lar, nossas escolhas não podem ser legisladas de longe; precisamos fazê-las de dentro de nós, a partir de um coração renovado. No caso de crianças e jovens que moram com os pais, devem prevalecer nossas convicções como pais cristãos.
Nossas escolhas de entretenimento devem levar em conta que várias das diversões modernas promovem violência, excitação do desejo sexual ou despertam a ganância, e certos ambientes encorajam e promovem a tolerância com o vício e a vulgaridade.
Nós nos comprometemos a sermos moderados em nossa atividade de entretenimento, cuidadosos quanto ao uso criterioso do tempo e do dinheiro, e na mordomia do corpo para evitar todo tipo de mal e honrar a Cristo em todas as coisas.
Então, ao fazer escolhas com respeito ao entretenimento, diante do Senhor devemos responder francamente a perguntas como: Esta atividade aumenta ou diminui meu testemunho como cristão? Ela é contrária aos ensinos da Bíblia? A minha consciência está limpa? Participar dela vai me expor desnecessariamente à tentação? Esta atividade é, em qualquer sentido, viciante?
Abuso de Substâncias
§3390 Como cristãos acreditamos que a vida é plena, abundante e livre em Jesus Cristo (Jo 8:36; 10:10). Por isso, nos abstemos de tudo o que prejudica, destrói ou corrompe Sua vida em nós.
Drogas ilícitas são grandes agressoras. Devido ao fato de várias formas de narcóticos causarem prejuízo incalculável à pessoa e aos relacionamentos, e tais drogas restringirem o desenvolvimento pessoal, prejudicarem o corpo e reforçarem uma visão fantasiosa da vida, nós evitamos o uso delas.
Cristo nos admoesta a amar a Deus com todo nosso ser e ao nosso próximo como a nós mesmos, e por isso advogamos a abstinência do uso de bebidas alcoólicas (Marcos 12:30-31). O abuso do álcool, uma droga legalizada, é prejudicial aos indivíduos, às famílias e à sociedade. Ele é imprevisivelmente viciante e seus efeitos destrutivos não podem ser plenamente medidos. Seu abuso deixa um rastro de casamentos destruídos, violência familiar, crime, perda na indústria, prejuízo na saúde, ferimentos e mortes. Como cristãos responsáveis, advogamos a abstinência para o [bem] da saúde, da família e do próximo. Além do mais, observamos que as conseqüências sociais adversas são tão generalizadas que buscamos, pela defesa da abstinência, dar um testemunho coletivo solidário da liberdade que Cristo oferece.
Cremos que os cristãos devem tratar seus corpos como bens sagrados confiados a eles e por isso defendemos a abstinência do fumo. Ele é a causa principal de uma variedade de cânceres e outras doenças, além de dispendioso e socialmente ofensivo. Levamos a sério as palavras do apóstolo Paulo: “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele” (1ª Coríntios 6:19-20).
A dependência de drogas de qualquer tipo inibe a plenitude da vida em Cristo e por isso nos guardamos do uso indiscriminado de drogas receitadas e da auto-medicação. Embora o valor terapêutico de tais substâncias possa ser grande, seu poder, proliferação e fácil acesso exigem que, como cristãos, sejamos vigilantes contra seu abuso.
Cremos que a falta de moderação no consumo de alimentos também é uma forma de abusar do corpo e pode resultar em doenças e obesidade. Nós nos alimentamos de forma saudável para preservar a força de nossos corpos e assim estender nossos anos de utilidade como servos de Cristo.
Buscamos a ajuda de Deus para compreendermos e ajudarmos àqueles que vêm a Cristo com problemas de compulsão. Cremos no poder de Cristo para libertar (Romanos 6:13; Gálatas 6:2) ao mesmo tempo que reconhecemos a dificuldade de se superar a dependência dos vícios, e desejamos dar toda a ajuda e apoio necessários enquanto os novos cristãos buscam plena liberdade.
Como evidência adicional de uma consciência despertada, defendemos a abstenção do cultivo, fabricação ou promoção dessas substâncias nocivas à saúde.
Pornografia
§3400 As Escrituras advertem que aqueles que participam de imoralidade sexual, impureza e libertinagem “não herdarão o Reino de Deus” (Gálatas 5:19-21). Portanto, como cristãos, evitamos a participação nesses males ou a glorificação desses males que são encontrados em muitas formas de pornografia.
A pornografia provoca a luxúria sexual, que é a depravação de um dom de Deus. Ela expõe e pode encorajar uma conduta sexual indecente e degenerada, tal como fornicação, incesto, estupro, sodomia, pedofilia e bestialidade. Ela pode causar decadência progressiva dos valores morais, começando com o vício, seguido por insensibilidade da consciência e tendendo para uma atitude desenfreada de conduta sexual pervertida. Isso geralmente vitima inocentes e ingênuos.
Para a sociedade, a pornografia é uma força degenerativa agressiva. Ela prejudica e destrói. Como cristãos, nós nos opomos à abominação da pornografia por todos os meios legítimos.
Comportamento Homossexual
§3410 O comportamento homossexual é considerado imoral pelas Escrituras porque é uma distorção da ordem criada por Deus, uma prática contrária à natureza original . A santidade do casamento e da família deve ser protegida contra todas as formas de conduta imoral (Êxodo 22:16-17; Levítico 20:10-16; Deuteronômio 22:23-28). As Escrituras falam explicitamente contra a prática homossexual (Levítico 18:22; 20:13; Romanos 1:26-27; 1ª Coríntios 6:9-10; 1ª Timóteo 1:8-10).
Pessoas com inclinações homossexuais são responsáveis diante de Deus por seus comportamentos (Romanos 14:12). Para aqueles que caíram nesta prática, a graça de Deus está disponível e é completamente adequada para perdoar e libertar (Lucas 4:18; 1ª Coríntios 6:9-11; Hebreus 7:25; 1ª João 1:9). Como esta prática é uma distorção da natureza original do ser humano, uma terapia pode ser necessária para que a cura possa acontecer.
A Igreja tem uma responsabilidade coletiva em ser agente de Deus na cura, ministrando em amor aos homossexuais e dando a eles apoio bem como os ensinando a viver uma vida cristã sadia e pura (1ª Coríntios 2:7-8).
Nós nos opomos à legislação que legalize o comportamento homossexual como um estilo de vida alternativo aceitável.
Santidade da Vida
§3420 Deus é soberano: o mundo e tudo que nele está pertencem a Deus. Embora os propósitos eternos de Deus nunca sejam impedidos pela ação humana, somos livres e responsáveis para fazer escolhas consistentes com Deus em questões de vida e morte. Os cristãos vivem a realidade de que os seres humanos foram criados para um propósito eterno. Estamos atentos ao sofrimento humano e ao mesmo tempo reconhecemos que a habilidade da tecnologia médica para por fim ao sofrimento humano é finita. Portanto, aceitamos nossa responsabilidade de usar essa tecnologia com sabedoria e compaixão, honrando a Deus que é, no final das contas, supremo.
Nossas convicções sobre o valor inerente da vida humana formam a fundação da nossa abordagem à bioética. Essas complexas questões bioéticas envolvem valores religiosos e morais, bem como realidades médicas e legais. Assim sendo, os cristãos não podem determinar seus direitos e privilégios apenas pela extensão da permissividade da lei do Estado ou pelas possibilidades de procedimentos médicos seguros.
Para o cristão a morte não é o fim da vida, mas a transição para a eternidade. Portanto, a morte física não é o último inimigo, mas parte de nossa jornada. O amor de Deus nos sustenta em nosso sofrimento. Ele ministra a nós pessoalmente e através do ambiente terapêutico da comunidade cristã. A sabedoria divina em face ao sofrimento vem a nós através da Bíblia, da oração, do aconselhamento e da operação do Espírito Santo. Assim como somos confortados, somos chamados para estender o conforto de Deus aos que sofrem.
A. Tecnologia Reprodutiva
As tecnologias reprodutivas geram um grande número de questões éticas, médicas, legais e teológicas e ao mesmo tempo oferecem esperança. O princípio orientador, de que toda a vida humana deve ser valorizada, respeitada e protegida em todos os seus estágios deve ser cuidadosa e consistentemente aplicado a todo novo desenvolvimento. Uma teologia cristã da família (§3440) deve também informar essas decisões.
B. Aborto
O aborto intencional da vida de uma pessoa, da concepção em diante, deve ser julgado como uma violação do mandamento de Deus: “não matarás”, exceto quando circunstâncias extremas exigem a interrupção de uma gravidez para salvar a vida da grávida. O aborto induzido é a destruição intencional de uma pessoa após a concepção e antes do parto, por meio cirúrgico ou qualquer outro. Portanto, o aborto induzido é moralmente injustificável, exceto quando o ato for decidido por pessoas responsáveis e competentes, incluindo um aconselhamento cristão profissional, com o propósito de salvar a vida da grávida. Quando serve para controle populacional ou de natalidade, preferência ou conveniência pessoal e segurança social ou econômica, o aborto deve ser considerado como egoísta e malicioso.
A decisão para interromper a gravidez envolve valores religiosos e morais, bem como realidades médicas e legais. A moralidade cristã exige que consideremos tanto o mandamento bíblico como a situação humana em que a lei deva ser aplicada. Como cristãos, cremos que a vida humana, seja embrionária, madura ou senil, é sagrada, pois a vida existe em relação a Deus.
Alternativas compassivas e cuidado de longo prazo devem ser oferecidos a mulheres que cogitam o aborto. Exortamos médicos e pais que entendam que a o mandamento moral e a lei do amor são transgredidos quando a vida humana é destruída para fins egoístas ou maliciosos.
C. Eutanásia
Não existe qualquer justificativa para a eutanásia ou suicídio assistido. Entendemos que se um doente terminal pede que sua vida não seja sustentada através de medidas heróicas, isso não constitui eutanásia ou suicídio assistido. Reconhecemos que é permitido usar analgésicos e outras medicações que implicam no risco de reduzir a vida mesmo quando a intenção é socorrer ou, beneficiar o paciente. Reconhecemos também a responsabilidade dos profissionais médicos de aliviar o sofrimento dentro desses parâmetros. Cristãos devem desencorajar a suposição de que algumas vidas não valem ser vividas. Cremos que não existe vida “inútil”. O valor e a utilidade de nossas vidas repousam acima de tudo no nosso relacionamento com Deus que nos ama.
D. Outros Dilemas Éticos
Esses princípios bíblicos, que guiam nossa abordagem à bioética precisarão ser aplicados como bases constantes para outros dilemas éticos que surgirem dos avanços na tecnologia médica. Tais dilemas éticos podem incluir, mas não ser limitados por: alocação de recursos finitos, transplante de órgãos, preocupações com o fim da vida, engenharia e testes genéticos, questões sobre identidade sexual e outros.
Quanto às Instituições de Deus (veja §159)
§3430 Há pelo menos três instituições terrenas divinamente estabelecidas. A primeira destas é o casamento e a família. A segunda, a Igreja. A terceira, o governo secular. Só a Igreja, entre estas instituições, durará pela eternidade. Não obstante, as Escrituras claramente destacam a importância de como agimos com respeito a cada uma destas instituições até o retorno de Cristo.
Esta seção pretende descrever o ponto de vista cristão sobre estas importantes instituições. O foco são os princípios mais importantes: não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto. As declarações de princípios representam o que nós cremos ser o fundamental, o ensino claro da Escritura sobre estas instituições. Acreditamos também, que as declarações de aplicação que acompanham as declarações de princípio são claras conclusões extraídas das Escrituras, e são apresentadas aqui para ajudar nossas Igrejas e membros na aplicação dos princípios bíblicos.
O Cristão e o Casamento
§3440 A. Princípios Relativos ao Casamento
Natureza do Casamento: Na criação Deus instituiu o casamento para o bem estar da humanidade (Gênesis 2:20-24; Marcos 10:6-9). O casamento é a união de um homem e uma mulher dentro de um relacionamento vitalício que as Escrituras chamam de “uma só carne”.
A relação sexual é um dom de Deus para a humanidade, para a união íntima de um homem e uma mulher dentro de matrimônio. Neste relacionamento, ela é honrosa (Hebreus 13:4). Por esta razão,o casamento é o único contexto apropriado para a intimidade sexual. A Escritura exige pureza antes do casamento e fidelidade durante ele. Da mesma forma, ela condena todo comportamento sexual contrário à natureza, tal como incesto, pedofilia, atividade homossexual e prostituição (1ª Coríntios 6:9; Romanos 12:6-21).
Portanto cremos que o casamento deve ser protegido e apoiado tanto pela Igreja como pela sociedade e deve ser formalizado com votos públicos. Não basta um casal viver junto numa aliança privada; cremos que eles devem comprometer-se diante de Deus e do Estado.
B. Cultivando Casamentos Saudáveis
A Igreja Metodista Livre clama que seu povo entre na aliança do casamento em oração. De acordo com o mandamento apostólico (2ª Coríntios 6:14), esperamos que se casem somente com crentes. Exige-se dos ministros que sejam zelosos quando forem requisitados para celebrar um casamento. Aqueles que unem crentes com não crentes vão contra os explícitos ensinos das Escrituras. Antes de entrar no casamento, nosso povo deve se aconselhar com seus líderes cristãos. Os jovens que planejam o casamento devem procurar aprovação dos pais. Nossos ministros não devem oficiar o casamento de qualquer pessoa menor de idade, a menos que os pais ou responsáveis estejam presentes ou tenham dado o consentimento por escrito, e que estejam presentes pelo menos duas testemunhas que conheçam o casal. Rogamos que nossas Igrejas providenciem instrução para educação sexual e preparação para o casamento. Os pastores devem observar se todos os candidatos ao casamento tenham recebido orientação pré-conjugal, usando materiais compatíveis com o ensino denominacional. Além disso, encorajamos as Igrejas locais a providenciar recursos tais como seminários e retiros para fortalecer casamentos e edificar lares cristãos.
C. A Cura de Casamentos em Crise
A Igreja sensível a Deus tem recursos espirituais para os casamentos em crise. Os recursos principais são o poder renovador do Espírito Santo e da Palavra, a oração e os sacramentos, o conselho e o apoio. Através do ministério da Igreja, Deus pode trazer cura e reconciliação.
Portanto, se nossos membros enfrentam crise em seus casamentos, nós os encorajamos a procurar o conselho do pastor e a submeterem-se à orientação da Igreja. Um conselheiro profissional pode ser necessário.
Reconhecemos que violência doméstica, emocional e/ou física, acontece também em famílias relacionadas com a Igreja. Geralmente isto põe em perigo a segurança de um cônjuge ou dos filhos e pode ameaçar a própria vida deles. Os membros destas famílias precisam de cura espiritual e emocional (Malaquias 2:13-16).
Quando uma situação impossível está destruindo o lar, é possível que mesmo cristãos venham a se separar. Em tais casos, o caminho para a reconciliação deve-se manter aberto (1ª Coríntios 7:10-11). Mesmo quando um casamento é violado pela infidelidade sexual, os cônjuges são encorajados a trabalharem para a restauração da união.
D. Divórcio
Quando um dos cônjuges é cristão e o outro não, o cristão não pode se divorciar do não-cristão por essa razão (1ª Coríntios 7:12-13), porque o amor cristão pode redimir o não-crente e unir o lar em Cristo (1ª Coríntios 7:16).
Quando um casamento for violado pela infidelidade sexual, os cônjuges serão encorajados a trabalharem para a restauração da união. Quando a reconciliação for impossível, o divórcio é permitido ao que sofreu a infidelidade (Mateus 5:32; 19:9).
Deserção é abandonar um casamento sem uma causa justa. Cremos que uma pessoa nega a fé quando ela deliberadamente abandona o cônjuge por um longo período de tempo. Quando a deserção conduz, subseqüentemente, ao divórcio, o cônjuge deserdado não está mais preso pelo casamento (1ª Coríntios 7:15).
Quando for impossível a reconciliação num casamento em crise, reconhecemos que o divórcio pode ser inevitável (Mateus 5:32; 19:9). Quando os casamentos falham completamente houve, nas palavras de Jesus, a “dureza de coração” em um ou nos dois lados da união (Mateus 19:3-8; Marcos 10:5-9).
Embora as Escrituras permitam divórcio nos contextos de adultério (Mateus 5:32) e deserção (1ª Coríntios 7:10-16), elas não ordenam o divórcio e recomendamos o aconselhamento com líderes da Igreja para buscar outras alternativas. Uma destas pode ser que ambos vivam celibatariamente.
E. Recuperação após o Divórcio
O divórcio sempre produz trauma. É o rompimento de uma aliança, violando assim a intenção divina da fidelidade no casamento (Malaquias 2:13-16). Por essa razão, pessoas divorciadas devem ser ajudadas a compreenderem e consertarem as causas do divórcio. Elas devem buscar aconselhamento pastoral. Um conselheiro profissional também pode vir a ser necessário. Se existem padrões não sadios de relacionamento, os cônjuges devem ser ajudados a substituir tais padrões por novas atitudes e comportamentos que sejam semelhantes aos de Cristo (Colossenses 3:1-15). Arrependimento e perdão são cruciais para a restauração. Os alvos do processo são a cura pessoal e a restauração à participação saudável na Igreja. A Igreja precisa ampliar o seu interesse pela família e pelos outros afetados pelo divórcio.
F. Novo Casamento Após o Divórcio
Um membro divorciado ou um que está considerando se casar com uma pessoa divorciada deve se submeter à autoridade, conselho e orientação da Igreja.
Pessoas que se envolveram em divórcio durante a condição de não crentes não devem, unicamente por esta razão, ser barradas de se tornarem membros, mesmo se elas se casaram novamente. Da mesma forma, os crentes não são proibidos de se casar com uma pessoa que se divorciou quando ainda não crente. Um membro da Igreja, divorciado de um cônjuge adúltero ou abandonado pelo companheiro não-crente, depois de esforços de perdão e reconciliação terem sido rejeitados, pode se casar de novo (Mateus 5:31-32; 19:3-11; 1ª Coríntios 7:15).
G. A Recusa do Aconselhamento
Quando um membro da Igreja se divorciar do cônjuge, violando as Escrituras, ou casar-se de novo sem procurar o aconselhamento ou seguir a orientação do pastor ou da Comissão para Questões de Membros, a Comissão deve examinar o caso e recomendar uma ação apropriada à Junta Administrativa Local. A ação corretiva deve incluir remoção da liderança e pode incluir suspensão ou exclusão da membresia.
H. Casos Extraordinários
Se surgirem casos para os quais o pastor ou a Comissão para Questões de Membros não encontrem direção explícita nesse Livro de Disciplina, o pastor, em consulta à Comissão, deve falar com o Superintendente.
Criação e Educação de Filhos
§3450 A Igreja Metodista Livre vê a educação de suas crianças como responsabilidade paterna (Deuteronômio 6:5-9; Efésios 6:4). Parte desta responsabilidade pode ser delegada, mas não abandonada, a outras instituições de educação, pública ou cristã.
A Igreja Metodista Livre deseja estar interativamente envolvida com os pais no ensino e educação de todas as crianças nos fundamentos da fé cristã. É o propósito da família, tanto humana quanto família de Deus, oferecer um ambiente em que pais e filhos possam crescer juntos no amor de Deus e no amor um ao outro (Deuteronômio 11:18-19; Joel 1:3).
Por causa do valor que Jesus demonstrou às crianças (Mateus 19:14), nossas Igrejas fazem dos ministérios com crianças e jovens uma prioridade. Os ministérios não se concentram apenas em conduzir os jovens à fé em Jesus Cristo, mas também em envolvê-los na membresia da Igreja e no ministério.
A Igreja deseja apoiar as escolas públicas e reconhece o desafio aos professores cristãos, pais e estudantes de serem luz no mundo. Se os pais escolherem utilizar escolas cristãs ou o ensino doméstico, também os apoiamos em sua decisão. Pedimos que nossas crianças sejam dispensadas de tarefas e atividades que estão em conflito com os valores defendidos pela denominação. Quando conflitos surgirem, solicitamos à escola que a posição acadêmica do estudante não seja prejudicada e, quando necessário, outras tarefas sejam dadas.
A Igreja tem especial interesse que os conceitos das Origens tenham consideração completa e justa em nossas escolas públicas. Estão disponíveis materiais educacionais que permitem um tratamento científico dos vários conceitos das origens, incluindo a criação especial (que todas as formas básicas e processos de vida foram criados por um Criador sobrenatural) – procure “A Origem das Espécies”, de... em... . Portanto, insistimos que o conceito da criação especial seja apresentado em, ou junto com, cursos, livros texto, materiais de biblioteca e recursos de apoio pedagógicos, no assunto das origens.
O Cristão e a Igreja
§3460 A Igreja é parte do plano eterno de Deus de fazer para Si um povo que seja “santo e irrepreensível diante dEle”. Ela foi instituída por Cristo durante seu ministério quando Ele a comissionou para ser Sua única representação no mundo. Por isso, as Escrituras falam da Igreja como o Corpo de Cristo. A Igreja tem sido capacitada para o ministério pelo ativo e contínuo trabalho do Espírito Santo desde o Pentecostes. Da mesma forma que as cartas do Novo Testamento foram escritas para Igrejas em lugares específicos, compostas por pessoas específicas, a Igreja também é não apenas universal, mas também visível e local.
A Igreja é também o povo de Deus no mundo. Este fato é amplamente ilustrado tanto no Antigo como no Novo Testamento. O Senhor da Igreja dá dons ao Seu povo para servir um ao outro e para ministrar ao mundo. Embora cristãos que vivem à parte da Igreja não necessariamente percam sua fé, eles certamente se privam dos recursos espirituais e das oportunidades que o próprio Deus ordenou. De acordo com as Escrituras, enfatizamos a filiação à Igreja.
A membresia na Igreja é uma realidade bíblica importante desde os primeiros dias depois de Pentecostes (Atos 2:47). Quando o Espírito Santo concede nova vida em Cristo, ao mesmo tempo Ele efetua nossa entrada espiritual na Igreja (1ª Coríntios 12:13). A Igreja Metodista Livre é uma denominação entre muitas outras Igrejas legítimas e visíveis no mundo. A entrada na membresia de uma de nossas Igrejas é um sinal local e visível da entrada na Igreja universal.
A. Membresia na Igreja
Nossa Igreja oferece meios pelos quais pessoas nascidas do Espírito possam fazer uma Aliança de Membro (§154-160) e registrar sua filiação de forma pública. Temos categorias de membresia para os crentes abaixo dos 16 anos de idade e para os adultos. Como ajuda ao desenvolvimento cristão, damos instrução em classe de preparação de novos membros, que pode ser seguida pelo ingresso na membresia. Para maiores informações sobre os requisitos e rituais para membresia, veja §150-164 e §8800-8830.
B. Liderança na Igreja
A liderança na Igreja é uma honra acompanhada de responsabilidades e sacrifícios. As Escrituras nos dão descrições das qualidades de líderes em passagens como: Êxodo 18:21; Atos 6:3; 1ª Timóteo 3:1-13 e Tito 1:5-9. Os escolhidos para liderar na Igreja, devem fazê-lo em espírito de humildade e debaixo da dependência de Deus. Eles devem ser indivíduos espiritualmente maduros cujo estilo de vida esteja em harmonia com as Escrituras, a doutrina da Igreja Metodista Livre (§100-131), os princípios da Aliança de Membro (§150-160) e com o §6200.E. Eles devem viver vidas pessoais e públicas que claramente mostrem estes princípios.
O Cristão e o Estado
§3470 Como cristãos, somos cidadãos do reino de Deus e desse mundo. Recebemos benefícios e arcamos com responsabilidades de ambos os relacionamentos. Nossa submissão é primeiro para com Deus, mas isto não nos isenta de responsabilidades para com nosso próprio país se tal relação não conflitar com os ensinos claros das Escrituras (Romanos 13:1-7). Reconhecemos a autoridade soberana do Governo e nosso dever de obedecer a lei (Mateus 22:21; Romanos 13:1-7). Conseqüentemente, assumimos as responsabilidades da boa cidadania.
A. Participação Cívica
Como cristãos, oramos por “todos os que exercem autoridade” (1ª Timóteo 2:2) e “por causa do Senhor” somos sujeitos “a toda autoridade constituída entre os homens” (1ª Pedro 2:13). Participamos ativamente na vida cívica através do envolvimento em esforços para a melhoria das condições sociais, culturais e educacionais (Mateus 5:13-16). Nos opomos às degradantes influências culturais (2ª Pedro 2:4-10). Exercemos a responsabilidade do voto.
B. A Guerra e o Alistamento Militar
Cremos que a agressão militar é indefensável como instrumento de diplomacia nacional (Isaías 2:3-4). A destruição da vida e da propriedade, o dolo e a violência necessárias à guerra são contrárias ao espírito e mente de Jesus Cristo (Isaías 9:6-7; Mateus 5:44-45). Portanto, é nosso dever como cristãos promover a paz e a boa vontade, patrocinar o entendimento e confiança mútua entre todos os povos e trabalhar com paciência pela renúncia da guerra como um meio para decidir disputas internacionais (Romanos 12:18: 14:19).
É nossa firme convicção que ninguém deve ser obrigado a entrar em treinamento militar ou a portar armas, exceto em tempo de perigo nacional e que as consciências de nossos membros sejam respeitadas (Atos 4:19-20; 5:29). Portanto, reivindicamos dispensa de todo serviço militar àqueles que se registram oficialmente como membros da Igreja, por objeção consciente à guerra.
C. Juramentos
O juramento vão e precipitado é proibido pelo nosso Senhor (Mateus 5:34; Tiago 5:12). Cremos que a religião cristã não proíbe
fazer juramento quando exigido por um oficial público. Em
todos os casos, o cristão deve falar com honestidade e
verdade (Jr 4:1-2; Ef 4:25).
Recursos para as Igrejas
§3500
A. Entendendo as Questões de Estilo de Vida na Aliança de Membro.
Como a Aliança é parte da Constituição, as recentes mudanças resultam de uma decisão de referendo tomada por metodistas livres ao redor do mundo. Em essência, a Aliança mudou de uma base legalista (com uma longa lista de comportamentos e atitudes específicos) para uma base de princípios (com uma curta lista de orientações, com princípios abrangentes).
Por exemplo, quando a Aliança se refere aos assuntos de estilo de vida, ela diz: “Como um povo, nós vivemos vidas saudáveis e santas e mostramos misericórdia a todos, ministrando tanto às suas necessidades físicas quanto às espirituais. Nós nos comprometemos a ficar livres de atividades e atitudes que corrompem a mente e prejudicam o corpo, ou promovem tais coisas...”
Este princípio mantém a posição da denominação existente há muito tempo de chamar as pessoas a se comprometerem com o viver saudável evitando substâncias que viciam, como álcool e tabaco. Ele também nos lembra, por exemplo, de não comer demais ou trabalhar demais.
Como a Aliança de Membro é baseada em princípios, então a pergunta que surge é: “quando a pessoa pode ser considerada um membro da comunhão do povo de Deus?”. Nossa primeira visão da membresia era como um diploma de graduação ao fim de um processo de discipulado que preparava as pessoas para viver dentro de exigências específicas. A presente visão da membresia é como a entrada no processo de discipulado. Como membros, continuamente permitindo ao Espírito Santo fazer novas aplicações dos princípios da Aliança em níveis mais profundos, nós nos tornaremos cristãos mais saudáveis.
Portanto, fixamos nossos olhos em Jesus e, com a capacitação do Espírito Santo, nos comprometemos a viver em alegre obediência, colocando de lado tudo que nos impede de nos tornar mais semelhantes a Cristo.
B. Outros Recursos
Recursos adicionais em inglês estão disponíveis através da “Light and Life Communications” (Comunicações Luz e Vida) no site www.LLCom.net.
Consulte também o site: www.metodistalivre.org.br.
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