Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus,
Vivemos tempos difíceis onde não se pode questionar que a violência urbana é uma das manifestações de um ser humano e de uma sociedade cada vez mais longe de Deus. Em outras palavras, um ser humano e uma sociedade no pecado. Como fruto disso, milhares de pessoas são vitimadas não somente pela perda de seus bens, mas também por marcas em seu corpo e sua alma, em sua história de vida. Também como fruto disso, as prisões brasileiras estão abarrotadas: mais de 500.000 seres humanos são amontoados sem a mínima perspectiva de serem inseridos na sociedade novamente, sem voltar a reincidir. Alguns não desejam. Outros, não conseguem.
Não podemos ser simplistas e achar que a solução dessa questão que a sociedade enfrenta, mas talvez não se aflija, é fácil. No entanto, como cristãos, esperando um novo céu e uma nova Terra onde habitará a Justiça de Deus, não podemos ser omissos a esse momento em que vivemos.
Talvez muitos de nós não tivemos qualquer contato com a realidade das Cadeias, da Justiça Penal, da volta a sociedade ou mesmo de ser vítima ou ter alguém muito próximo ter perdido não somente bens mas a sua vida em situações de violência urbana.
Mesmo que isso nos pareça distante, nossos olhos não podem deixar de ver e nossos ouvidos não podem deixar de ouvir e clamar por uma mudança, apontando um novo caminho para aquele que transgride a lei tenha a oportunidade de trilhar e aquele que foi ofendido tenha a possibilidade
Sim, nessa semana em que se comemora o Dia do Preso, 24 de maio, sugerimos que possamos focar nossos olhos para essa realidade e, como Igreja, além de desejar mudar essa realidade e proporcionar aos presos outro caminho, pensemos na questão da violência urbana, da realidade prisional e de caminhos para que aquele que praticou um crime possa ir por outro caminho. Muito difícil? Se sim, ao menos podemos e devemos orar a Ele:
- Para que Deus levante o Seu povo a fim de responder de uma forma relevante a questão da violência urbana e todas as suas consequências, especialmente os que são vítimas delas.
- Pelas pessoas que estão presas e as que acabam de cumprir pena, a fim de que conheçam o novo Caminho que é Cristo.
- Pela Igreja do Brasil a fim de que possamos nos unir para cooperar na criação de políticas públicas na área prisional e para a reinserção do que se envolveu com a prática de um crime, expressando o amor de Deus.
- Pelas famílias dos que se envolvem na prática de crimes, pois acabam se envolvendo, mesmo sem querer, nesse ciclo.
Como parte de um movimento que se autodenominou Forum da Esperança, composto por alguns cristão que tem o objetivo de ser instrumento de conscientização da sociedade como um todo e da Igreja, em específico, para a mudança da visão sobre a política penitenciária e a questão do egresso (= aquele que cumpriu pena de prisão), além de auxiliar particularmente algumas pessoas nessas condições ou próximas dessas condições, dando-lhes a oportunidade de visualizar um outro caminho, convido todos, nesse momento, a tanto.
Por fim, se alguém sentir o chamado de se envolver de forma mais efetiva e não sabe como, busque o nosso contato.
Pr. Otoniel Kikuti

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